Criar uma lista com as 25 negras mais influentes da internet brasileira é uma tarefa prazerosa porém árdua. O motivo é simples, somos muitas e extremamente competentes naquilo que fazemos, beijo no ombro. É como se cada nome representasse na verdade outras 50 mulheres. É por isso que diremos de antemão que muita gente ficou de fora por falta de espaço, claro. Não pretendemos que esse encargo seja definitivo apesar de todo esforço para que fosse representativo.

O critério influência foi o mais importante a ser considerado, mas não somente. Quanto à audiência, pra gente tamanho não foi documento. Melhor falar para pouca gente, mas falar para as pessoas certas. Também procuramos levar em conta a ausência de marcadores como machismo, transfobia, homofobia, gordofobia, classismo, entre outras manifestações. Outro detalhe que não pode ser esquecido: os nomes foram dispostos em ordem aleatória, porque do 1 ao 25 só tem fera.

E agora batuquemos com as #25webnegras


1) LUH SOUZA

historia preta

A página História Preta Fatos e Fotos é uma inspiração, por sua qualidade e singularidade. Apresenta conteúdo extremamente bem construído e diversificado, cobrindo tanto o Brasil como outros países. Perguntamos para a autora, Luh Souza, como tudo aconteceu: “Eu só aprendi sobre escravidão na escola, não sabia sobre Reis e Rainhas africanos, nem sabia de outras contribuições de nosso povo em outras tantas para além do trabalho gratuito. Quis então, pesquisar algo para meus alunos que mudasse o olhar deles sobre nosso povo, sobretudo as crianças pretas.” Seu alunos agradecem. Nós também!


2) JAQUELINE GOMES DE JESUS

Jaqueline Gomes de Jesus

Jaqueline Gomes de Jesus é uma mulher e intelectual poderosa. E justamente por isso inspira (e influencia) os que a acompanham sem o menor esforço. Ocupou o cargo de assessora de diversidade e apoio aos cotistas e coordenadora do Centro de Convivência Negra da UNB. É doutora em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília. Pesquisadora do Laboratório de Trabalho, Diversidade e Identidade do Instituto de Psicologia da UnB. Nesse exato momento está envolvida em seu pós-doc. Acompanhe seu perfil no facebook e seu blog para ficar sabendo o que acontece na academia (e fora dela) quando o assunto é identidade, gênero, orientação sexual e raça/etnia.


3) FERNNANDAH OLIVEIRA

criloura

Você conhece a Fernnandah Oliveira pelo nome de Criloura. Ela é uma das principais referências quando o assunto é mulher negra e beleza. Atua em diversas frentes, inclusive como vlogger. Fala com desenvoltura sobre os produtos da estação e empoderamento, tudo de um jeitinho muito direto e com linguagem bastante acessível. Conteúdo com conteúdo, na medida certa.


4) PRETAS CANDANGAS

pretas candangas

As Pretas Candangas se descrevem em seu blog como um coletivo de mulheres negras do DF. O que elas “esqueceram” de dizer é que são responsáveis pelo Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha que envolve ações de formação, capacitação, afro-empreendedorismo, economia critiva, cultura e comunicação, a discussão e proposição de políticas públicas para mulheres negras. Anotem – Ana Flávia Magalhães Pinto, Daniela Luciana Silva, Raíssa Gomes, Uila Gabriela Cardoso, Juliana Cézar Nunes, Jaqueline Fernandes, Cecíliza Bezerra e Paula Balduíno.


5) CARLA FERREIRA

carla ferreira

Carla Ferreira é dessas pessoas que multiplica o pão. Ou melhor, o conhecimento. Começou querendo ficar crespa, acompanhando de perto o trabalho das Meninas Black Power. Hoje é ela quem inspira outras mulheres através do Indiretas Crespas. Um de seus superpoderes é falar o mesmo idioma de seu público.


6) SILVIA NASCIMENTO

silvia nascimento

Silvia Nascimento é uma das pioneiras. O portal Mundo Negro aconteceu pela primeira vez em 2001 (e ficou no ar até 2005, quando já era referência). Voltou a ser publicado em 2011 e está fazendo bonito. Foi ela quem deu o furo do caso Pão de Açúcar, onde havia uma estátua de uma criança negra acorrentada, fazendo a discussão ganhar toda a rede. Sua especialidade é o texto jornalístico.


7) MONIQUE EVELLE

monique evelle

Monique Evelle é uma jovem sonhadora… Que faz acontecer. Especialista em Direitos Humanos, Protagonismo Infanto-juvenil e mobilização de pessoas, é a criadora do Desabafo Social. O projeto que começou com “desejo de transformar a realidade” hoje é uma rede com colaboradores em diversos estados e conta com diversas iniciativas.


8) ELIANE OLIVEIRA

eliane oliveira

Eliane Oliveira chegou chegando no Blogueiras Negras. É dela um de nossos textos mais preta power, o Tirem suas mãos de nossos símbolos de luta. A importância desse texto, além de sua qualidade, foi o de antecipar o uso do turbante pela atriz Fernanda Lima. Se você leu  e não entendeu nada, leia novamente e veja a imagem. E se mesmo assim aninda ficar uma pontinha de dúvidas, visite o nosso tumblr para ver como a branquitude reagiu ao texto.


9) MARIA RITA CASAGRANDE

maria rita

Maria Rita Casagrande é uma mulher que soma. Seus super poderes incluem a escrita alimentada pela vida, sagacidade e delicadeza. Quem ajuda a criar uma lista não pode estar nela mas nesse caso nós precisamos abrir uma excessão. Porque essa moça já fazia barulho bem antes de ser facilitadora por aqui. Basta visitar o True Love, projeto referência sobre cultura lésbica com sua assinatura, para entender porque.


10) LEILA NEGALAISE NZ

Fotos: Valéria Martius - TCC PP
Fotos: Valéria Martius – TCC PP

Leila Negalaize Nz é jornalista com DRT sem diploma, ativista afrolésfeminista e blogueira de mão cheia. É também escritora, tendo sido premiada pela iniciativa Prêmio Mulheres Negras Contam sua História. Fique de olho em suas notas de facebook.


11) ALÊ MATTOS

ale mattos

Alê Mattos é uma das principais referências quando o assunto é mulher negra na internet. Ela é mestra na arte do selfie. Seu perfil no facebook é informativo, acessível e muito espontâneo. Porque essa mulher vai direto ao ponto, sem rodeios ou papas na língua. Você vai saber quando ela está feliz e quando ela está com raiva e acredite, não vai querer entrar num debate com ela a menos que esteja realmente preparado. A preta também assina o projeto Preta e Gorda, onde reúne seus textos e o de convidados.


12) MARA GOMES

mara gomes

Mara Gomes é dessas para quem a zueira não tem limites. É uma feminista em pele de cordeiro, seu trabalho coloca a mulher periférica no centro das preocupações. A moça é blogueira negra e assina a página A mulher negra e o feminismo que dá voz a milhares de mulheres negras e suas inquitações, além de publicar relatos de episódios racistas. Em um de suas postagens mais recentes, uma de suas leitoras denuncia o comentário racista de Ana Maria Braga para com Cacau Protásio.


13) SUELI FELIZIANI

sueli feliz

Sueli Feliziani é dessas que vai colocar o dedo na ferida. Um dos seus superpoderes é fazer que, ao final de uma discussão, os oponentes queiram lhe pagar uma cerveja. Entre suas especialidades estão a não-monogamia, o feminismo e o ateísmo. É, segundo ela mesma, “libertária, antirrótulos, anarcoprófelicidade, autárquica pela própria natureza”. Inteligente e mordaz, ela é muito mais que uma inspiração. A gente sabe que ela não gosta de rótulos, mas a gente precisa dizer – é diva. Na vida e na Revista Geni.


14) REBECA BRITO, ANNANDA BAPTISTA, LAÍS BRAZ, MICHELE VERÍSSIMO

rebeca brito

Rebeca Brito é a fundadora do blog Negras no altarescrito a 8 mãos com Annanda BaptistaLaís Braz e  Michelle Veríssimo. O grupo administra uma página no faccebok e dão visibilidade à mulher negra num nicho de mercado que é praticamente um território a ser conquistado. Não estamos falando apenas de negócios, afinal é a mulher negra quem menos se casa numa sociedade machista. Militância linda de ser, ainda assim, militãncia.


15) BIANCA CARDOSO

bianca cardoso

É um feminista high profile de low profile. No seu perfil no facebook você vai se divertir enquanto se informa. Com muita sorte será agraciada com um lindo gif animado no dia do seu aniversário, já que a moça é especialista no assunto. Mas não se engane. Esse rostinho angelical não se curva à sororidade e é uma das mentes responsáveis por um dos coletivos feministas mais bem sucedidos da internet brazuca, o Blogueiras Feministas.  Visite também seu site pessoal e se perca nas hilárias sextas de nova.


16) JUREMA WERNECK

jurema werneck

Jurema Werneck é médica e, depois de denunciar a esterilização em massa de mulheres negras, promoveu a criação da Criola, organização voltada para o fortalecimento – ou empowerment, conceito desenvolvido no interior do feminismo – de mulheres, adolescentes e meninas negras. O crescimento do seu trabalho, sediado no Rio de Janeiro RJ, deu origem à atuação em vários campos: direitos humanos, auto-estima, profissionalização e geração de renda, informação e reflexão, além de saúde e auto-cuidado. Jurema também foi premiada no Mulheres Negras contam sua estória. Perfil imprescindível na luta contra o racismo.


17) CIDINHA DA SILVA

cidinha da silva

Cidinha da Silva é um dos principais exus da blogosfera feminina, não por acaso seu blog tem acessos simplesmente estratosféricos. A receita é simples, regularidade e qualidade ímpares. Além de prosadora de mãe cheia, ela também integra a Representação Regional da Fundação Palmares em São Paulo. Esse ano ela também nos presenteou com Racismo no Brasil e Afetos correlatos. Definitivamente uma referência poderosa, dentro e fora da internet.


18) COMUNICADORAS NEGRAS

mara vidal juliana gonçalves

Qual a relação entre as políticas de comunicação, as mulheres negras e a III CONAPIR? Como estimular uma agenda de promoção e igualdade racial para mulheres nos meios de comunicação brasileiros? Para garantir respostas para estas e outras várias perguntas, a época do evento surgiu o coletivo Comunicadoras Negras. Formado por escritoras negras, jornalistas e midia-livristas de todo o país aqui representadas por Juliana Gonçalves e Mara Vidal que aparecem na foto bonita. Suas atividades estrapolaram a cobertura da III CONAPIR e elas seguem brilhando na sua fanpage.


19) JÉSSICA IPÓLITO

jessica ipolito

Ver Jessica Ipólito falar é como estar diante da própria deusa do trovão, nada a intimida, nada tem mais poder. Ela é dona de alguns dos textos mais empoderadores da web brasileira. Mulher, negra, lésbica e gorda ela fala sobre lesbianidade, sexualidade, feminismo e bodypositve em seu blog Gorda e Sapatão, referência definitiva sobre autoaceitação. Suas atividades não se limitam a internet, militante feminista é facil encontra-la lutando pelos direitos das pessoas mais invisibilizadas em nossa sociedade.


20) MENINAS BLACK POWER

Meninas Black Power

O nome explica tudo. É um coletivo, todas usam black e são power. Uma de suas últimas façanhas foi falar, com muita mestria, sobre a luta antirracista em cadeia nacional. Ou seja, esse grupo é desses que pega um limão e faz uma torta. Ou duas. Por isso são uma página referência no facebook e um blog de sucesso. Parabéns Élida Aquino, Arielly Coutinho, Bruna Cruz, Lais Reverte, Daniela Miranda, Suzana Carvalho, Karina Vieira, Renata Morais, Fabíola Oliveira, Tainá Almeida, Luana de Brito, Mary Marques, Mari Barros, Thaís Nadi, Loana Novaes, Ingrid da MattaCintia Masa, Kelly Melchiades, Michelle Fernandes, Mara Assunção, Jessyca Liris, Jaciana Melquiades, Twylla Ferraz, Natália Regina, Juliana Barauna e Jana Guinond.


21) FERNANDA SOUSA

fernanda sousa

Fernanda Sousa é uma jovem cheia de energia. Acompanhar seu perfil no facebook é indispensável, mesmo sendo possível encontrá-la também no Núcleo de Consciência da USP, onde estuda Letras e colabora com uma igualmente jovem e influente turma de estudantes negros que estão fazendo muito barulho. Ela também é responsável pela Afroteca, um blog que tem como objetivo enegrecer o conhecimento. Por aqui ela assinou um dos textos mais importantes do ano.


22) ANA MARIA GONÇALVES

ana maria gonçalves

Ana Maria Gonçalves, uma de nossas maiores escritoras,  passou um tempo fora da internet. Até pouco tempo a única maneira de você encontrar a autora de Um defeito de cor era através de seu email ou mais recentemente por aqui no Blogueiras Negras. Toda vez que ela aparece tenha certeza de que vai arrasar o quarteirão. Agora, para nossa alegria, ela tem uma página do facebook. Será que tem livro novo no forno? Multiplica senhor!


23)DJAMILA RIBEIRO 

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Djamila Ribeiro é mãe de uma jovem goleira cheia de opinião. É também pesquisadora, mestranda em filosofia na Unifesp, onde foi responsável pela criação do Núcleo Interdisciplinar de Estudos de Gênero, Raça e Sexualidades. Mas não se engane, apesar de estar na academia, ela reconhece e defende a militância fora dela  e inspira todas a contribuir com o debate. Pra nossa alegria, ela também é autora do Blogueiras Negras.


24) EVELYN QUEIRÓZ

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Evelyn Queiróz, que criou o pseudônimo Negahamburger, nome de seu projeto, faz ilustrações e intervenções urbanas através do graffitti, e em 2013 resolveu lançar o Projeto Beleza Real, ou Projeto Beleza Real Negahamburger, através do qual tentou arrecadar fundos para a publicação de um livro com suas ilustrações, que abordam a questão das mulheres com seus corpos e autoestima, realizando uma arte política pautada na reivindicação de uma sociedade em que mulheres aprendam a amarem e aceitarem seus corpos e diferentes belezas. As ilustrações de Evelyn são publicadas em sua fanpage no facebook , e em seu blog , podemos conhecer melhor sua arte e seus projetos.


25) MISS MOURA

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Miss Moura se descreve como Social Media Story Teller. Mas ela é muito mais que isso. Simplesmente referência de cultura digital, simples assim. Ela é professora de cursos de MBA e Pós-graduação em Marketing Digital e trabalha numa das principais agências de publicidade do país.

Pra não dizer que não falei de Flores

Como dissemos antes, a lista é imensa e inspiração e referência web não estão apenas no Brasil. Segue uma lista de grandes mulheres negras que vem causando na web ao redor do mundo.

1 ) WHITNEY WHITE

Você não conhece a Whitney, mas certamente sabe quem é Naptural 85. Tudo começou quando seu então namorado, brasileiro, falou sobre deixar o cabelo ao natural. Nascia então uma das maiores vlogueiras sobre o assunto. Seus superpoderes são a regularidade, a qualidade e a criatividade de seus vídeos. Referência mundial.


2 ) CHESCA LEIGH

Franchesca Ramsey ou Chesca, para quem acomapnha seu trabalho, é uma mulher negra que atua em diversas frentes. É designer mas também é ativista, comediante e vlogueira. Ganhou muitos seguidores (e haters) após fazer um vídeo whiteface sobre o quê mulheres brancas falam. Recentemente foi mencionada na página de Beyonce no facebook. É também referência quando o assunto são cabelos naturais, dredados.


3 ) ISSA RAE

Issa Rae é empreendedora, diretora, produtora, atriz e vlogueira norte-americana. Ganhou notoriedade após colocar no ar via patrocínio público a websérie The Mis-Adventures of Awkward Black Girl, na qual interpretava a hilária (e desajustada) J. A ampla maioria do casting era de negros. Seu maior superpoder é a criatividade.


4) MIKKI KENDAL

A hashtag #SolidarityIsForWhiteWomen (#SolidariedadeÉParaMulheresBrancas)está causando e sensibilizando no Twitter sobre a experiência da discriminação racial no movimento feminista.
“No centro de tudo isso está  Mikki Kendal , que criou a hashtag em resposta a um discurso do auto-proclamado ‘homem feminista’, Hugo Schwyzer.
Schwyzer afirmou no Twitter que ele tinha sido particularmente terrível com mulheres negras. Uma guerra começou nas mídias sociais, em que as mulheres negras questionaram a ausência de suas pautas no feminismo mainstream, reivindicação esta que foi muito mal recebida já que desde então ela tem sido acusada de querer dividir o movimento.


5) TRUDY

Trudy é jamaicana, crítica social e fotógrafa e escreve no Gradient Lair, blog que fala de mulheres negras e a relação do mundo com as mesmas, abordando racismo, gênero e interseccionalidade em temas como política, artes e cultura pop em geral. Trudy também escreve suas opiniões no seu twitter , onde dialoga com muitas outras feministas negras.


6) PATRICE GRELL YURSIK

Hoje em dia parece que todo mundo está blogando sobre cabelos naturais, mas não era o que acontecia em 2006 quando Patrice Yursik  criou o site afrobella.com . Ela acumulou uma comunidade muito fiel desde o lançamento do site e vem bombando até hoje com assuntos em torno de suas experiências, conselhos e dicas. Ah, e mais uma coisa. Quantas blogueiras você conhece que podem fazer com que a MAC Cosmetics produza um batom a partir das suas idéias? Bom, ela fez!


7 ) KIMBERLY N. FOSTER

Kimberly N. Foster é a criadora e editora-chefe do For Harriet, uma comunidade on-line para as mulheres Afro descendentes. O objetivo do blog/comunidade é encorajar as mulheres, através da contação de histórias, do jornalismo, de um dialogo franco e motivador sobre a beleza e a complexidade da feminilidade negra.  Ela criou o blog depois que percebeu a carência de meios de comunicação voltados especificamente para a vida política e social das mulheres. Ela também pode ser encontrada no twitter .


8) KIMBERLY BRYANT

Kimberly Bryant é a criadora do Black Girls Code , uma organização sem fins lucrativos dedicada a educar mulheres afro-americanas em tecnologia. São meninas de 7 a 17 anos aprendendo sobre programação de computadores, codificação, e todo o necessário para aprender a construir sites, robôs e aplicações móveis. A ideia surgiu da observação de que só os EUA possuem 1,4 milhões de vagas de trabalho na área de computação, desta forma parece bem interessante que as pessoas tenham esta janela de oportunidade.


9) MINNA SALAMI

Minna Salami é o fundadora do MsAfropolitan , um blog multi-premiado que fala sobre a sociedade contemporânea da África e da Diáspora e a cultura a partir de uma perspectiva feminista. Minna é membro da Duke University Corporate Education Global Learning Resource Network . Ela também é colaboradora do Guardian African Network , uma rede de blogs e sites sobre as noticias da Africa mantido pela pelo The Guardian (Reino Unido) . As suas principais áreas de especialização incluem uma extensa pesquisa e escrita sobre as questões de gênero na sociedade Africana; mídia e cultura popular em um contexto Africano, palestras universitárias, e ainda ministra workshops e master classes.


10) ORY OKOLLON

Ory Okollon é queniana, advogada, ativista e blogueira. Atualmente ela ocupa o cargo de Diretora de Investimentos na Omidyar Network, depois de ter passado pelo Google Africa como Gerente de Politicas. Ory é criadora do Ushahidi que funciona como uma central que permite quepessoas comuns, jornalistas e testemunhas oculares em todo o mundo relatem incidentes de violência através da web, e-mail móvel, SMS e Twitter.

FAIXA BÔNUS, AZIE DUNGEY

azie dungey

E pra fechar, como Hors Concours… Azie Mira Dungey, a atriz, roteirista e produtora que você conhece como Lizzie Mae, escrava pessoal  de George Washington e Martha Dandridge Custis na Casa Branca. Sua webserie tem influência simplesmente estratosférica, alcançando mais de 47 mil seguidores. Nesse trabalho todos os detalhes são geniais mas destacamos o aviso antes de cada episódio – “os nomes foram trocados para proteger a culpa”. Definitivamente representa a todas nós.

30 Comentário

  1. […] para jovens, e em 2013 ficou entre as 25 negras mais influentes da internet brasileira, pelo site Blogueiras Negras. Em março de 2014, o DS levou o Prêmio de Protagonismo Juvenil pela Associação Brasileira de […]

  2. Blogueiras Negras é uma das grandes conquistas da Mulher Negra. O Blog é imparcial, justo, verdadeiro, tem propostas legítimas e afirmativas. Ao contrário de certos Blogs que colocam a Mulher Negra com coitadinha. A Mulher Negra é uma guerreira por excelência não precisa de subterfúgios para mostrar a sua força.
    Parabéns ao Blog; suas matérias de grande relevância para a Raça Negra.
    Beijos.
    Flávio Leandro

  3. Esses dias eu estava pensando em blogueiras e vlogueiras negras pra servir como referencial. Daí eu joguei no Google “blogueiras negras” e achei esse site. Beleza, até ai tudo bem. E então eu acho esse post, tudo o que queria! Queria mais negras, ler mais sobre isso, ver mais videos com meninas negras, porque é legal e tal alguns vídeos, mas eu me sinto desconfortável as vezes porque, por exemplo (bem bobo), um vídeo de teste de batom x só acho vídeos com meninas brancas e eu sei que o batom não vai ficar da mesma forma em mim negra da boca grande. As vezes isso me desanima, mas nada do que pesquisar um pouquinho para conseguir bons resultados.

  4. Poxa , too amando o blog .. Tah me dando muita força , todas as historias , cada dia q passa too adorando ler mais sobre ..
    Essa semana sofri preconceito na escola pelo fato de ser negra e ter o cabelo afro , fiquei triste muito triste mais como minha prima diz no popular “Eh tudo recalque” kk ..
    E assim depois q conheci esse blog , depois q li varias historias e varias publicaçoes eu me orgulhei de mim mesma , me senti linda pq nunka tinha me sentido assim mais me senti muito melhor , e percebi q oq os outros dizem nao me importa , o preconceito nao me importa pq eu sou linda , amo meu cabelo e tenho orgulho de ser negra …
    Esse blog de vcs “Blogueiras Negras” me ajudou muito me incentovou muito e tenho certeza q nao so a mim ajudaram mas muitos (as) .. Bjsss :) :) :*

  5. Que desfile de mulheres lindas! É mesmo de dar inveja. Se esse conjunto viajasse mundo afora, abafaria todos concursos de misses. É isso aí, essas e outras a Mãe África deu para o mundo, além da natureza exuberante, contendo as maiores espécies da biodiversidade. Quanta fome foi saciada, quanto dinheiro circulou, para ver leão enjaulado? E coitadinhos dos Tarzãns, se as feras estivessem soltas.
    Esse continente, cuja disputa pela respectiva partilha, foi a causa das maiores carnificinas humanas, as duas Guerras Mndiais na “belle europe”.
    Somos orgulhosamente descendentes diretos da ancestralidade da espécie humana, que não arredou os pés das savanas, desafiando os intempéres das Eras Geológicas, como se tivessem o conhecimento,”emigrar para depois branquear, jamais.
    Somos sim, vítimas das ilusões impostas pelo eurocentrismo etnocêntrico. O mágico truqueia, cega visões, foi dessas formas, que o continente hostil, ant-higiênico, de cidades inchadas, praticavam entre si a superioridade, para consolidar hegemonias. Foi nessas mentiradas, que a cultura européia se sobrepôs, como berço da civilização, modelo de beleza, raça criada por Deus, deixando até hoje, o ‘branquelismo hereditário”.
    Hítler suicidou-se, Mussolini foi pendurado de cabeça para baixo, e o menor continente do mundo, ressurgiu das cinzas e dos escombros, com expressiva participação da África, para lá erm empurrados os excedentes e de lá arrancavam matéria prima para as reconstruções.
    Retomando o tema, a incomparável beleza da mulher negra, a Etiópia, país que nunca o nariz europeu conseguiu entrar, deu para Salomão, o maior conquistador da história, a Rainha de Sabá, com quem segundo o que existe de escrito, a única que deu-lhe filhos, cujos decendentes são os judeus negros, reconhecidos pela Comunidade Judaica Internacional. Muita gente “boua”, desconhece, e as que se omitem reconhecer, que a Rainha de Sabá era negra.
    Se esses “raça superior”, e demais seguidores, conhececem o afrodizíaco Pau de Cabinda, endêmico das savanas africanas,Angola, talvez tivessem procurado demonstrar superioridade racial de outra forma, sem derramamento de sangue e sem blá blá blá.
    Quando a revista Raça lançar o concurso dos lábios mais séxis, o páreo das negras já está ou estará na reta final; e para ter lábios carnudos, os cirurgiões plásticos serão suficientes?

  6. Adorei essa lista! Por incrível que pareça, das mulheres brasileiras, eu só conhecia uma – oi? Como assim?! Achei incrível o feito de cada uma e, além de tudo, acho tudo isso de extrema importância e incentivo!

  7. Gostei da seleção de mulheres negras mais influentes da internet! Pena que a Bahia, especificamente na capital, Salvador onde existem de fato a maioria negra da população do país, tenha sido esquecida. Justamente agora que temos na vice prefeitura uma mulher negra, competente, militante e atuante dos movimentos negros da cidade, Célia Sacramento e as outras tantas mulheres que também são bastante representativas e que poderiam constar dessa lista. Abs,
    Marla Rodrigues

  8. Com todo respeito, acho que esta lista serve bem para uma coisa: demonstrar como nosso ativismo via web no Brasil se encerra onde começa. Em alguns casos, está mais baseado em palavras do que em ações, salvo raras exceções como Jurema Werneck, que , aliás, ao que acompanho está longe de ser alguém de ativismos baseado na web – então fica estranho sua presença nesta lista, embora em todos outros sentidos ela seja merecedora de homenagens e reconhecimentos. Talvez não como forma de presença em uma listagem ,especialmente em sendo um ranking.

    Com amor, não desmereço o cyberativismo de maneira alguma, acho que sua relevância é tamanha e também é o reflexo do contexto tecnológico em que vivemos. Mas o racismo ainda é tanto digital quanto analógico, é tanto em cores quanto preto e branco, tanto se transporta por bits e bytes e ainda mais por ônibus, táxis ( todx pretx sabe), trem e metrô. Então é evidente que todas as formas de seu combate são bem-vindas, até porque como já diz uma grande ativista de Alagoas: o racismo é um camaleão poliglota.

    Falando nela, outra percepção que esta lista me trouxe foi ao fato de que apesar de vivermos em uma era facilitadora de conexões, o pós-boom da web 2.0 e pra lá disso, pouco sabemos sobre o que de fato acontece no país acerca da luta anti-racismo. Pelo menos isso é o que me sinaliza o fato de o blog praticamente canalizar seu ranking no sudeste do País, notadamente em São Paulo.

    Antecipo-me em dizer que entendi que se trata de uma uma lista de ativismo na internet. Reforço a minha fala de reconhecimento da importância deste tipo de luta política, só que para um significado mais real , aliás não, real não, concreto, (não me atrevo ao termo termo real neste contexto, como não me atrevo a medir influências porque entendo que aí estaria me colocando num lugar de sobrevôo às consciências alheias) é preciso que a internet seja um meio e não um fim de militância. Neste sentido, ressalto que foi a comparação com as ativistas estrangeiras que o mesmo blog disponibiliza em companhia da minha sensibilidade que me auxilou na conclusão de que ainda há um gap entre o que falamos e o que fazemos. Sensibilidade esta que me faz reconhecer também que não é porque eu me dediquei a escrever texto em 15 minutos que eu me distancio por completo da de certa inércia.

    Por outro lado, não é exatamente sobre as ranqueadas que estou falando, pessoas as quais tenho respeito pelo enorme fato de serem mulheres negras e outras pelo fato de não serem somente mulheres negras, como bem diria Sueli Carneiro. Aliás, onde está Sueli Carneiro e seu virtualíssimo Portal Geledés nesta web-lista? Se é para ser que sejamos com todas.De verdade ( frase com sentido duplicado).

    Neste sentido, com sensibilidade, esta é uma crítica ao ranking, então esta é uma crítica ao blog. Nos amarmos é um ato político, e para amar alguém ou qualquer coisa é preciso reconhecermos a uns aos outros, seus méritos e seus defeitos, desfrutar e conviver com isso tudo que tal amor facilita. Neste sentido, no sentido da homenagem, entendederia e todo modo apreciaria a atitude do blog. Todavia ao transformar iniciativas pessoais com intenções coletivas _ ou não, caetaneando o que há de incerto ou relativo_ , em um ranking dá, na minha modesta opinião, ares de competição numa ceara que por si só, aliás, pelo que nos impôs o racismo, é esfacelada. O fato contundente que me fez chegar a esta conclusão passa, entre outras coisas, pela reação de algumas mencionadas ou audiências delas: “parabéns, você ficou em tal posição na lista”. Sim eu vi que o blog fez uma lista aleatória, mas ao que parece passou despercebido por parte significativa da audiência, algo a ser levado em consideração dentro do que se refere a intenção dos propósitos do blog e o resultado obtido.

    Finalizando com o respeito que iniciei, precisamos aumentar o diâmetro da percepção sobre ações de intenções honestamente coletivas. Sejam elas digitais ou analógicas, do tato, do contato virtual ao contato verdadeiro. Poderia ter sido uma homenagem, optar por ranking foi algo desnecessário a intenção, que não desacredito um vírgula serem boas.

    • Cara, a intenção da nossa lista foi destacar as mulheres negras que movimentaram a web recentemente, sem colocá-las em ordem de importância. A militância negra feminista não se encerra na internet, essa é mais uma das dezenas de possibilidades que temos de lutar contra todas as formas de opressão, inclusive, a maioria, se não todas as listadas atuam em diversas frentes. Posto isso, somos Blogueiras, e é da nossa seara falar sobre web. Foi uma escolha nossa, cremos que ela não deva ser questionada, na verdade seu questionamento nos faz apenas reforça-la.

      Sobre Sueli Carneiro e o Geledes, estamos falando de um trabalho de mais de 16 anos, é desnecessário incluí-la numa lista anual, afinal ela não é alguém que bombou na internet recentemente. A lista é apenas o que é, uma lista de negras INFLUENTES NA WEB, estas são nossas escolhidas e estamos orgulhosas dela.

    • Com a palavra, Audre Lord, já que vamos falar de feminismo preto, creio eu que venha à calhar…

      “Eu passei a acreditar várias e várias vezes que o mais importante para mim deve ser falado, tornado verbal e compartilhado, mesmo com o risco de ser ferido ou mal interpretado. Que falar me beneficia, além de qualquer outro efeito”

      “negras que movimentaram a web recentemente, sem colocá-las em ordem de importância “, sendo assim pelo bem da comunicação, no meu modesto entender, isto de” negras que movimentaram a web recentemente” poderia estar especificado. Do jeito que foi feito, as próprias mencionadas se confundiram divulgando sua posição no RANKING… Ranking aliás, foi o nome que você deram a listagem. O fato de não ter sido divulgadas posições não anula o raqueamento (alvo da crítica, não as ranqueadas), se assim vocês nomearam a tal lista. Pra mim, a coisa só fica mais contraditória ainda…
      De outra maneira, a presença de Jurema Werneck se iguala na ausência de Sueli Carneiro, se as justificativas para ausência desta sejam mesmo estas que vocês apresentam.

      “A militância negra feminista não se encerra na internet, essa é mais uma das dezenas de possibilidades que temos de lutar contra todas as formas de opressão, inclusive, a maioria, se não todas as listadas”, eu acho que eu disse exatamente isso. Agradeço por compreender.

      Talvez a divergência esteja no realce que eu dei à comparação com as listas de lista de “estrangeiras”, algo absolutamente contextualizado, de forma respeitosa, que nenhum recorte pode mudar intenção das palavras de forma a resistir a uma releitura do que eu escrevi.

      “Foi uma escolha nossa, cremos que ela não deva ser questionada” Como?! Esta crença leva em consideração a esfera pública em que o ranking é disposto? Talvez na esteja também baseada na confusão entre questionar e ofender? No meu modesto entender, há que se considerar a condição de público e a condição de plateia… e lembrar que até à plateia é reservado o direito de não gostar/concordar do apresentado.

      “na verdade seu questionamento nos faz apenas reforça-la.”, sinceramente eu esperei uma reflexão. Porque é sempre bom refletir nem que seja para reafirmar qualquer coisa, incluindo até equívocos. Observação: característica não é defeito.

      Para terminar como comecei, Audre Lord,

      “Para aquelas de nós que escrevem, é necessário escrutinar não apenas a verdade do que falamos, mas a verdade da linguagem pela qual falamos. Para outras, é também para compartilhar e espalhar as palavras que são significativas para nós. Mas primordialmente para todas nós, é necessário ensinar ao viver e falar essas verdades nas quais acreditamos e conhecemos para além do entendimento. Porque, desta forma, sozinhas podemos sobreviver ao assumir um papel no processo criativo e contínuo da vida, que é o crescimento.”

      Crescimento é saber se auto avaliar sem culpa. Nem culpados.

    • Cara Larissa, ou Laissa ou Preta Cor,

      A lista é apenas uma lista, está incomodada demais com ela não acha? Felizmente a internet é publica e outras listas podem ser criadas com outras mulheres, caso tenha um blog crie sua lista e inclua as mulheres que julgar importantes, não somos autoridade maxima em listas de mulheres influentes…ou somos?

      Acredito que pode ter havido algum tipo de erro de interpretação com relação a isto se tratar de um ranking, uma vez que em nenhum ponto do texto isto é apresentado e imaginamos que tenha ficado bem claro neste ponto :

      “Outro detalhe que não pode ser esquecido: os nomes foram dispostos em ordem aleatória, porque do 1 ao 25 só tem fera.”

      No mais entenda, esta lista é nossa, não foi uma votação como você pode ter entendido, nada nos fará mudar de opinião com relação as mulheres aqui apresentadas, nós as admiramos pelo trabalho desenvolvido e fim.

      Se for algo realmente pessoal, como parece, fique tranquila provavelmente vamos criar a nossa lista de 2014 e quem sabe você aparece nesta 😉

    • Maria Rita, se você pode julgar que a Laíssa está criticando a lista porque não está nela, podemos concluir que você está defendendo porque você esta listada nela? Obrigada.

    • Eu a defendo porque participei da sua criação, admiro estas mulheres e mantenho minha opinião sobre. Não é correto alguém desqualificar o trabalho das demais na medida de seu descontentamento – estou na lista em respeito a outras 4 opiniões, somos um grupo e trabalhamos como tal 😉

      E Laissa, Larissa, Preta Cor, Jaspion e marciamsg com tanto email e nome fake não sei como te tratar :(…no próximo post por favor troque pelo menos de máquina pra fingir que é outra pessoa porque já está ficando chato, Ah e sobre o comentário do outro post: o link para a publicação do ML esta por aqui nos comentários, é só dar uma procuradinha. Beijos pra São Cristovão <3

    • Fico impressiona ao observar o seguinte…As (os) Brancas (os) se fortalecem em tudo, o tempo todo…Nós não, quando uma (um) irmã (ão) fazem algo, nós tratamos de desmerecê-las (os)…Quero deixar aqui meus parabéns, dizer que precisamos sim reconhecer e valorizar as (os) noss@s, por isso essa iniciativa de listar algumas blogueiras foi ótima…Parabéns meninas!

  9. Parabéns, pela iniciativa. Faltou representatividade na educação, que é de grande importância, para a transformação da nossa sociedade. E, existem práticas excelentes abordadas em blog. Um excelente 2014! Abraços, Maria Ester do Nascimento.

  10. Achei que faltou a Rayza Nicácio na lista. Ela foi responsável por um grande movimento de aceitação da beleza negra e dos cabelos crespos na internet, é um grande símbolo e vem ajudando muito na construção da auto estima de crianças, adolescentes e jovens cacheadas =)

    • Rayza pisou na bola ao trair suas parceiras, ela não luta por uma causa negra. Acredito que para estar nesta lista deve-se ter uma conduta que condiza com o todo.

  11. MUITO LEGAL EXTRAORDINÁRIO MUITO BOM, MESMO PARABÉNS, FIQUEI MUITO ORGULHOSA DA ESCOLHA SOUBE ESCOLHER ESTAS GRANDES MULHER

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