O evento, a partir das 15h, contará com shows de Dona Jandira e banda e dos musicistas Artur Pádua e Daniel Capu. Os clientes do grupo e frequentadores do mercado também poderão visitar a feira, que acontecerá nos dias 31 de agosto, 01 e 02 de setembro. A entrada é gratuita.

Os amantes do artesanato já podem anotar no calendário o dia 01 de setembro, sábado, data em que acontecerá a comemoração dos 15 anos da feira Mercadoras da Arte, no Mercado Distrital do Cruzeiro, em Belo Horizonte. “A feira mais linda da cidade”, como carinhosamente é conhecida, se prepara para realizar uma festa de aniversário do grupo com atrações de peso como a cantora Dona Jandira e banda e os musicistas Artur Pádua e Daniel Capu. “Estamos produzindo a festa com muito amor e carinho para comemorar os 15 anos da feira, celebrar a amizade e a harmonia entre os integrantes do coletivo e presentear nossos clientes e frequentadores do Mercado do Cruzeiro com uma festa linda, com música boa e a presença da Dona Jandira, que tem uma relação especial com a feira”, conta Nádia Perini, idealizadora do grupo Mercadoras da Arte e uma das organizadoras do evento.

Composta por 22 integrantes, a feira é um evento de negócios criativos e autônomos que reúne artesãos, artistas e designers independentes para expor e comercializar produtos feitos à mão e que acontece uma vez por mês, sempre às sextas-feiras, sábados e domingos, no círculo central do mercado, para mostrar ao público o que há de melhor no artesanato. A variedade oferecida pelo grupo Mercadoras da Arte é tão grande que atende a clientes de todos os gostos e idades, desde crianças pequenas até os adultos mais exigentes.

Os produtos passam por um olhar atento à criatividade, ao cuidado no processo de produção e à originalidade. Entre as peças estão acessórios femininos; bijus; roupas; bolsas; almofadas; plantas em vasos de cerâmica; aventais e chapéus de chef; copos; taças e porcelanas pintadas à mão; itens de mesa, como porta- guardanapos; produtos em madeira, como luminárias e bandejas; brinquedos e vestuário para crianças; peças em biscuit e origami; além das propostas de saboneteria, com sabonetes, aromatizadores e esfoliantes; e da linha de lembranças em papel para batizados e aniversários. “O mix de produtos atende aos desejos de quem gosta do que é belo, único, com design, bom gosto e qualidade, e que cabe no bolso”, diz Nádia Perini.

Cada peça resgata um pedacinho de Minas Gerais, suas raízes culturais, beleza histórica e riqueza de detalhes. “O artesanato é regional, mas inovador em materiais e produtos utilizados como as peças da Maxixe, que recicla, reutiliza e transforma cápsulas de café e embalagens de xampu em anéis e colares; as bolsas da Híbrida, produzidas com caixas de leite do tipo Tetra Pack, unindo design e sustentabilidade; as bijuterias artesanais finas em pedras naturais como turmalina, quartzo, lápis-lazuli, pérolas barrocas e madrepérolas feitas pela designer Valéria Pedreira”, conta Nádia, que confecciona bolsas exclusivas de diferentes tecidos, modelos e tamanhos com detalhes bordados à mão.

Em tempos de compras pela internet, a feira é um exemplo de sincronicidade unindo pessoas que, na contramão da produção em massa, procuram itens feitos artesanalmente e comercializados pelo próprio criador. Mas, para além do consumo, é também um espaço de convivência que preza pela confraternização e primazia em detrimento do mundo virtual. “Muitas pessoas vão à feira não só pelo produto, mas pela troca simbólica e cultural. Além do valor acessível, a feira e o mercado estimulam o consumo consciente e incentivam a economia criativa e colaborativa de produtores locais”, destaca Nádia.

Uma ótima pedida para desfrutar a tarde com os amigos, encontrar peças artesanais diferenciadas, ouvir música de qualidade, comer bons tira-gostos e tomar aquela cerveja bem gelada num ambiente aconchegante e alto astral. “O ambiente é muito bacana e descontraído. Ideal para quem quer fugir da correria dos shoppings e encontrar presentes personalizados, acessíveis e que dificilmente são encontrados em grandes centros comerciais”, ressalta a idealizadora do grupo Mercadoras da Arte.

Apresentações de Dona Jandira e Artur Pádua & Daniel Cadu

A festa de comemoração dos 15 anos do grupo Mercadoras da Arte vai reunir artesanato, música boa e história em um belo ponto turístico da capital. E por falar em história, Dona Jandira tem uma relação especial com a feira e o mercado. Pedagoga e artesã, ela já foi uma das integrantes do grupo e, no aniversário de 10 anos do coletivo Mercadoras da Arte, fez uma apresentação surpresa que comoveu a todos. Aos 80 anos, Dona Jandira impressiona com sua voz singular e impregnada de emoção. Agora, a alagoana nascida em Maceió subirá novamente ao palco do Mercado Distrital para comemorar com os artesãos e com o público essa data tão especial. No repertório, clássicos de grandes compositores da música brasileira como Noel Rosa, Mário Lago, Ataulfo Alves, Lupicínio Rodrigues, e composições inéditas de Chico Amaral, Sergio Moreira, Murilo Antunes, Clever Bambu e José Dias.

Dona Jandira lançou seu primeiro CD homônimo em 2008, com uma turnê por importantes cidades do interior de Minas e nas capitais Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Gravou seu primeiro DVD “Dona Jandira ao Vivo” em 2012, com participações especiais de Luiz Melodia, Marco Lobo, Paulinho Pedra Azul e Sérgio Moreira. Em 2017, gravou e lançou o CD “Afinidades” em parceria com o renomado pianista Túlio Mourão. Em 2016, representou o Brasil no Festival Exib Música em Évora, Portugal com enorme sucesso.

Os musicistas Artur Pádua e Daniel Capu vão apresentar canções inéditas do álbum de estreia de Artur, “Campo Aberto”. Entre sambas já renomados, como “Pra machucar meu coração” (Ary Barroso) e “Amei Tanto” (Baden e Vinícius), e composições de Paulinho da Viola, Raphael Rabello, Pixinguinha e Zé da Zilda, o disco ainda abre espaço para quatro musicas inéditas de João Camarero com letra de Paulo César Pinheiro: “Campo aberto” – faixa que dá nome ao CD; “Olho bento”; o belo samba-canção “Sétimo drinque” e a valsa “Flor da madrugada”, que conta com a participação da cantora Amélia Rabello – uma das maiores referências de canto para Artur. O repertório inclui músicas que vão da valsa ao samba-canção, da cuíca ao piano, do passado ao futuro. Para João, “a riqueza na diversidade das canções permeadas de beleza – da mais singela à mais sofisticada – torna-se ainda mais suntuosa nesse retrato sonoro”.

Muito além do canto, aos 25 anos Artur Pádua já carrega extensa bagagem musical como violonista. Acompanhou grandes nomes da música popular brasileira como Cristóvão Bastos, Hamilton de Holanda, Roberto Silva, Zé da Velha, Silvério Pontes e Monarco, entre outros.

Mercadoras da Arte

A habilidade manual e o desafio de angariar um dinheiro extra uniram artesãos de Belo Horizonte para a criação, há 15 anos, do grupo Mercadoras da Arte. A ideia surgiu quando a artista gráfica Nádia Perini, que fazia bolsas porque não encontrava no mercado modelos do seu gosto, se encontrou com uma amiga da adolescência para criar a feira. O mercado estava ruim e Nádia, que trabalhou com artesanato na juventude, retomou a produção e resolveu reunir mais amigas para criar o grupo, que começou com oito pessoas.

O trabalho virou fonte de renda e com o tempo começaram a surgir o problema das artesãs: onde iriam expor suas peças? Assim, fizeram uma parceria com o Mercado do Cruzeiro e lá estão até hoje. O nome Mercadoras da Arte se deve ao fato de, no início, o grupo ser composto apenas por mulheres.

A venda coletiva levou à maior convivência para troca de informações e pesquisas conjuntas sobre novas técnicas artesanais. Nas mãos dos artesãos, diferentes lembranças e inspirações são matéria-prima para enfeites para cozinha, roupas e brinquedos infantis, entre outros produtos.

Para Nádia, o maior problema dos artesãos da capital é a falta de espaço para mostrar seus produtos. “De 10 anos para cá houve uma mudança muito significativa e vieram pessoas muito fortes. Nosso diferencial é produzir só peças de artesanato. Procuramos fazer uma boa curadoria e temos uma lista enorme de pessoas que querem entrar no grupo”, diz.

O retorno é mais do que positivo, conta Nádia Perini. “As pessoas sempre voltam depois da primeira visita, indicam para os amigos. Temos um mix muito bacana. No começo, tínhamos a clientela de quem vinha ao mercado e acabava encontrando a feira. Agora, temos nossa própria cartela de clientes. A gente procura não repetir o produto de uma banca em outra, tentando dar um diferencial e opções para o cliente”, comemora. O sucesso é tanto que só a página Mercadoras da Arte no Facebook tem mais de 6 mil seguidores.

Nádia conta que, em datas comemorativas, as vendas são melhores, por isso, o grupo já organizou diversas feiras temáticas que sempre foram um sucesso. A primeira foi em homenagem à pintora mexicana Frida Khalo. O cantor e compositor Chico Buarque, os cangaceiros Lampião e Maria Bonita e a cantora, atriz e dançarina Carmen Miranda também já foram temas das feiras, além de uma edição realizada em parceria com a Spasso Escola de Circo.

Mercado Distrital do Cruzeiro

Também conhecido apenas como Mercado Distrital, o centro de compras é uma referência de comércio de variedades. Localizado no tradicional bairro do Cruzeiro, na Região Centro-Sul da capital mineira, o mercado tem mais de 40 anos de história. Ali, é possível encontrar todo tipo de produto, desde especiarias a artigos de utilidade. Além de hortifrutigranjeiros, carnes, vinhos, especiarias e utilidades domésticas, o Mercado promove a feira Mercadoras da Arte e diversificados eventos culturais.

SERVIÇO

Festa de 15 anos da feira Mercadoras da Arte

Data: 01 de setembro, sábado, a partir das 15h
Local: Mercado Distrital do Cruzeiro – Rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro, BH

Atrações: Dona Jandira e banda e Artur Pádua & Daniel Capu

*A próxima edição da feira acontecerá nos dias 31 de agosto, 01 e 02 de setembro.