A mostra “Diretoras Negras no Cinema Brasileiro” está em cartaz no teatro da CAIXA Cultural Brasília de 4 a 11 de julho de 2017. Com curadoria de Kênia Freitas e Paulo Ricardo de Almeida, o projeto traça uma retrospectiva da produção cinematográfica empreendida pelas cineastas negras no Brasil, desde as pioneiras Adélia Sampaio e Danddara, até nomes contemporâneos como Juliana Vicente, Larissa Fulana de Tal, Lilian Solá Santiago, Renata Martins, Sabrina Fidalgo, entre outras.

“Segundo estudo conduzido pelo GEMAA – Grupo de Estudo Multidisciplinar de Ação Afirmativo – da UERJ, chamado ‘Raça e Gênero no Cinema Brasileiro’, entre os filmes de maior bilheteria do cinema nacional produzidos de 2002 a 2014, nenhum contava com roteiristas ou diretoras negras”, conta Paulo Ricardo de Almeida.

O público vai conferir 46 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens; ficção e documentário, em digital. “São filmes de resistência. Assim como Adélia Sampaio lutou para realizar “Amor Maldito”, cineastas como Viviane Ferreira, Yasmin Thayná, Juliana Vicente e Sabrina Fidalgo enfrentam o racismo e o sexismo que, assim como na sociedade, também estão entranhados no cinema brasileiro, essencialmente branco e masculino”, convida o curador.

A programação ainda traz dois debates abertos ao público: no dia 4 de julho (terça), às 19 horas, o primeiro debate aborda “Perspectivas e transformações: a mulher negra no cinema nacional”, com as presenças das debatedoras Viviane Ferreira e Edileuza Penha de Souza e mediação da curadora Kênia Freitas. O debate conta com tradução em Libras, para portadores de necessidades especiais.

O segundo debate ocorre dia 8 de julho (sábado), às 19 horas, quando se trata sobre “O percurso das diretoras negras no cinema brasileiro”, com as debatedoras Flora Egécia e Letícia Bispo e mediação pelo curador, Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida.

No que tange à acessibilidade, a mostra também vai contar com uma sessão com audiodescrição e Closed Captions para portadores de necessidades especiais, do filme “Leva” (2011, 55 min), direção de Juliana Vicente e Luiza Marques, às 17h30, domingo, dia 9 de julho.

A História e as Diretoras Negras no Brasil:

Adélia Sampaio começou no cinema em 1969, através da Difilm, distribuída fundada por Rex Endsley, Riva Faria, Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Cacá Diegues, entre outros. Ela aprendeu cinema na prática, como diretora de produção de diversos longas-metragens. Eduardo Leone ensinou-lhe montagem; Marcos Faria, roteiro; e José Medeiros, fotográfica. Filha de empregada doméstica, Adélia Sampaio dirigiu quatro curtas-metragens. O primeiro foi “Denúncia Vazia”, baseado no fato verídico de um casal de idosos que, sem condições de pagar o aluguel, cometem suicídio. O segundo curta foi “Agora Um Deus Dança em Mim!” e conta a história de uma jovem que estuda balé clássico por dez anos e descobre que não existe mercado de dança no Brasil. “Adulto não Brinca” mostra a intolerância do adulto para com a criança. Por fim, “Na poeira das ruas”, sobre pessoas que moram na rua, no centro da cidade, embaixo dos viadutos. Armazenados na Cinemateca do MAM, os negativos dos quatro curtas-metragens desapareceram.

Em 1984, Adélia Sampaio se tornou a primeira diretora afrodescendente a dirigir um longa-metragem no Brasil: “Amor Maldito”, que também carrega o peso de ser o primeiro filme com temática inteiramente lésbica no cinema nacional. A ousadia, considerada absurda pela Embrafilme, que lhe negou financiamento, forçou Adélia Sampaio e sua equipe a trabalharem em regime de cooperativa. Emiliano Queiroz, Nildo Parente e Neusa Amaral abriram mão do pró-labore. Nenhuma sala, contudo, aceitou exibi-lo, até que o Cine Paulista (hoje Olido) propôs que “Amor Maldito fosse divulgado como filme pornô.  “Adélia Sampaio foi uma das pioneiras e, embora o cinema continue marcadamente patriarcal e branco, diretoras afrodescendentes ocupam cada vez mais espaços atrás das câmeras.” Destaca o curador Paulo Ricardo de Almeida.

Nos anos 1990, a realidade do Cinema Feminino Negro no Brasil pouco se alterou. Danddara, umas das resistências do período, ingressou no cinema profissional fazendo assistência para Paulo Rufino (Canto da Terra, 1991). Mas o seu primeiro curta, “Gurufim na Mangueira” (2000) foi recusado três vezes pelo Ministério da Cultura antes de ser aprovado. E, ainda assim, a diretora usou de diversos subterfúgios para driblar o racismo institucional, como assinar o projeto com um pseudônimo francês e relevar para segundo plano a sua autoria do roteiro.

“Houve o barateamento dos equipamentos de produção, sobretudo com a entrada em cena do digital, que aumentou o acesso a uma arte (ainda cara) para um número maior e mais diverso de realizadores. O estabelecimento do sistema de cotas nas universidades públicas, assim como o ProUni e o Fies trouxeram para o ensino superior – também de cinema e de audiovisual – alunos e alunas pobres e negros, antes excluídos. A abertura de uma linha de financiamento específica na Ancine para afrodescendentes significa o reconhecimento da falta de diversidade pela instância máxima de fomento do cinema brasileiro”, completa o curador.

Não há um “movimento” de cineastas negras, no sentido de uma agenda que as unifique. Cada uma trabalha suas próprias questões que, no entanto, acabam por se encontrar nas pautas em ebulição no Brasil entre mulheres afrodescendentes: feminismo, identidade de gênero, machismo, patriarcalismo, assédio sexual, racismo, orgulho étnico, injustiças raciais e sociais. herança africana. São diretoras, em sua maioria, jovens, de diferentes locais do país: Amazonas (Elen Linth, Keyla Serruya), Rio de Janeiro (Larissa Fulana de Tal), Brasília (Eliciana Nascimento), São Paulo (Renata Martins).

Sobre os curadores:

Kênia Freitas é pós-doutoranda do programa de Mestrado da Universidade Católica de Brasília. Doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Mestre em Multimeios pela Unicamp. Formada em Comunicação Social/Jornalismo, na Ufes. Possui pesquisas em andamento no campo do documentário, das novas tecnologias e do movimento afrofuturista. Realizou a curadoria das mostras “Afrofuturismo: cinema e música em uma diáspora intergaláctica” (2015/ Caixa Belas Artes/SP) e “A Magia da Mulher Negra” (2017/Sesc Belenzinho/SP). Integra o Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida é formado em Comunicação Social na UFRJ e em Cinema pela UFF. Trabalhou como crítico de cinema na revista Contracampo e na revista Moviola. Foi curador e produtor da mostra “Oscar Micheaux: O Cinema Negro e a Segregação Racial”, no CCBB-RJ, SP e BSB, em 2013, da mostra “Surrealismo e Vanguardas” no CCBB-RJ, em 2014, da mostra “Francis Ford Coppola: O Cronista da América”, no CCBB-RJ, SP e BSB, em 2015, e das mostras “A Vanguarda de São Francisco”, em 2015, na Caixa Cultural-RJ, e “Ken Jacobs”, na Caixa Cultural-RJ, em 2016.

Serviço: Diretoras Negras no Cinema Brasileiro

Data: De 4 a 11 de julho de 2017

Local: CAIXA Cultural Brasília | Teatro da CAIXA

Endereço: SBS Quadra 4 Lotes 3/4 Edifício anexo à matriz da CAIXA

Ingressos: Entrada franca

Classificação indicativa: Verifique a classificação indicativa

Ver sinopses dos filmes: www.facebook.com/DiretorasNegras

Informações: (61) 3206-6456 e 3206-9448

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

Programação:

TERÇA-FEIRA / 04 DE JULHO

14h SESSÃO 1 – 90 min (CI: Livre)

Um Filme de Dança (2013, 90 min, CI: Livre) Direção: Carmen Luz

Sinopse: “E os negros?Onde estão os negros? – eis a pergunta que os brasileiros deviam se fazer uns aos outros”, a pergunta de Jean-Paul Sartre e a constatação de Nelson Rodrigues nos anos 60 do século passado ainda ressoa. Seu eco foi o ponto de partida para a realização de Um Filme de Dança. O filme foi ao encontro de alguns dos mais atuantes criadores negros de dança de diferentes gerações e nos mostra a trajetória, o pensamento, o belo e contundente trabalho desses artistas. O filme é uma homenagem à perseverança de bailarinos

16h SESSÃO 2 – 42 min (CI: 14 anos)

Kbela (2015, 23 min, CI: Livre) Direção: Yasmin Thayná

Sinopse: O filme busca refletir sobre o lugar da mulher negra na sociedade contemporânea, os atuais padrões de beleza, sua expressão, autoimagem e identidade. Ela define: “Temos dito que é uma experiência sobre ser mulher e tornar-se negra. O filme é uma sequência de metáforas presentes no cotidiano de boa parte das mulheres negras do mundo”. Kbela tem forte inspiração em “Alma no Olho” realizado por Zózimo Bulbul..

Sexy Trash (2014, 2 min, CI: Livre) Direção: Tainá Rei

Sinopse: Sexy Trash é um glitch movie produzido no carnaval de 2014, durante a greve dos garis no Rio de Janeiro.

Cinema de Preto (2004, 11min, CI: Livre) Direção: Danddara

Sinopse: Em uma cinebiografia que conta sua vida e legado, Abdias Nascimento (com 89 anos) discute aspectos do cinema negro brasileiro com a equipe do filme.

Quijauá (2016, 6min, CI: 14 anos) Direção: Coletivo Revisitando Zózimo Bulbul + Mulheres de Pedra

Sinopse: Quijauá é um filme sobre cura e fortalecimento feminino, construído coletivamente. O banho com ervas vem para renovar as energias da nossa existência. A renovação faz parte de um processo cíclico que nos acompanha desde o ventre de nossas mães e a água segue sempre percorrendo tudo levando pureza para alma.

17h SESSÃO 3 – 76 min (CI: Livre)

Das Raízes às Pontas (2016, 20min, CI: Livre) Direção: Flora Egécia

Sinopse: Luiza tem 12 anos e fala com orgulho de seu cabelo crespo e sua ancestralidade. A história de Luiza é uma exceção. Os entrevistados, dos mais diversos perfis, falam sobre o papel do cabelo crespo como elemento do tornar-se negro e como ato político contra imposições estéticas. Questionar os padrões de beleza, que são impostos cada vez mais cedo e tratar a afirmação do cabelo crespo como um dos elementos fundamentais da identidade negra são a principal temática do filme, que também avalia a aplicação da Lei 10.639/03 que regulamenta o ensino da História Afro-Brasileira e Africana nas escolas brasileiras.

Mucamas (2015, 15 min, CI: Livre) Direção: Coletivo Nós, Madalenas

Sinopse: O documentário conta a história da vida de mulheres que são ou já foram empregadas domésticas, escancarando suas lutas e desigualdades. Ao centro, o enraizado pensamento da casa grande sob a Senzala e o discurso do ‘trabalho e desenvolvimento’ que garante a manutenção da lógica serviçal, de herança claramente escravocrata: preconceitos, classismos, distâncias, muros, pontes, remuneração, relações de poder, patroas e empregadas. Narrada pelas trabalhadoras, a direção do filme é das próprias filhas, e por isso propõe também uma importante reflexão sobre representatividade e a construção de narrativas populares. Pela soberania audiovisual em todas as periferias! Pela democratização dos meios de comunicação.

Mulheres de Barro (2015, 26 min, CI: Livre) Direção: Edileuza Penha de Souza

Sinopse: Em meio aos relatos de suas histórias de amor, doze mulheres, Paneleiras e Congueiras de Goiabeiras Velhas-ES, confeccionam suas panelas de barro com a mesma força e destreza com que a vida moldou seus destinos e afetos. Apesar de uma vida sofrida essas mulheres conquistaram uma velhice tranquila retirando do barro e do congo a razão e o prazer de viver.

Conflitos e Abismos, A Expressão da Condição Humana (2014, 15 min, CI: Livre) Direção: Everlane Moraes

Sinopse: A pintura de Everton exprime o que há de mais real na vida do homem. Aos olhos desse artista, a humanidade é revelada pelos aspectos mais sublimes e também mais obscuros. O artista cria a possibilidade do humano se redimir através da autoavaliação. Sua pintura não pretende agradar, mas cutucar. Ela é como uma revelação do BELO através do FEIO.

19h DEBATE 1: Perspectivas e transformações: a mulher negra no cinema nacional
Debatedoras: Viviane Ferreira e Edileuza Penha de Souza
Mediação: Kênia Freitas
 
Viviane Ferreira
Cineasta e advogada com atuação voltada para direitos autorais, direito cultural e direito público. Com um olhar cinematográfico referenciado no cinema de Zózimo Bulbul e Glauber Rocha, assina a direção dos documentários: Dê sua ideia, debata (2008); Festa da Mãe Negra (2009); Marcha Noturna e Peregrinação (2014). Na ficção dirigiu o curta experimental Mumbi 7 Cenas pós Burkina (2010) e O dia de Jerusa (2014). Preside a Associação Mulheres de Odun e é Sócia-fundadora da empresa Odun Formação & Produção.

Edileuza Penha de Souza
Doutora em Educação e Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), onde leciona as disciplinas “Pensamento negro Contemporâneo” e “Etnologia Visual da Imagem do Negro no Cinema. Historiadora (UFES), mestre em Educação e Contemporaneidade (UNEB), pesquisadora e documentarista, foi estudante Especial da Cátedra de Documentários na Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de los Banõs – República de Cuba.

Kênia Freitas
Pós-doutoranda do programa de Mestrado da Universidade Católica de Brasília. Doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Mestre em Multimeios pela Unicamp. Formada em Comunicação Social/Jornalismo, na Ufes. Possui pesquisas em andamento no campo do documentário, das novas tecnologias e do movimento afrofuturista. Realizou a curadoria das mostras “Afrofuturismo: cinema e música em uma diáspora intergaláctica” (2015/ Caixa Belas Artes/SP) e “A Magia da Mulher Negra” (2017/Sesc Belenzinho/SP). Integra o Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema.

QUARTA-FEIRA / 05 DE JULHO

13h SESSÃO 4 – 80 min (CI: 16 anos)

Sandrine (2014, 12 min, CI: 16 anos) Direção: Elen Linth e  Leandro Rodrigues

Sinopse: Entre as aulas de matemática e a relação conturbada com a mãe, Sandrine espera na fila de um hospital.

Muros (2015, 14 min, CI: 14 anos)  Direção: Elen Linth

Sinopse: Protesto e atração cruzam o caminho de July e Catarina

Entre Passos (2012, 10 min, CI: 12 anos). Direção: Elen Linth

Sinopse: A dor na infância; o silêncio no medo; a bailarina no chão; o refúgio na memória.

Pra Se Contar Uma História (2013, 25 min, CI: Livre). Direção: Elen Linth, Diego Jesus, Lucicleide Cruz e Leandro Rodrigues

Sinopse: Neguinha conta uma história de resistência

O Filme que Fiz para Esquecer (2012, 2 min, CI: Livre). Direção: Elen Linth

Sinopse: Ela teve trazer tudo pra perto para poder jogar tudo pra longe.

Maria (2017, 17 min, CI: 12 anos) Direção: Elen Linth

Sinopse: Nascida aos 16, numa cidade ensanguentada por corpos de peito e pau

15h SESSÃO 5 – 82 min (CI: 16 anos)

Lápis de Cor (2013, 14 min, CI: Livre) Direção: Larissa Fulana de Tal

Sinopse: O documentário aborda a representação racial no universo infantil e a maneira como o padrão de beleza eurocêntrico afeta a autoimagem e autoestima de crianças negras, revelando a ação silenciosa do racismo. Lápis de cor faz referência a uma cor de lápis, conhecida como “cor de pele”, que, na verdade, é de tonalidade bege. É essa cor que as crianças utilizam para representar a si mesmas e as pessoas do seu convívio, compondo, nos desenhos, um fenótipo de pessoas brancas – olhos claros, cabelos louros e pele bege – mesmo quando são negras as pessoas representadas.

Cinzas (2015, 15 min, CI: 12 anos) Direção: Larissa Fulana de Tal

Sinopse: Cinzas é um filme que trata do cotidiano de Toni, um personagem fictício, mas que se assemelha a vivência de muitos outros personagens reais.

O Tempo dos Orixás (2014, 20 min, CI: Livre) Direção: Eliciana Nascimento

Sinopse: O Tempo dos Orixás é um curta de gênero fantasia que mostra a experiência de Lili, uma menina de 7 anos que tem a habilidade de se comunicar com os ancestrais. Ao visitar a sua vó no interior, ela descobre que tem uma missão com os Orixás. A sua vó é a líder espiritual de sua comunidade e, anualmente, realiza uma festa dedicada a Yemanjá. Essa celebração está correndo o risco de ser extinguida porque a vó da Lili está prestes a falecer. Para salvar essa tradição, os Orixás introduzem Lili em uma aventura mágica que simboliza a sua iniciação na tradição.

A Boneca e o Silêncio (2015, 19 min, CI: 16 anos) Direção: Carol Rodrigues

Sinopse: Em “A Boneca e o Silêncio”, acompanhamos Marcela, uma menina de 14 anos que se torna dona de si e de seu corpo ao tomar a decisão de interromper uma gravidez indesejada.

Assim (2013, 14 min, CI: 12 anos), Keila Serruya

Sinopse: Coragem. ASSIM, do jeito que quer e do jeito que é, apenas de suas vontades, crenças e  desejo de existir. A ida de uma travesti e uma mulher trans ao supermercado.

17h30 SESSÃO 6 – 69 min (CI: 12 anos)

Black Berlin (2009, 14 min, CI: 12 anos) Direção: Sabrina Fidalgo

Sinopse: Nelson, um jovem estudante brasileiro em Berlim, passa a encontrar com frequência Maria, uma imigrante ilegal do Senegal. Embora a ignore, sua presença faz com que ele comece a ter visões de personagens estereotipados, que o remetem a um passado que ele prefere esquecer.

Rio Encantado (2014, 55 min, CI: Livre)  Direção: Sabrina Fidalgo

Sinopse: Documentário musical sobre o Festival Encantado, projeto franco-brasileiro realizado no Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro, que visa dar visibilidade a população da comunidade do Vale Encantado ameaçada de remoção. Participação : Criolo, Seu Jorge, ESG, Simone Mazzer, C.Sen, entre outros

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19h SESSÃO 7 – 67 min (CI: 12 anos)

Cinema Mudo (2012, 15 min, CI: 12 anos) Direção: Sabrina Fidalgo

Sinopse: Giulietta só se comunica com o mundo através de seu celular e de computadores. Um belo dia ela percebe que a solidão tomou conta de sua vida…

Personal Vivator (2014, 22 min, CI: 12 anos) Direção: Sabrina Fidalgo

Sinopse: Rutger (Fabricio Boliveira) é um ser extraterrestre que tem a missão de passar 72 horas  na Terra para pesquisar o comportamento humano. De modo a  evitar qualquer suspeita, ele se disfarça de “documentarista” e escolhe a cidade do Rio de Janeiro para iniciar a sua pesquisa. O que ele não espera é que os entrevistados de seu documentário possuam o que ele chama de “personal vivators”, seres-humanos cuja função é servir outros seres-humanos financeiramente mais abastados.

Rainha (2016, 30 min, CI: 12 anos) Direção: Sabrina Fidalgo

Sinopse : Rita finalmente realiza o sonho de se tornar a rainha da bateria da escola de samba de sua comunidade, todavia ela terá que lutar contra forças obscuras internas e externas…

QUINTA-FEIRA / 06 DE JULHO

14h SESSÃO 8 – 77 min (CI: 14 anos)

Aquém das Nuvens (2010, 18 min, CI: 12 anos) Direção: Renata Martins

Sinopse: Nenê é casado com Geralda há 30 anos. Em uma tarde de domingo, como de costume, ele vai à roda de samba encontrar os amigos. Ao voltar para casa, surpreende-se com uma notícia sobre Geralda. Sem deixar que o ritmo do samba caia, Nenê encontra uma solução para ficar ao lado de sua eterna namorada.

Heitor, Carioca dos Prazeres (2013, 14 min, CI: Livre), Tatyana dos Prazeres

Sinopse: Heitor, Carioca dos Prazeres é um documentário sobre a obra de Heitor dos Prazeres: Pintor de Arte Naif, um dos fundadores da Portela e compositor de O Pierrô Apaixonado.

Doido Lelé (2008, 17 min, CI: Livre) Direção: Ceci Alves

Sinopse: Caetano sonha em ser cantor de rádio na década de 50 e foge todas as noites de casa para tentar, sem sucesso, a sorte no programa de calouros. Até que, uma noite, ele aposta tudo numa louca e definitiva performance.

Rap de Saia (2006, 18 min, CI: 14 anos) Direção: Janaína Oliveira e Queen

Sinopse: O documentário ‘Rap Veste Saia’, histórico descontraído da trajetória das mulheres no hip-hop carioca, visando o entendimento dos hip-hoppers, de toda a sociedade.

A Rua – O Corpo Urbano (2016, 10 min, CI: Livre) Direção: Keila Serruya

Sinopse: O corpo urbano é um projeto de documentário que aborda como objeto de arte uma intervenção urbana pautada no movimento. A música negra em suas diversas vertentes é que dão norte a essa ação. As atividades acontecem nas cidades amazonenses de Manaus, Presidente Figueiredo e Manacapuru. Reunindo festa, dança, ocupação do espaço urbano em uma grande atividade de celebração do Hip Hop.

16h SESSÃO 9 – 58 min (CI: Livre)

Cores e Botas (2010, 16 min, CI: Livre) Direção: Juliana Vicente

Sinopse: Joana tem um sonho comum a muitas meninas dos anos 80: ser Paquita. Sua família é bem sucedida e a apoia em seu sonho. Porém, Joana é negra, e nunca se viu uma paquita negra no programa da Xuxa.

Tupã Baê (2011, 11 min, CI: Livre) Direção: Juliana Vicente e Lucas Rached

Sinopse: Chico vive uma importante experiência com sua cultura, mostrando a mistura e o sincretismo brasileiro. Ele atravessa diversos problemas reencontrando a harmonia no retorno às suas raízes espirituais.

O Olho e o Zarolho (2013, 17 min, CI: Livre) Direção: Juliana Vicente e René Guerra

Sinopse: Matheus tem duas mães. Sua mãe número 1 entra em crise ao ver os seus desenhos. O Olho e o Zarolho é uma fábula sobre a família moderna.

As Minas do Rap (2015, 14 min, CI: Livre) Direção: Juliana Vicente

Sinopse: No Brasil, as mulheres tardaram a entrar no cenário do rap, e até hoje são raros os grupos ou artistas individuais que alcançaram destaque em suas carreiras. O documentário entrevista mulheres ligadas ao hip hop, abordando o histórico feminino dentro do movimento e dando voz a artistas como Negra Li, MC Gra e Karol Conká.

17h30 SESSÃO 10 – 55 min (CI: Livre)

Leva (2011, 55 min, CI: Livre) Direção: Juliana Vicente e Luiza Marques

Sinopse: No coração de São Paulo pulsa o maior movimento de luta por moradia da América Latina. Famílias desabrigadas ocupam o edifício Mauá, um dentre muitos ocupados no centro da cidade. O documentário LEVA acompanha a vida de moradores da ocupação e apreende a revitalização dos espaços ociosos e a construção do coletivo como agente de transformação do indivíduo.

19h SESSÃO 11 – 68 min (CI: 10 anos)

Balé de Pé no Chão – A Dança Afro de Mercedes Baptista (2005, 17 min, CI: Livre) Direção: Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro

Sinopse: O documentário acompanha a singular trajetória de Mercedes Baptista, considerada a principal precursora da dança afro-brasileira. Bailarina de formação erudita, a partir da criação de seu grupo, no início da década de 1950, volta-se para o estudo dos movimentos rituais do candomblé das danças folclóricas. Suas criações coreográficas permanecem até hoje identificadas como repertório gestual da dança afro.

Graffiti (2008, 10 min, CI: 10 anos) Direção: Lilian Solá Santiago

Sinopse: São Paulo é a cidade mais grafitada do mundo. “Graffiti” acompanha o rolê solitário de Alê numa das noites mais sinistras que essa cidade já viveu. O que o move a enfrentar as ruas nessa noite?

Eu Tenho a Palavra (2010, 26 min, CI: Livre) Direção: Lilian Solá Santiago

Sinopse: Eu tenho a palavra”é uma viagem linguística em busca das origens africanas da cultura brasileira. O antigo reino do Congo foi a origem da maioria dos africanos escravizados no Brasil que, no cativeiro, criaram diversos dialetos para que pudessem se comunicar livremente. A “língua do negro da Costa” é um desses dialetos, ainda preservado no bairro da Tabatinga, em Bom Despacho, MG. O idioma é composto por um português rural do Brasil-Colônia e línguas do grupo Banto, com predomínio do mbundo, falado até hoje em Angola.Dois personagens – um falante da “língua do negro da Costa” e outro falante de mbundo – nos guiam nessa viagem transoceânica de reconhecimento.

Batuque de Graxa (2012, 5 min, CI: Livre) Direção: Lilian Solá Santiago

Sinopse: A história de Toniquinho Batuqueiro.

Mulheres Bordadas – Fios do Passado (2015, 10 min) Direção: Lilian Solá Santiago

Sinopse: Documentário que aborda aspectos da história e da subjetividade das mulheres negras na cidade paulista de Salto.

SEXTA-FEIRA / 07 DE JULHO

17h SESSÃO 12 – 90 min (CI: Livre)

Um Filme de Dança (2013, 90 min, CI: Livre) Direção: Carmen Luz

Sinopse: “E os negros?Onde estão os negros? – eis a pergunta que os brasileiros deviam se fazer uns aos outros”, a pergunta de Jean-Paul Sartre e a constatação de Nelson Rodrigues nos anos 60 do século passado ainda ressoa. Seu eco foi o ponto de partida para a realização de Um Filme de Dança. O filme foi ao encontro de alguns dos mais atuantes criadores negros de dança de diferentes gerações e nos mostra a trajetória, o pensamento, o belo e contundente trabalho desses artistas. O filme é uma homenagem à perseverança de bailarinos e coreógrafos. Um tributo ao corpo negro, dono de sua própria dança.

19h SESSÃO 13 – 102 min (CI: 16 anos)

Gurufim na Mangueira (2000, 26 min, CI: 12 anos) Direção: Danddara

Sinopse: Um jovem funkeiro morre subitamente após ser atingido por um raio. A comunidade verde-rosa se reúne na quadra na Mangueira para homenageá-lo.

Amor Maldito (1984, 76 min, CI: 16 anos) Direção: Adélia Sampaio

Sinopse: Primeiro longa brasileiro dirigido por uma mulher negra, Amor Maldito narra a história trágica de amor entre duas mulheres, Fernanda, uma executiva, e Sueli, uma ex-miss, filha de uma família evangélica e opressora, que comete suicídio. Tornada réu pela morte da ex-companheira, Fernanda é julgada por uma corte preconceituosa e cruel.

SÁBADO / 08 DE JULHO

12h30 SESSÃO 14 – 58 min (CI: Livre)

Cores e Botas (2010, 16 min, CI: Livre) Direção: Juliana Vicente

Sinopse: Joana tem um sonho comum a muitas meninas dos anos 80: ser Paquita. Sua família é bem sucedida e a apoia em seu sonho. Porém, Joana é negra, e nunca se viu uma paquita negra no programa da Xuxa.

Tupã Baê (2011, 11 min, CI: Livre) Direção: Juliana Vicente e Lucas Rached

Sinopse: Chico vive uma importante experiência com sua cultura, mostrando a mistura e o sincretismo brasileiro. Ele atravessa diversos problemas reencontrando a harmonia no retorno às suas raízes espirituais.

O Olho e o Zarolho (2013, 17 min, CI: Livre) Direção: Juliana Vicente e René Guerra

Sinopse: Matheus tem duas mães. Sua mãe número 1 entra em crise ao ver os seus desenhos. O Olho e o Zarolho é uma fábula sobre a família moderna.

As Minas do Rap (2015, 14 min, CI: Livre) Direção: Juliana Vicente

Sinopse: No Brasil, as mulheres tardaram a entrar no cenário do rap, e até hoje são raros os grupos ou artistas individuais que alcançaram destaque em suas carreiras. O documentário entrevista mulheres ligadas ao hip hop, abordando o histórico feminino dentro do movimento e dando voz a artistas como Negra Li, MC Gra e Karol Conká.

14h SESSÃO 15 – 76 min (CI: Livre)

Das Raízes às Pontas (2016, 20min, CI: Livre) Direção: Flora Egécia

Sinopse: Luiza tem 12 anos e fala com orgulho de seu cabelo crespo e sua ancestralidade. A história de Luiza é uma exceção. Os entrevistados, dos mais diversos perfis, falam sobre o papel do cabelo crespo como elemento do tornar-se negro e como ato político contra imposições estéticas. Questionar os padrões de beleza, que são impostos cada vez mais cedo e tratar a afirmação do cabelo crespo como um dos elementos fundamentais da identidade negra são a principal temática do filme, que também avalia a aplicação da Lei 10.639/03 que regulamenta o ensino da História Afro-Brasileira e Africana nas escolas brasileiras.

Mucamas (2015, 15 min, CI: Livre) Direção: Coletivo Nós, Madalenas

Sinopse: O documentário conta a história da vida de mulheres que são ou já foram empregadas domésticas, escancarando suas lutas e desigualdades. Ao centro, o enraizado pensamento da casa grande sob a Senzala e o discurso do ‘trabalho e desenvolvimento’ que garante a manutenção da lógica serviçal, de herança claramente escravocrata: preconceitos, classismos, distâncias, muros, pontes, remuneração, relações de poder, patroas e empregadas. Narrada pelas trabalhadoras, a direção do filme é das próprias filhas, e por isso propõe também uma importante reflexão sobre representatividade e a construção de narrativas populares. Pela soberania audiovisual em todas as periferias! Pela democratização dos meios de comunicação.

Mulheres de Barro (2015, 26 min, CI: Livre) Direção: Edileuza Penha de Souza

Sinopse: Em meio aos relatos de suas histórias de amor, doze mulheres, Paneleiras e Congueiras de Goiabeiras Velhas-ES, confeccionam suas panelas de barro com a mesma força e destreza com que a vida moldou seus destinos e afetos. Apesar de uma vida sofrida essas mulheres conquistaram uma velhice tranquila retirando do barro e do congo a razão e o prazer de viver.

Conflitos e Abismos, A Expressão da Condição Humana (2014, 15 min, CI: Livre) Direção: Everlane Moraes

Sinopse: A pintura de Everton exprime o que há de mais real na vida do homem. Aos olhos desse artista, a humanidade é revelada pelos aspectos mais sublimes e também mais obscuros. O artista cria a possibilidade do humano se redimir através da autoavaliação. Sua pintura não pretende agradar, mas cutucar. Ela é como uma revelação do BELO através do FEIO

16h SESSÃO 16 – 50 min (CI: Livre)

Peregrinação (2014, 50 min, CI: Livre) Direção: Viviane Ferreira

Sinopse: Documentário que conta a trajetória do candomblé como estratégia de resistência da população negra no Brasil por meio das experiências de um escritor africano, da região do Djibuti, em viagem a Salvador/BA e de uma produtora cultural brasileira, do Rio de Janeiro, em sua primeira viagem à Ilha de Goré, no Senegal.

17h30 SESSÃO 17 – 55 min (CI: Livre)

Mumbi 7 Cenas Pós Burkina (2010, 7 min, CI: Livre) Direção: Viviane Ferreira

Sinopse: Depois de participar de um importante festival de cinema, a jovem cineasta Mumbi não consegue conceber sua próxima obra. A recordação de obras marcantes do cinema brasileiro reaciona seu processo criativo.

Dê Sua Idéia, Debata (2008, 28 min, CI: Livre) Direção: Viviane Ferreira

Sinopse: Dê sua ideia, debata é um documentário que apresenta opiniões diversas acerca de temas como afrocentrismo, diáspora africana e classificação racial. As entrevistas foram realizadas na semana do 20 de novembro de 2007 nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro em contextos que, de alguma maneira, acontecia debates sobre relações raciais.

O Dia de Jerusa (2014, 20 min, CI: Livre) Direção: Viviane Ferreira

Sinopse: Bixiga, coração de São Paulo. Jerusa, moradora de um sobrado envelhecido pelo tempo, recebe, num dia especial, Silvia, uma investigadora de opinião que circula pelo bairro convencendo pessoas a responderem a questionários para uma pesquisa de sabão em pó. No momento em que conhece Silvia, Jerusa proporciona-lhe uma tarde inusitada repleta de memórias, convidando-a a partilhar momentos de felicidade com uma “desconhecida”.