Infância e Juventude

Não traremos a redenção em nossos ventres: Maternidade e Embranquecimento

Meu diálogo nesse texto é com todas as mulheres negras que tem qualquer relação de grande afeto com uma criança – seja mãe/avó/tia/madrinha/vizinha, isso não importa. É uma tarefa dura se posicionar politicamente quando o assunto envolve nossos filhos e crianças amadas: por mais que possa parecer elogioso para uma mãe ver um filho sendo super valorizado e celebrado seja pelo motivo que for é importante atentar para as questões raciais que um simples elogio pode carregar.

Eu não sou a menina cândida – racismo, servidão e relacionamentos abusivos

Libertar-se de um relacionamento abusivo vai além de terminar a relação e afastar-se do misógino em questão. Precisamos atravessar muitas fases para que se consiga reconstruir-se e entender o que se viveu. Depois de nos tocar da vida infeliz que estamos levando e nos libertar do parceiro algoz, ainda leva-se um tempo para superar o trauma, deixar de fugir do medo e encará-lo de frente, encarar o que se viveu e dar voz a si mesma.