Mais uma etapa de discussões na série Diálogos Ausentes, idealizada pelo Itaú Cultural para discutir a presença afro-brasileira na produção artística nacional, é realizada no instituto no dia 13 de julho, às 20h. Os três encontros deste novo ciclo – um por mês, sempre em uma quinta-feira – abordam a temática do Negro na Música, e são realizados em parceria com o Núcleo de Música do Itaú Cultural. Desta vez, a música se junta ao debate. Às sextas-feiras, um dia depois do encontro, são realizadas apresentações musicais com os debatedores ou com artistas relacionados ao tema abordado. Todos os encontros têm mediação de Diane Lima, idealizadora do projeto AfroTranscendence.

Convidado para este primeiro debate, o músico e pesquisador Tiganá Santana traça um panorama histórico da representatividade do negro na música brasileira e discute sobre a produção de afrodescendentes no país. Um dia depois, 14 de julho (sexta-feira), às 20h, é apresentado o show da Filafro – Filarmônica Afro Brasileira –, sob direção artística e musical do maestro Josoé Polia. Esta formação executa um repertório que transita do erudito ao folclórico, com mais de 300 músicas arranjadas e orquestradas exclusivamente para ela.

Nascido em Salvador, Bahia, Tiganá é compositor, cantor, violonista e pesquisador – e possui uma criação autêntica que inclui a concepção do seu próprio violão-tambor. O seu álbum Maçalê (2009) foi o primeiro registro fonográfico brasileiro de composições autorais em línguas africanas. The Invention of Colour (2013), muito bem recebido pela crítica internacional especializada, foi gravado na Suécia e o álbum duplo Tempo & Magma (2015) foi gravado no Senegal.

O QUE: Diálogos Ausentes – O negro na música

ONDE: Itaú Cultural, Av Paulista 146 (Estação Metrô Brigadeiro)

QUANDO: 14 de julho, às 20h