Matar…
Um vida de amor
sem anestesia…
E esta incumbência é minha?
Dilacerante.
Se ao menos houvessem precedentes. Idas e vindas no mesmo amor, dores passadas, presentes. Mas assim, sem ao menos…
Logo eu que almejo morrer de amar
e não o amor a vida ceifar.
Amar… construir o viver de amar
de mansinho, rapidinho, direitinho, com jeitinho.
Sabedoria neste momento, vem à consciência buzinar. Sabedoria pra deixar de amar? A tá, ouviu-se dizer que as emoções nos traem…
E por isso temos que racionalizar toda vida. Incluindo o amor? Sim, e com técnica para que o turbilhão, leia-se emoção, não vença a senhora
de tamanha razão!
Tento não pensar, mas eis que penso.
Seria o ego buscando confusão? O estado em ebulição não deveras consciente para se fazer valer?
Direciona o humano para entrar nestas ‘tretas’ de paixão para alimentar os dramas que o digníssimo ego, comandante de tudo, não sabe
viver sem? E vamos de alimento de ego. Ego-drama! Drama-ego!
Há que se ter um amor consciente que não necessite ser abortado em seu engatinhar. Seria este um desconhecido inquietador? Um descompassado
desejo do não…
Não fazer acontecer
Não ser
Não ter
Não crer
Não ler
nas entrelinhas do bem-querer, que ali pode estar o amor – ora adormecido, ora hipnotizado pelo forte apelo do não, ora mascarado em
dores, contratempos, incertezas, indecisões, inquietações –
Ora ameaçado por aquilo que se precisa ter para se viver: coragem…
E que o diga, Maya Angelou e Vinícius de Moraes, há que se ter coragem! E em plenitude, dizer sim ao amor!
Sem sufoco, sem penúria, sem ‘demonizar’ o amor, sem fazê-lo vilão do seu ser. A mente, consciência, suas escolhas, te levam. Queres ir?
Ou decidiste ficar por onde tú bem sabes estar. Confortavelmente em “desconfortos” constantes? Contraditório né, humano? Muito sério todo o mecanismo dos nãos que nos impomos e dos sins, também.
Use sua mão e não só toque sua consciência mas também o seu coração. Seja GENEROSO consigo mesmo. SEJAMOS! E perdoemos os nossos não
saberes. Até porque muito do que não sabemos, nem sabemos que não sabemos. É missão nossa, nos descobrir para nos empoderarmos. O que? Eu ouvi a consciência e não o ego? Sim, foi ela que agora sussurrou em meus ouvidos. Nos dois! Duplo sussurro, a dizer assim:
SEM SABOTAGEM! No auto-sabotage, please!!!
E sim, os fenômenos não tão controláveis, vem e nos fazem sentir tanta coisa…
Sonhei que tive um sonho, e neste sonho não acreditei que poderia daquele jeito sonhar.
É necessário que se seja leve, imprescindível que se esteja presente, há de se ser autêntico!
Há que se dar chance ao amor. Há que se viver de amor. Não é filosofar, romantizando a vida, é viver inseparável do amor. Estar em constantes
reciclagens de amor. Alimento de nome amor… SEMPRE!
AMOR PRO MUNDO, DO MUNDO PRA NÓS, DE NÓS PRA NÓS MESMOS!
Para sempre o amor…
Imagem destacada – For Harriet