Sexualidade

Eu não sou a menina cândida – racismo, servidão e relacionamentos abusivos

Libertar-se de um relacionamento abusivo vai além de terminar a relação e afastar-se do misógino em questão. Precisamos atravessar muitas fases para que se consiga reconstruir-se e entender o que se viveu. Depois de nos tocar da vida infeliz que estamos levando e nos libertar do parceiro algoz, ainda leva-se um tempo para superar o trauma, deixar de fugir do medo e encará-lo de frente, encarar o que se viveu e dar voz a si mesma.

Lesbianidade Negra e Movimentos Sociais – Impasses de Representatividade

Todas as vezes que falo sobre lesbianidade em alguns espaços que permeio, percebo o quanto esses movimentos ainda carecem de mulheres negras e lésbicas em suas atividades e o quanto nos ainda negado o direito de nos auto organizarmos ou até mesmo a possibilidade de facilitarmos alguma ação que nos visibilize e que não desvalide a nossa orientação.

A heteronormatividade patriarcal do casamento

Mas e as mulheres lésbicas? Não existe apenas uma noiva, o casamento pra nós foi "legalizado" há menos de 5 anos, com muita luta e esforço. Mas nós realmente precisamos de uma condição imposta pela heteronormatividade pra nos considerarmos parceiras perante a lei e aos costumes? O nosso amor, e também as relações entre casais hétero, não é o bastante para nos considerarmos casadas e parceiras? A lei é realmente mais forte e realista do que a vivência e os acontecimentos diários que passamos juntamente às nossas parceiras?