Resistência

article placeholder

Convite à I Blogagem Coletiva 25 de julho, Dia da mulher afro-latina-americana e caribenha

Mulheres negras de todos os cantos do Brasil, no dia 25 de julho, próxima quinta-feira, comemoramos o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. Essa data foi criada em 1992, após o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Este dia, mais do que celebrar nossa existência, é um modo de lembrar e de consolidar a luta e a resistência histórica da mulher negra, que continua, majoritariamente, ocupando os espaços mais marginalizados na nossa sociedade racista e machista.

Por um feminismo plural: o ativismo de Lélia Gonzalez no jornal Mulherio

Sabemos que, por vezes, a relação entre mulheres brancas e negras no movimento feminista também é marcada por conflitos, tendo sido Lélia chamada por diversas vezes, durante sua militância de “criadora de caso”. Nesse sentido, as afro-brasileiras encontravam-se diante de uma encruzilhada. Se por um lado as implicações das reminiscências do período escravocrata na vida das mulheres negras ganhavam pouco espaço no movimento feminista, por outro, o pensamento machista e patriarcal do Movimento Negro impedia a inclusão do fator gênero no projeto político da organização.

Lélia Gonzalez sobre o feminismo

Hoje é dia de lembrar Lélia Gonzalez, intelectual, feminista, negra, antropóloga, política, professora, militante que morreu no dia 10 de julho de 1994. Para nos lembrarmos de sua luta e do seu exemplo, como uma das feministas negras mais importantes de seu século, reproduzimos um trecho de uma entrevista concedida ao Jornal do Movimento Negro em 1991. Assertiva, tece críticas ao movimento de mulheres brancas e discorre sobre o relacionamento entre homens e mulheres negras.

O papel da democracia

Tendo em vista os últimos acontecimentos em relação às manifestações, é necessário lembrar-se sempre do papel da democracia; que não pode de forma alguma reprimir os grupos que lutam por reconhecimento e direito e mais que esse é um direito que esses grupos têm. Muitos desses grupos, como o movimento de mulheres negras, movimento negro que há décadas vêm lutando para que @s negr@s tenham acesso a cidadania; muito antes de um tal “despertar” tão exaltado agora.