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O lado de cima da cabeça

A democratização da comunicação é uma luta concreta de estudantes e cidadãos que sabem quão importante isso é e seria para a população. Afinal quanto mais crítica a sociedade for, menos desigualdades sociais teremos. O fato é que a “corte brasileira”, detentores das mais poderosas empresas, não fazem a mínima questão de ter uma população pensante.
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Cinema brasileiro prefere atrizes brancas

Diretores do cinema nacional, as negras são mulheres lindas, excelentes profissionais. São professoras, médicas, advogadas, chefes de cozinhas, enfermeiras, engenheiras, motoristas, empresárias, rappers, escritoras, jornalistas, floristas, desenhistas, poetas, cobradoras de ônibus, feirantes, esportistas, donas de casa. Compõem o cenário profissional médio de enorme importância para o superávit da economia nacional. Pagam impostos, são mães, avós, amantes, tias, têm famílias e atrizes talentosas.
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Um Egito Negro incomoda muita gente

Usurpar patrimônio africano não basta, também é necessário embranquecer seus sujeitos. Tanto na série José do Egito (atualmente em reprise pela Record) quanto em Êxodo: Deuses e Reis as personagens são majoritariamente brancas. Os realizadores são incapazes de reconhecer que todo um complexo sistema de crenças, filosofia, arte, arquitetura, astronomia e medicina são coisas de preto. Qualquer movimento diferente disso, mesmo a simples hipótese de que os antigos egípcios era negros, é vandalismo demais para aguentar.
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A questão era outra

Ser a única negra de uma escola de uma escola com aproximadamente 80% dos alunos oriundos da elite brasileira em uma turma onde todas as meninas estavam em um grau avançado com quinze anos de idade e eu sendo a mais velha dentre todas isso fazia uma tempestade na minha cabeça.
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Pretas e sapatão, UNI-VOS: Exposição das obras de Zanele Muholi e Thembela Dick no Instituto Goethe

Zanele Muholi e Thembela Dick, duas artistas sul-africanas que fizeram de seu trabalho um ativismo em prol da visibilidade das minorias excluídas da sociedade, estarão aqui em São Paulo, ao vivo. Em carne e osso. AS DUAS! Sim, com direito a conversa com o público depois da exposição das obras.
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Os muros mais altos não são aqueles que pintamos: sobre as barreiras aos artistas negros no Brasil

Esta inversão se mostra em praticamente todas as esferas da nossa sociedade. O negro, sobretudo o que reside nas periferias, é sempre invisibilizado quando está fora do círculo do que a sociedade rotula como “coisas de preto”. Se ele não está nas rodas de samba, no carnaval ou atuando como empregada doméstica na novela, ele está fora do seu lugar.