“Vênus Negra – Um manual de como engolir o mundo!” estreia nos dias 26 e 27 de julho de 2017 no Centro de Referência da Dança. O projeto propõe a criação de um espetáculo de dança que utilizará como uma de suas inspirações a história de Saartjie Baartman, a Vênus Negra, mulher negra e gorda que há dois séculos foi exibida em uma jaula na Europa por ter proporções avantajadas. Saarthie foi levada para o velho continente e transformada em uma atração de circo em Londres e Paris.

O espetáculo segue também para outros locais: 05 de Agosto na Casa de Cultura M`Boi Mirim, 11 de Agosto no Centro Cultural Serraria em Diadema, 12 de Agosto no CEU das Artes também em Diadema, 18 e 19 de Agosto na Casa das Artes em Ribeirão Preto, 23 de Agosto na Aparelha Luzia, em São Paulo, e 26 de Agosto no Galpão Humbadala. A ENTRADA É FRANCA.

.Contemplado pelo edital PROAC Culturas Negras, o espetáculo retrata cinco corpos (as intérpretes criadoras Fabiana Pimenta, Dandara Gomes, Luciane Barros e Gal Martins)  que se desnudam e se lançam na experiência singular de traduzir os processos que tangem suas existências e suas relações sociais. “É como se fôssemos as Vênus contemporâneas. Vamos nos reunir para quebrar padrões, inserir um papel estético no mundo, sem repressão da família ou da sociedade. Achamos importante, diante deste atual contexto, demarcar o espaço, por isso inclusive de se inserir o termo “zona” no projeto”, explica Gal Martins diretora do espetáculo.

Antes de o projeto “Agbara” chegar ao resultado deste espetáculo, foram promovidas discussões que auxiliaram no processo de construção. Temas como “Feminismo Negro e Gordofobia”, “Afetividade da Mulher Negra e Maternidade”, “Mulheres Negras Encarceradas e Mercado de Trabalho”, “Identidade de Gênero”, “Saúde Mental da Mulher Negra” e “Beleza, estética negra e religiosidade” foram abordados junto ao público, sempre com uma performance de dança ao final das atividades, criada a partir do que foi discutido durante o encontro.

Retrataremos as Vênus Negras de hoje, do agora e do depois. No palco, teremos corpos em constante afirmação e protesto, corpos que demarcam espaços simbólicos e geográficos. São cinco intérpretes criadoras, pretas e gordas no afronte, como pontas de lança que sangram, mas deixam marcas fincadas na terra, engolindo o mundo e os resquícios da perversidade humana, regurgitando simbologias de resistência” descreve Gal Martins.

AGBARA no dialeto Yorubá significa potência e força. Um nome significativo e simbólico que batizou o novo projeto idealizado pela artista da dança Gal Martins. Ela juntou-se a Dandara Gomes, Luciene Barros e Fabiana Pimenta para criar a Zona AGBARA, um grupo de mulheres que expressam suas experiências através da criação em dança como principal ferramenta de transgressão e afirmação estética e social. Promove a visibilidade e valorização da produção artística de mulheres pretas e gordas.

Ficha Técnica

Concepção e Direção: Gal Martins Intérpretes Criadoras: Fabiana Pimenta, Dandara Gomes, Luciane Barros e Gal Martins Participação Especial e Preparação Corporal: Rosângela Alves Musicista Convidada: Analu Barbosa Figurino: Wellington All Letras Musicais: Fabiana Pimenta Texto: Gal Martins Edição de Trilha Sonora: Piu Dominó Colaboração em Arranjos Musicais: Luana Bayô Iluminação: Natália Tavares Fotografia: Sheila Signário Maquiagem: Mika Safro Produção Executiva: Gal Martins Produção Artística: Piu Dominó Assessoria de Imprensa: Lau Francisco Arte Gráfica: Kako Arancíbia

Temporada de Vênus Negra –

Um manual de como engolir o mundo!

26 e 27 de Julho (Estreia) – Centro de Referência da Dança (CRD) – 20h – Baixos do Viaduto do Chá, s/n – Centro – Telefone: (11) 3214-3249