A APAN – Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro – em parceria com o quilombo urbano Aparelha Luiza realizam uma sessão de curtas-metragens produzidos apenas por diretoras negras. Serão três exibições: “Afrodite”, de Renata Dorea, “A Boneca e o Silêncio”, de Carol Rodrigues, e “Pety Pode Tudo”, de Anahí Borges. O evento acontece dia 16 de março, quinta-feira, a partir das 19h, com entrada gratuita.

A proposta do evento é valorizar o protagonismo das mulheres negras dentro do audiovisual, tanto nos personagens quanto na direção. Além disso, o encontro propõe a aproximação entre os profissionais da área para que se associem à APAN. “Já temos profissionais associados de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, mas sabemos que somos muitos espalhados pelo Brasil. Precisamos estar unidos e conectados para conseguirmos mais espaços em editais, realizar nossos projetos e contar nossas próprias histórias”, declara Viviane Ferreira, presidenta da APAN.

Sinopses

“Afrodites” 20min – Renata Dorea  (2016)

O documentário acompanha jovens mulheres em suas memórias sobre a transição capilar. Foram capturados os relatos sobre como uma alteração estética alcança temas como consciência e resistência afro, racismo institucionalizado e a luta diária de ser uma mulher negra no Brasil.

“A Boneca e o silêncio” 19min – Carol Rodrigues (2015)

A solidão de Marcela, uma menina de 14 anos, que decide interromper uma gravidez indesejada.

 “Pety pode tudo” 18min – Anahí Borges (2013)

Pety é uma menina com um majestoso sentimento de controle de tudo que está ao seu redor. Um dia, a caminho da escola, acredita receber um aviso do anjo Gabriel prenunciando a morte do seu coelho de estimação chamado Perninha. O medo da perda e o desejo de controle a impulsionam na olímpica tentativa de driblar o destino profetizado.