Festival de cinema apresenta filmes sobre racismo e violência policial

De 13 a 19 de setembro, o Entretodos 13 traz diversos filmes sobre desigualdades sociais em programação 100% on-line

Entretodos 13 – Festival de Filmes Curtos e Direitos Humanos, reconhecido internacionalmente como uma importante plataforma de valorização da cultura, educação e difusão dos direitos humanos, começa no próximo domingo (13). Totalmente gratuito e online, o evento conta com a participação de filmes de todo o mundo em uma programação até o dia 19. O evento é realizado pela Prefeitura de São Paulo, Spcine e ESTATE Produções. Para mais informações acesse www.entretodos.com.br.

A programação do Entretodos conta com atividades diárias, como a disponibilização de todos os filmes no site e cinco sessões da Mostra Competitiva de 14 a 18 de setembro sempre às 18h – com exceção para quinta (17) quando acontece às 16h – transmitidas pelas redes sociais e seguidas por bate-papos com diretores e participação do público. Além disso, o evento conta com exibições de filmes com debates especiais sobre temas, como educação, pandemia, sistema prisional e trabalho, transmitidos pelo site e redes sociais.

Entre os filmes apresentados no festival, alguns retratam questões raciais, de violência policial e sobre desigualdades sociais. Entre eles, “23 Minutos” de Wesley Santos Figueiredo, que fala como um grupo de jovens amigos encontram na música, a resistência frente ao mercado de trabalho e as adversidades sociais. O filme aborda questões sobre violência policial, lutas diárias em meio ao índice que mostra um jovem negro assassinado a cada 23 minutos no Brasil. https://entretodos.com.br/filmes/2020-08-27-23-minutos/

Já em “Oitenta”, de Angelo Pignaton, pessoas relatam como parentes próximos morreram em ações policiais. São pais, mães, filhos, filhas e companheiros morto ou que narram a perda de um familiar em meio ao barulho de uma sirene. https://entretodos.com.br/filmes/2020-08-27-oitenta/

“Cadinha”, de Luan Jesus dos Santos, fala sobre a realidade de diversas comunidades brasileiras, que convivem com tiroteios. Um grupo de moradores de uma vila chamada Cadinha reage de formas diferentes ao barulho de tiros enquanto escutam notícias através de uma rádio comunitária. https://entretodos.com.br/filmes/2020-08-27-cadinha/

Por fim, “A Morte Branca do Feiticeiro Negro”, de Rodrigo Ribeiro Andrade dos Santos, apresenta memórias do passado escravagista brasileiro transbordam em paisagens etéreas e ruídos angustiantes. Através de um ensaio poético visual, uma reflexão sobre silenciamento e invisibilização do povo preto em diáspora, numa jornada íntima e sensorial.  https://entretodos.com.br/filmes/2020-08-27-a-morte-branca-do-feiticeiro-negro/

“Minha História é Outra” – dir. Mariana Campos – 22’ – Brasil – 2019

Sinopse: O amor entre mulheres negras é mais que uma história de amor? Niázia, moradora do Morro da Otto, abre a sua casa para compartilhar as camadas mais importantes na busca por essa resposta. Já a estudante de direito Leilane nos apresenta os desafios e possibilidades de construir uma jornada de afeto com Camila. https://entretodos.com.br/filmes/2020-08-27-minha-hist%C3%B3ria-%C3%A9-outra/

O anúncio dos filmes vencedores, entre os 34 participantes, será no dia 19 de setembro, às 17h, na cerimônia de encerramento do Festival com transmissão pelo Youtube e site. Além dos jurados técnicos haverá um Júri Popular em que o público poderá votar no site do evento. Serão distribuídos prêmios de até R$ 5.000,00.

Para acesso as fotos dos filmes com temática racial acesse:   https://we.tl/t-o06qcog8f6

Mostra Moçada

O festival ainda conta com a Mostra Moçada, que pela primeira vez na história do evento será competitiva, serão premiados os melhores filmes nas seguintes categorias: Melhor Curta Infantil; Melhor Curta Juvenil; e Melhor atuação (troféu/prêmio não-remunerado) com o objetivo de incentivar atores menores de 18 anos. Ela é dividida pelos blocos Juventude e Infantil) que dão destaque para animações e filmes que destacam atores menores de 18 anos. Os blocos Juventude e Infantil acontecerão em todos os dias do festival, no Instagram, com lives com os diretores às 14h, 15h e 16h. A programação completa também estará disponível na plataforma SPCINEPLAY, entre 17 e 26 de setembro. O Festival ainda conta com um podcast, que aprofunda algumas temáticas trazidas pelos filmes.

A curadoria do evento teve o cuidado de selecionar filmes curtos que promovam o debate sobre diretos humanos, como participação social, direito à moradia, à vida, à igualdade social, orientação sexual, processos migratórios, direitos da juventude, idosos, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência, ativismo político, ambiental entre outros.

O evento promove reflexões sobre a importância da garantia de direitos para toda a sociedade, discutindo os direitos humanos de forma artística e transversal, não apenas didática. Para isso, utiliza os filmes para inspirar a sociedade nessas temáticas. Em um momento que muito se discute a importância da democracia, da cultura e do conhecimento, é fundamental a disseminação de conteúdos claros e de qualidade sobre os diversos assuntos que mais impactam a vida dos brasileiros.

“Essa pandemia está escancarando a realidade de desigualdade e intolerância do Brasil. Isso só reforça a necessidade da garantia dos direitos humanos. Apesar de distantes, este ano estaremos mais conectados e fortes do que nunca. É isso que pretendemos passar com a realização de ações em diversos canais de comunicação”, afirma Jorge Grinspum, coordenador do Entretodos.

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