Segundo publicação recente do Atlas da Violência, em 2016 foram registrados 4.645 assassinatos de mulheres, o que representa uma taxa de 4,5 homicídios para cada 100 mil brasileiras. Quando os dados são analisados a partir da variável raça/cor, a taxa de homicídio é maior entre as mulheres negras. Em relação a 2006, a cada 100 mil mulheres negras houve um aumento de 15,4% de assassinatos, enquanto que entre as não negras houve queda de 8% no período. Muitas dessas mortes derivam de outras violências, como violência psicológica, patrimonial, física ou sexual que poderiam ser evitadas.

Para impedir consequências tão extremas, diversas comunidades de apoio são formadas. Entre elas, a Rede Feminista de Juristas – mais conhecida como DeFEMde. Neste mês, a Rede completa dois anos e é formada por diversas mulheres que atuam profissionalmente no campo do Direito ou em áreas que estão relacionadas ao sistema jurídico, como Psicologia e Assistência Social.

O objetivo da iniciativa é criar condições para a defesa e garantia dos direitos das mulheres, sobretudo com ações como o recebimento de relatos e solicitação de assistência jurídica pelo Facebook.  Para Thayná Yaredy – uma das Advogadas da DeFEMde – “é de suma importância fortalecer as redes de apoio para mulheres que sofrem algum tipo de violência, sejam elas físicas, psicológicas ou morais. Por isso, a DeFEMde mantém Advodagas que orientam gratuitamente pedidos de mulheres em todo país”.

Segundo a Advogada, a página da Rede Feminista de Juristas recebe cerca de 50 solicitações por mês. A meta é que esse número se expanda para que a DeFEMde consiga auxiliar cada vez mais mulheres que necessitem de suporte jurídico.

Página da DeFEMde: https://www.facebook.com/DeFEMde/