RESUMO

A presente pesquisa visa analisar como a religião cristã é capaz de fortalecer e muitas vezes fomentar o patriarcado, machismo, misoginia e racismo. O texto pretende apresentar as histórias de 2 (duas) mulheres em específico que são colocadas na Bíblia declaradamente como negras, são elas, Agar e Zípora, e são acometidas por diversas violências, sexual, patrimonial, moral, psicológica e muitas outras simbólicas praticadas por patriarcas.

Palavras chave: Religião, Machismo, Patriarcado, Agar e Zípora

Para muitas pessoas é difícil entender que as religiões cristãs são a maior fomentadora de violências, de cultura de ódio e intolerâncias, mas é lendo e interpretando a Bíblia numa perspectiva feminista que é possível entender e contextualizar o quão violenta ela se expressa.

Nos últimos anos, mais especialmente, temos ouvido falar, visto nos noticiários e mesmo nas nossas casas e vizinhanças histórias de violências dentro de famílias que sempre foram a igreja, falavam de Deus, amor ao próximo, mas também discriminavam o vizinho gay, a parente de candomblé, a conhecida que namora um negro, enfim, como é mesmo que prega e vive o amor?

Quais os objetivos de elaborar um texto com essa temática? É dizer que tem feminista combatendo violência, misoginia e patriarcado dentro da Igreja também.

O ensaio foi elaborado a partir de revisão bibliográfica de teólogas feministas e também de análise da própria Bíblia, mas tem como foco analisar o velho testamento da Bíblia, em especial 2 (dois) “patriarcas”.

A Bíblia é um livro religioso recheado de mortes, violência, guerras, xenofobia, cultura do estupro, ódio, entretanto em alguns momentos fala de amor, de cuidado, de acolhimento e atenção. O grande problema é que além de relatos perversos de violência de gênero como o ódio e culpabilização a Eva, a perversidade de Dalila, a embriaguez de Ana, há também o silenciamento de tantas mulheres como Débora, Rute, Lídia, Maria, Isabel, Maria Madalena, Febe, Priscila, Trifena, Trifosa, Pérside, e tantas outras que construíram a história do povo hebreu, judeu e cristão como líderes.

Todavia pretendo me ater a falar de 2 (duas) grandes mulheres declaradamente negras pela Bíblia, apesar de entender que a Bíblia toda foi escrita em África, e que se relacionaram com 2 grandes líderes do povo hebreu e que até hoje são considerados notáveis patriarcas da genealogia de Jesus. O objetivo deste artigo é analisar o que os hebreus, judeus e cristãos não querem ver: as diversas violências sofridas por essas mulheres praticadas por seus patriarcas escolhidos por Deus, que ouviam a voz de Deus e conduziam o povo hebreu para a terra prometida. São elas: Agar e Zípora.

Contudo antes disso é preciso refletir sobre o que a legislação brasileira diz sobre violência contra a mulher, sobre casamento, sobre o papel dos pares na relação conjugal.

O Brasil é um país que sofre um processo de colonização perverso com influência da igreja nas ações e decisões do Estado. As primeiras legislações que surgem como Norma no Brasil são as Ordenações Filipinas essas Ordenações regem a esfera cível e penal. E como essas legislações são fundamentadas? A partir de uma lógica colonizadora, de exploração, patriarcal, religiosa e branca logicamente as mulheres são as que mais sofrem nessa perspectiva.

De acordo com as Ordenações Filipinas é possível encontrar na esfera cível trechos que dizem que mulheres não são capazes de herdar, ou seja, elas não eram consideradas capazes ou competentes o suficiente para gerir bens, para que uma mulher pudesse receber uma herança ela necessariamente precisava de um homem para gerir esses bens, por exemplo um esposo, um pai, um irmão ou algum parente próximo, tendo que ser homem.

No tocante a esfera penal era permitido aos homens castigar suas esposas com pau e pedra desde que moderadamente. A pergunta que precisa ser feita é quem pensava a lei e quem era que determinava o que era moderado ou não? A Resposta é simples eram homens, homens que se defendiam se proteger exatamente como o que vivemos hoje o corporativismo masculino que fortalece os laços entre os homens e culpabilizam, revitimizam e prejudicam mulheres. Além disso era permitido ao homem matar em razão de adultério se a mulher fosse pega em adultério, ele poderia cometer um homicídio e ser perdoado pela justiça, o entendimento era que ele teria tido sua honra ferida.

As legislações que são promulgadas após as Ordenações Filipinas permanecem com machismo, só que agora levemente disfarçado como é possível ler no art. 233 da Lei 4121/1962,também conhecida como Estatuto da Mulher Casada: “Art. 233. O marido é o chefe da sociedade conjugal, função que exerce com a colaboração da mulher, no interesse comum do casal e dos filhos.”

Esse referido estatuto só passou a não vigorar mais com a chegada do Código Civil de 2002 no qual entende o casamento como uma relação partilhada onde todas as partes tem direitos e deveres, como é possível ler nos artigos abaixo:

Art. 1.511. O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges.

Art. 1.567. A direção da sociedade conjugal será exercida, em colaboração, pelo marido e pela mulher, sempre no interesse do casal e dos filhos.

Em 1988 foi o início para a conquista de direitos iguais entre homens e mulheres com a promulgação da Constituição Cidadã. Todavia a pergunta que a leitora ou leitor estão fazendo é: o que tudo isso tem que ver com Agar e Zípora? Diante de toda uma estrutura patriarcal em Bíblia, é necessário lembrar que as ordenações filipinas foram fruto de documentos religiosos elaborados e editados pela igreja, afinal durante décadas o Estado e a Igreja era uma instituição só e certamente isso iria influenciar nos direitos das mulheres e da comunidade negra. Traremos agora alguns trechos bíblicos falando sobre amor, cuidado e respeito na relação conjugal:

Efésios 5, 24 – 26

…24 Assim como a igreja está sujeita a Cristo, de igual modo as esposas estejam em tudo sujeitas a seus próprios maridos. 25 Maridos, cada um de vós amai a vossa esposa, assim como Cristo amou a sua Igreja e sacrificou-se por ela, 26 a fim de santificá-la, tendo-a purificado com o lavar da água por meio da Palavra, …

Colossenses 3:19

Maridos, cada um de vós ame sua esposa e não a trate com grosseria.

Entretanto também é possível ler o texto de Pedro que parece muito com o texto do Estatuto da Mulher Casada que diz:

1 Pedro 3:7

Exatamente, da mesma maneira, vós maridos, vivei com vossas esposas a vida cotidiana do lar, com sabedoria, proporcionando honra à mulher como parte mais frágil e co-herdeira do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as vossas orações. O estilo de vida do cristão.

A história de Agar está no livro de Gênesis e ela surge no momento em que Sara não consegue dar um filho a Abraão e entrega “sua escrava” a seu marido para que possa ter filhos e povoar a terra. Começamos com essa entrega, não dada escolha a Agar, afinal era “escrava”, ou seja, posse de Sara e Abraão e deveria obedecer a seus senhores, como vai ser possível ver em livros posteriores da Bíblia sobre a obediência do escravo ao seu senhor presentes nos textos de Deuteronômio 15:12-15; Efésios 6:9; Colossenses 4:1.

Agar foi estuprada por Abraão, a Bíblia não trata do tempo exato da exploração sexual de Agar para satisfazer a vontade de Abraão em ser pai, mas tempos depois ela ficou grávida e Abraão teve o seu primogênito Ismael.

Em Gênesis 16, 1-6, é possível ler como se deu essa “entrega”, o ódio entre Sara e Agar e a instigação de violência promovida por Abraão contra Agar.

1 Mas Sarai e Abrão não tinham filhos. Então Sarai, pensando que o Senhor a tinha impedido de gerar, chamou uma criada chamada Agar que era egípcia, 2/3 e deu-a a Abrão como segunda mulher: “Se ela tiver filhos serão meus”.

Isto aconteceu dez anos depois de Abrão ter chegado pela primeira vez à terra de Canaã. 4 Ele concordou com aquilo, tomou Agar e ela concebeu. A criada, quando viu que ficou grávida, tornou-se muito arrogante para com a sua senhora.

5 Então Sarai disse a Abrão: “A culpa disto tudo é tua; dei eu própria a esta rapariga, minha criada, o privilégio de ser tua mulher e agora despreza-me! Que seja o Senhor mesmo a julgar esta questão entre mim e ti!”

6 Respondeu-lhe Abrão: “Tens toda a liberdade de castigar a mulher como entenderes.” Sarai maltratou-a e ela teve de fugir.

Agar retorna e quando seu filho Ismael completa 14 (quatorze) anos Sara consegue engravidar mesmo já bem idosa e tudo piora ainda mais. Pela lei hebraica o primogênito seria Ismael e herdeiro de tudo, inclusive da posição de líder do povo hebreu, mas o que acontece aqui, Agar é mandada embora, pois agora Abraão conseguiu ter um filho com sua esposa e Agar não tem mais a serventia que tinha antes. Mais uma vez ela foi tratada como escrava sem direitos, sem respeito, sem nada, só que agora com um filho de 14 anos e um pai que não mais lhe queria.

Eles são expulsos, Abraão lhes dá pão e água e os manda para o deserto, sem que Ismael leve a sua parte da herança que é de direito. Em todo o tempo a Bíblia coloca Sara contra Agar, como se Agar fosse pirracenta, provocadora, arrogante, sem mencionar em momento nenhuma que são duas mulheres vítimas da violência de Abraão que queria a todo custo um filho, depois que consegue, manda maltratar quem lhe deu e quando tem o segundo,o primeiro já não lhe serve mais. O grande patriarca tratou as mulheres como coisas que servem apenas para realizar seus desejos e vontades e sim devem obedecê-lo se não serão violentadas, humilhadas e “descartadas”.

Em Gênesis 21, 14-16 é possível ver o exato momento da expulsão:

Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.
E consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores.
E foi assentar-se em frente, afastando-se à distância de um tiro de arco; porque dizia: Que eu não veja morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.

Após a partida de Agar a sensação que se tem ao ler a Bíblia é que foi uma página virada e ela sumiu, não se sabe mais sobre sua história, não se fala mais sobre o verdadeiro primogênito de Abraão, não há mais contato, carinho, amor, afeto, bens materiais, presença. Agar que cuide só do filho que foi obrigada a ter. É possível enumerar diversas violências presentes hoje na Lei Maria da Penha por exemplo:

  1. Violência sexual: Estupro, obrigação de engravidar, de ter o filho;
  2. Violência psicológica: Ser escrava já era por si só uma tamanha violência, ter que servir aos senhores sem contestar, o desprezo após dar a luz ao sonhado filho;
  3. Violência moral: A violência moral e psicológica se confundem demais nessa situação, afinal ela é desqualificada todo o tempo, difamada e
  4. Violência patrimonial: Saiu com um filho sem direito a nenhum bem, nem mesmo alimentação, cavalos, casa, nada que pudesse contribuir com a criação de seu filho e sua sobrevivência.

A outra grande mulher que almejo falar é Zípora, uma mulher forte, firme, decidida que passou a maior parte da vida sozinha cuidando dos filhos que tiveram um pai ausente. Zípora é uma mulher negra que se casa com Moisés, o grande líder do povo hebreu, tem dois filhos dele, mas não o tem presente, pois este estava muito ocupado conduzindo o povo hebreu para a terra prometida.

Em Êxodo 2,21: E Moisés consentiu em morar com aquele homem; e ele deu a Moisés sua filha Zípora, é o momento em que Moisés conhece Jetro, o pai de Zípora e mais uma vez a mulher é “entregue” ao homem, nesse caso como forma de gratidão por Moisés ter defendido suas filhas.

Em vários momentos da Bíblia a fé de Zípora é questionada, primeiro quando não aceita a circuncisão de seus filhos e posteriormente cede para que o filho cumpra a lei do Deus que Moisés segue que não seja penalizado por esse Deus. Além disso sofre com a distância de seu companheiro, a Bíblia passa tanto tempo sem falar de Zípora na trajetória de Moisés que alguns estudiosos dizem que ele se divorciou de Zípora e teve novo matrimônio. Moisés por vezes ficava 40 dias e 40 noites no monte orando e ouvindo orientações de Deus, enquanto isso como viviam sua esposa e filhos? Zípora tinha que,  como muitas mulheres negras hoje, ser chefe de família, dona de casa, caçar animais, plantar e colher frutos e vegetais,alimentar as crianças, educar, conduzir a vida dos filhos sem a presença, sem o cuidado e atenção do grande líder que levou o povo hebreu a terra que emana leite e mel, a terra prometida, mas não conseguia acompanhar a vida e trajetória de sua família. Como muitos homens que trabalham horas a fio e dizem que estão dando boa vida as esposas e filhos, no caso de Zípora a mesma carregava o título apenas de esposa de Moisés, apenas e simplesmente.

Os tipos de violência sofridas são visíveis:

  1. Sexual: Afinal foi entregue pelo pai para o casamento, a Bíblia não relata anuência;
  2. Psicológica: Pelo abandono sofrido todo o tempo;
  3. Moral: Se hoje em dia questionam se Moisés continuava com Zípora mesmo tanto tempo distante, imagine à época e
  4. Patrimonial: Afinal Zípora se virava para sustentar seus filhos e contava especialmente com apoio e atenção de seu pai que está sempre presente.

Essas duas mulheres mostram como machismo, misoginia, patriarcado e racismo são relacionados para fomentar o ódio, as opressões e as violências. Não há como não traçar um paralelo com os dias atuais de como temos vivido com a pressão de pessoas consideradas “importantes” e seu completo desrespeito com as mulheres,com a população negra e ainda tem quem os aplauda, ainda tem que os sigam, a sociedade está cada vez mais doente e é preciso refletir qual tem sido o papel da religiosidade em tudo isso. Quando falamos de política, de perda de direitos, de violência institucional do Estado, não há como não falar sobre a moral cristã e o exército de proliferação de ódio às diferenças que está ganhando as redes sociais e a vida real, ganhando as ruas, agredindo pessoas.

A autora que vos escreve é mulher negra, jovem, gorda, cabelo azul, tatuada e protestante, sim protestante e estudiosa da teologia feminista, se dedica a interpretar os textos bíblicos numa perspectiva popular e feminista porque não aceita receber nada pronto de pastor ou pelos ditos enviados de Deus e pretende fazer com que esse texto seja o início de diálogos feministas sobre a bíblia com críticas às práticas perpetuadas até os dias de hoje de machismo, patriarcado e misoginia. Importante salientar que a metodologia utilizada como foi dito anteriormente de revisão bibliográfica, mas também é uma pesquisa ativista, afinal a autora além de escrever em primeira pessoa, fala de experiências que vivencia e luta para mudar dentro do espaço religioso.

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Imagem destacada, Séfora pelo fotógrafo internacional: James C. Lewis – ÍCONES DA BÍBLIA  – https://br.pinterest.com/rawnoire/icons-of-the-bible/