Racismo

A ministra Luiza Bairros é chamada de anta: o tratamento dispensado à face negra e feminina da política

O respeito à liberdade de pensamento e a imunidade de crítica não devem ser usados para defender a ideia de que o racismo é apenas uma opinião. A herança racista de um país que se diz democrático está posta, nós a sentimos na pele todos os dias quando não acessamos a universidade, quando recebemos tratamento conveniente em função do racismo institucional e quando fazemos sua denúncia, assim como o fez a ministra Luíza Bairros. Estamos falando de uma realidade muito palpável, inclusive estatisticamente.

Tipos ideais negros e a desconstrução de Joaquim Barbosa

tipo ideal, na concepção weberiana, refere-se a uma construção mental da realidade, onde o pesquisador seleciona certo número de característica do objeto em estudo, construindo um tipo que servirá como referencia. Nesse sentido pensemos: para a sociedade brasileira qual seria a idealização do homem negro? Engajado, politizado, intelectualizado, vencedor, casado (com mulher negra)? Ou, trabalhador, forte, sensual, com pouco estudo, morador da periferia? Talvez, desempregado, semianalfabeto, morador da favela e bandido? Quais parâmetros devemos seguir para pensar o negro no Brasil?

Por que a Militância Negra?

É escrever um texto para um blog e esperar que pelo menos alguém se sinta tocado por ele. É estudar, capacitar-se; pois o conhecimento é a maior arma que se tem contra a ignorância. Militar contra o racismo, em prol da igualdade racial, é bater de cabeça num grande bloco de gelo. Vai doer, vai parecer ineficiente durante um tempo, mas no momento em que você perceber uma mudança - por menor que ela seja - aquilo se tornará algo essencial em sua vida. Já não consigo mais ficar calada.
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Editorial – O racismo (des)velado ou Quantas bananas vc quer pra deixar essa estória pra lá?

Nesse caso se aplica uma famosa máxima, só que de um jeito bom – eles não sabem com quem estão mexendo. Sozinho, Thiago Ribeiro conseguiu que tantos racistas deixassem o anonimato que dá até gosto de se ver num país que não reconhece seus privilégios e desigualdades. Ele fez o convite – “Este espaço é destinado a Racistas. Entre, fique à vontade e tire sua máscara! Você não está sozinho!” e muitos atenderam prontamente. É o espetáculo do racismo desvelado, avatar por avatar. Pensaram que iriam calar a vítima com seu rugido. Ledo engano. Apenas demonstraram sua fragilidade diante Oxaguian, esse que habita os corpos daqueles acostumados desde sempre a matar um leão por dia.