Websérie Sonho de Preta Conta estreia nesta segunda-feira (13/11) com histórias, sonhos e utopias de 12 mulheres negras

Filmada em julho de 2017 durante o Festival Afrolatinas, maior evento da mulher negra da América Latina e Caribe, a websérie Sonho de Preta Conta que estreia nesta segunda-feira (13/11) é uma ação coletiva, fruto do projeto Hub das Pretas. A iniciativa envolve diferentes organizações e coletivos de jovens mulheres negras que atuam no combate ao racismo e ao sexismo em quatro cidades: Brasília, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo.

Dirigida por Viviane Ferreira, a websérie Sonho de Preta Conta trás 12 depoimentos de mulheres negras que reafirmam a necessidade de renovação de sonhos e utopias, mesmo em tempos difíceis. Cada um dos vídeos tem em média 2 minutos.

“Vivemos tempos complicados, com aumento das desigualdades e da violência, principalmente contra as mulheres negras, que estão na base da pirâmide social no país”, afirma Tauá Pires, assessora de políticas e incidência da Oxfam Brasil. “Por isso é importante valorizar suas histórias e reconhecer seus sonhos, como forma de alcançar mudanças estruturais que beneficiem todo o conjunto da população.” Segundo Tauá, a grande mensagem da websérie Sonho de Preta Conta é que é possível sim viver de maneira plena. “Sonho de preta é romper com a ideia de que o sonho é privilégio de poucos. Sonho é algo que nos move, é vida, é desejo, é a mola motor. Que sonho seja nosso horizonte.”

A websérie é uma realização Odun Produções, Oxfam Brasil e Instituto Afrolatinas, em parceria com a Ação Educativa, Criola, Fase, Ibase, Inesc e Instituto Pólis, e apoio da Embaixada Britânica no Brasil.

As mulheres negras que participam do projeto são:

– Ana Paula Xongani, youtuber e afroempreendedora

– Angela Brandão Mendes, ativista e feminista interseccional

– Beatriz Andrade, youtuber e blogueira

– Charô Nunes, jornalista do Blogueiras Negras

– Dyarley Viana, ativista e educadora popular

– Érica Malunguinho, idealizadora da Aparelha Luzia (SP)

– Isa Rodrigues, grafiteira e artesã

– Helena Nisa da Rosa, panafricanista e mulherista

– Letícia Carvalho, ativista e feminista negra periférica

– Rita Silva, estudante e ativista

– Sil Bahia, comunicadora social e diretora no Olabi

– Tauá Pires, historiadora e assessora política da Oxfam Brasil

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