Exu é o “infinito e mais um”. Um ato de desmistificação e celebração, a dramaturgia lírica de Daniel Arcades – que também está em cena no espetáculo – apresenta Yangui, o primeiro indivíduo a ser criado por Olodumare – o grande Deus, pois Exu é o primeiro de todos os indivíduos que habitam o Aiyê; tem Exu Enugbarijô, o grande comunicador e que está ligado aos prazeres obtidos através da oralidade.

Assistimos ainda a famosa alusão sexual deste orixá, Exu Legbá, que também representa o poder, a liberdade e a sexualidade. Onisajé nos antecipou que Exu é o orixá de rotação e translação, este é Exu Bará, aquele que rege os movimentos do corpo, que está dentro dos seres vivos. “Ele é o movimento de rotação, gira em torno de si mesmo; e o de translação, que gira em torno de algo maior. No caso da terra, o sol”, exemplifica Onisajé.

Possivelmente, Exu é dentro de todos os orixás o que mais sofre de intolerância religiosa, por isso, através de um longo processo de pesquisa Arcades e Onisajé chegaram ao babalorixá Rychelmy Imbiriba, do Ilê Axé Ojissé Olodumare, filho de Exu, que dentro de inúmeros itan contou a respeito do amor de Exu por Oxum.  “Como pode ser do mal alguém que ama?”, questiona Onisajé. Fruto desse amor nasce Oseturá, o Exu mais novo, também presente no espetáculo do NATA.

Espetáculo de maior projeção do Núcleo Afro Brasileiro de Teatro de Alagoinhas fica quatro dias de maio em cartaz no Teatro Gregório de Matos.

O QUE: Espetáculo Exu – A Boca do Universo

ONDE: Teatro Gregório de Matos, Praça Castro Alves, s/n – Centro, Salvador – BA

QUANDO: 04 a 07 de maio de 2017, às 19h