Negras Notáveis

Clementina, cadê você?

Para mim é uma missão/compromisso contar e proteger essas histórias que permanecem por muito não escritas ou silenciadas. O desafio se dá na escassez de materiais presentes para que pudesse ser feita uma pesquisa minuciosa, pois não queria escrever de modo tão direto ou sucinto, gostaria que a escrita acerca da Rainha Quelé fosse tão passível de mergulho como sua voz e canções.

Entrevista com a professora Ellen de Lima Souza e Ana Marta Oliveira do Nascimento, parte I

Nossa luta é por algo muito maior que uma posição radical. Se for pra ser radical pelos nossos direitos, seremos. Mas não é o caso. Estamos apenas exigindo os nossos direitos. E mais que isso, estamos nos colocando contrárias. Então me estranha a não aceitação de de nosso repúdio, a a não aceitação de nos posicionarmos contrárias frente a uma manifestação de racismo e machismo ideologicamente projetada na Rede Globo de Televisão.

Fábula das incríveis mulheres de um reino esquecido

Tanto dona Daíndia quanto Rayssa são mulheres, negras e quilombolas. Precisam de forma rápida de assistência, as duas para realizar sonhos. Uma para ter a garantia de ter seus filhos em casa sem privações e a outra para garantir a vida repleta de maravilhas naturais, mas sem o impedimento de não poder ter uma educação de qualidade e uma vida digna de direitos.

Entrevista Jaqueline Gomes de Jesus, em comemoração ao Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

Creio que a inserção de pessoas trans negras no mercado de trabalho deva partir, primeiramente, do reconhecimento de sua identidade de gênero, isto é, as pessoas trans precisam ser reconhecidas pelo nome e gênero com relação aos quais se identificam. Isso acarreta um enorme desafio social e legal, que está na pauta dos movimentos sociais trans, mas que precisa ser melhor abraçado pelos grupos organizados.

Sinto muito, Hanna Cristina

Vamos chorar no Hino enquanto derramam lágrimas mais verdadeiras, muito mais doloridas. Espero que eles tenham algum conforto, algum dia. Que consigam reestruturar suas famílias, lidar com a dor da perda e a revolta com a irresponsabilidade. Que os gritos de gol não incomodem seu silêncio de luto. E que o cruel e absurdo vídeo que está circulando não chegue até eles... Respeito.

Obrigada Carolina Maria de Jesus

Segundo as autoras de Muito bem, Carolina!, a escritora é descrita por seus contemporâneos como uma mulher geniosa, inquieta, explosiva, atrevida, petulante, ousada, corajosa, arredia, rebelde. Não parava em nenhum emprego era demitida ou se demitia, pois era “capaz de questionar e desafiar autoridades”. A audácia lhe rendeu o apelido de “língua de fogo”. Na favela era ela quem chamava a polícia quando havia algum problema e mediava as brigas entre os moradores, defendendo os mais fracos.
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O discurso de Lupita Nyong’o

Quero aproveitar esta oportunidade para falar sobre beleza, beleza negra, beleza escura. Eu recebi uma carta de uma menina e gostaria de compartilhar apenas uma pequena parte dela com vocês: "Cara Lupita," onde se lê : "Eu acho que você realmente tem sorte por ser tão negra e ainda tão bem sucedida em Hollywood. Eu estava prestes a comprar um creme da "Whitenicious" para clarear minha pele quando você apareceu no mapa e me salvou.