Cultura

“Se não usar desodorante, fico com cheiro de neguinha”

Negação + racismo velado são o que mais me preocupa nessa luta contra o racismo. Encobrir essa violência, negando-a desesperadamente, baseando-se na “supremacia” de ser só quem você é mesmo (nenhum desses que citei é antropólogo, historiador, sociólogo, nada disso) talvez me pareça o pior face do racismo, porque tenta calar uma dor que nenhum deles sofreu e jamais vai sofrer.
Atriz norte-americana Azie Dungey em seu figurino de escrava, durante o período que trabalhou como atriz na propriedade de George Washington. Crédito: Azie Dungey

Humor negro é o que combate o racismo

Além de “humor negro”, outras expressões como “lista negra”, “magia negra”, “ovelha negra”, “mercado negro” ou até mesmo “o lado negro da força” sempre nos fazem remeter a palavra negra/negro como algo ruim. São expressões usadas no cotidiano e com certeza alguém virá dizer que isso não é racismo cultural, que a cor preta é a ausência de cor, logo é utilizada para expressar o que está escondido nas sombras. Poderia questionar esse “escondido nas sombras”, mas será mesmo que não há nenhuma associação? Nossa língua é viva e perpetua-se pelo tempo de acordo com os usos que as pessoas fazem dela. Se uma palavra recebe constantemente uma conotação que a desvaloriza, como se sentem as pessoas que se identificam com ela?

12 Anos de Escravidão, a história de um homem livre

Sim, essa é a história de um homem livre, e é ao mesmo tempo a história de todos nós, descendentes de tantos outros escravizados. Essa história, no entanto, não fala apenas da escravidão. Steve Mcqueen é um diretor interessado em desvendar os indivíduos, quer entender como funcionam, que força os impulsiona, que grilhões os aprisionam.
Imagem: Lyssuel Calvet. Flickr.

Ai, Maranhão!

Por Cidinha da Silva para as Blogueiras NegrasAlcione foi quem me apresentou o Maranhão que aprendi a amar. Todo mundo canta a sua terra / eu também vou cantar ...

As 25 negras mais influentes da internet #25webnegras

Criar uma lista com as 25 negras mais influentes da internet brasileira é uma tarefa prazerosa porém árdua. O motivo é simples, somos muitas e extremamente competentes naquilo que fazemos, beijo no ombro. É como se cada nome representasse na verdade outras 50 mulheres. É por isso que diremos de antemão que muita gente ficou de fora por falta de espaço, claro. Não pretendemos que esse encargo seja definitivo apesar de todo esforço para que fosse representativo.

Os muros mais altos não são aqueles que pintamos: sobre as barreiras aos artistas negros no Brasil

Esta inversão se mostra em praticamente todas as esferas da nossa sociedade. O negro, sobretudo o que reside nas periferias, é sempre invisibilizado quando está fora do círculo do que a sociedade rotula como “coisas de preto”. Se ele não está nas rodas de samba, no carnaval ou atuando como empregada doméstica na novela, ele está fora do seu lugar.