Educação

Ser Negra 2014, vem que tem!

Foi nesse contexto de combate às discriminações de raça e de gênero e à dupla perversidade dessas discriminações quando atuam em um só corpo, o corpo negro feminino, que levou o Grupo de Pesquisas Culturais a organizar em novembro de 2012 o piloto da Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça do Instituto Federal de Brasília, que se repetiu em 2013 em uma edição significativamente ampliada.

Nossa cota se chama mérito

Enfim, suas categorias político-sociais-econômicas-blá-blá-blá não foram suficientes para nos manter sob controle e agora queremos mais e mais. Queremos ocupar as cadeiras, queremos salas com nossos nomes gravados nas placas da porta com títulos e mais títulos antes deles, currículos que falam por si e tornam nossos rostos negros e duros ainda mais assustadores. Afinal, desmascaramos suas mentiras e dominamos também seus conhecimentos, invadimos sua praia e estamos à vontade para empreender as mudanças necessárias, abrindo com foices e facões as trilhas para os outros que virão. E eles certamente virão, aos montes e trarão outros!

Sobre como minha mãe me ensinou consciência racial

Não me lembro de nenhum momento da vida em que não soubesse que sou negra e as implicações que isso tem. Conservo memórias dos primeiros anos de infância em que ouvia minha mãe contando suas experiências com o racismo. Ouvi essas histórias repetidas vezes, mas só muito recentemente percebi o quanto elas foram determinantes na minha vida.

Fica o aviso de que trote opressor não é diversão

Vivemos em uma sociedade que subjulga cotidianamente mulheres, negros (as) e LGBTIs, que afirmar se essas pessoas devem se subordinar ao sistema patriarcal, racista e homofóbico que rege todas as nossas relações. É por isso que ao amarrarem uma mulher negra reproduzem 500 anos de um doloroso processo de escravidão que essa mulher carrega em suas costas. Não é menor, o constrangimento, a vergonha e a falta de força para dizer NÃO. Assim também é a simulação de sexo oral. Afinal, para que servem as mulheres senão para provar sua capacidade de dar prazer a um homem? Que outro valor poderiam ter?