A gente começa a aquecer os tambores para a programação de final de ano com um pedido de desculpas, porque não publicamos (AINDA) os mais lidos de 2016. A gente demora, mas cumpre, viu! Vamos relembrar o que aconteceu naquele ano tão agitado! Começando pelas 25WebNegras – Que ano, senhoras! que foi de um amor que não tem tamanho. Segura que logo menas vai ter a edição 2017.

Por hora vamos aos textos mais lidos de 2016, que foram arranjados por afinidade e não por volume de visualizações. Porque quando uma vai, vão todas. É um bonde só. Ao que interessa!

Por enquanto, vamos lembrar que uma das palavras de ordem era da Geração Tombamento – A juventude negra e suas novas formas de fazer política (Bruna Rocha e Samira Soares) com a gente sentido o agito ainda hoje, obrigada deusas! Lembrando que foi ainda naquele ano teve #CriançaEsperança – Ninguém nasce racista ou a Branquitude que não quer se ver (Aline Djokic) e O dia em que descobriram que Beyoncé é negra e capitalista (Katucha Bento). E olhando em retrospecto, parece mesmo que esses doze meses foram dela, fazendo muita preta se perguntar Por que Beyoncé pode alisar e aloirar e eu não? (Alika Duron).

E todo ano é (quase) a mesma coisa, amigas. Já vamos tirando do bolso nosso Pequeno guia negro e feminista para não fazer feio nas fantasias de carnaval (Gabriela Monteiro) porque a data do fervo se aproxima. Queridas amigas brancas, não digam que não avisamos. Onde surgiu o turbante não se sabe exatamente (Dandara Barbosa) o que não dá margem para nada viu. Fiquem atentas! Ser preta é foda (Aline Silveira) mas não está sendo possível alugar ancestralidade para ostentar nas festinhas. Vocês precisam pensar sobre seu lugar como A mulher branca e o feminismo negro (Gabriele Lima). Uma questão sempre atual.

A Construção e aceitação da identidade negra é também é sobre a Estética negra, opressão e resistência (Patrícia Anunciada, duas vezes!). Não por acaso a gente adora falar e escrever sobre feminismo, afirmando inclusive que sou uma mulher lésbica preta: visibilidade para quem? (Beatrice). Deixando ainda mais empretecido sobre Angela Davis e a sua verdade sobre o que é ser radical (Maria Clara Araújo). Outro texto que mexeu com todas foi sobre Movimentar-se para além da dor – bell hooks. (com tradução de Charô Nunes e Larissa Santiago, coordenadoras aqui do blog).

Muito amor nessa hora porque se a gente tivesse que fazer os votos para o ano que se aproxima, no calendário da folhinha, seria esse.

Porque aquele ano foi tiro, porrada e bomba. Lembra d’ O incrível caso do homem negro palmiteiro (Raescla Ribeiro de Oliveira)? Naquele ano escrevemos até mesmo uma Carta de uma mulher negra aos homens (Elisa de Sena). Afinal a Solidão da mulher negra: do singular para o plural (Mônica Santana) foi e é pauta para muitas de nós. Mas de muitos pontos de vista, sempre. Inclusive pensando em Reflexões sobre criar filhos sozinha (Eliane Oliveira).

Nosso beijo para todas as autoras e leitoras, que nos acompanham ao longo dos anos ou que estiveram conosco por apenas um tempinho, na pessoa linda e babadeira de Maria Clara Araújo, autora com dois textos nessa lista e do texto mais lido de 2016 e de todos os tempos nesse blog com Brasileiros possuem uma dívida histórica com as Travestis.

A programação de fim de ano está somente começando. Você é noss’A CONVIDADA (Jaqueline Gomes de Jesus) sempre, pensando num mundo sem opressões, sem racismo, sem machismo e misoginia, lesbofobia, bifobia, transfobia e outras violências afins por cada de seu território, seu tipo de corpo, o modo como fala e escreve, sua idade, histórico médico.

Vem preta, como dissemos está só começando!

Imagem de destaque – Shuterstock