É mais do que comum ler nas manchetes, ouvir noticiários de tv e rádio coisas como “ele estava com ciúmes” ou “o namorado ciumento” para justificar crimes contra mulheres. Feminicídio é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher. Suas motivações mais usuais são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres, comuns em sociedades marcadas pela associação de papéis discriminatórios ao feminino, como é o caso brasileiro. Assim define o. Dossiê Violência Contra as Mulheres, da Agência Patrícia Galvão. E é assim que a imprensa e os meios de comunicação devem tratar os assassinatos de mulheres no país.

Os jornais de Vitória/ES disseram que foi ciúme, mas a gente sabe muito bem o que foi: Mayara Fernanda Teodoro Micaela de 20 anos foi assassinada, no dia 03 de outubro de 2016, por seu ex companheiro, que alegou querer registrar a filha dela, mesmo não sendo ele o pai da criança. Mayara, mais uma jovem negra morta por 10 facadas, no meio da rua e na frente do próprio filho de dois anos.

Ao contrário do que invisibilizam os meios, contra toda onda fundamentalista que legitima nossas mortes e em nome da honra justifica a morte de tantas jovens mulheres negras, sim, também estamos sofrendo um genocídio. Os dados só aumentam.

Não foi ciúme. Não foi “desconfiança da traição”. Foi ódio, foi machismo. Foi feminicídio e assim gritaremos por todas as capitais do país.

#GritePorElas #16DiasDeAtivismo #NenhumaAMenos