Direitos

“Elas nem estudam, como querem cotas?”

E ao contrário do que a competência racista tenta convencer: cotas raciais nada têm a ver com competência ou inteligência. Não estamos buscando mostrar que somos mais capazes do que qualquer outra raça. As cotas existem porque a dívida desse ESTADO é secular e as ações afirmativas são o começo do caminho de reconhecimento da marginalização que nos impuseram.

Folha, eu discordo de você e não te sigo! Cotas sim!

Ah, mas e as cotas sociais e os brancos pobres? Nós estamos aqui falando de séculos de exclusão e marginalização da população NEGRA. Chega de falar de branco! Estamos falando de mais da metade da população desse país sendo excluída da universidade e ainda ousam questionar a injustiça que é alguns dos brancos não terem acesso à universidade? Nós somos maioria na população e minoria na universidade e ainda temos que ficar pedindo licença pra entrar? Chega! Já deu!

Manifesto de repúdio às ações truculentas e descaso com relação às ocupações urbanas de Isidóro

Nós, Blogueiras Negras, manifestamos nossa profunda repulsa quanto ao tratamento do Governo do Estado de Minas Gerais dado às ocupações por moradia em Isidoro, região metropolitana de Belo Horizonte. Apenas nas ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão são 8.000 famílias, em sua grande maioria formada por mães solteiras e seus respectivos filhos, com uma média de 3 crianças por família. Pessoas cujo maior “crime” é sua própria existência, seu resistir diante de tamanha injustiça social. É demonstrar que a ocupação também pode ser uma política habitacional viável e muito mais justa do que os modelos institucionalizados.

Movimentando uma cidade: O #OcupeEstelita é sobre direitos

É preciso antes de mais nada esclarecer: o #OcupeEstelita é um movimento legítimo, partido da sociedade civil organizada e preocupada com as questões da cidade. A área onde se encontra o cais é cercada pelas comunidades do Cabanga, Coque e Pina. Todas as três comunidades populares, que sofreram e continuam sofrendo com o “desenvolvimento urbano” desenfreado, incentivado pelas parcerias público-privadas.