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Palavras de carga

Eu particularmente acho positivo quando genuinamente na dúvida, algumas pessoas me perguntam se podem me chamar assim ou assado. Acho muito bom quando o ser humano tem coragem de admitir ignorância e demonstra vontade de aprender. Mas eu sou professora, né? Faz parte de minha profissão e eu aproveito mesmo para ensinar. Mas repito: isso sou eu. Não posso garantir que todo mundo fique à vontade com isso. Lembre-se, de que com certeza não será a primeira pessoa para quem esta outra estará respondendo essa pergunta, não se esqueça do exemplo do corte de cabelo.

Porque ler @s blogueir@s

Às margens dos canais mais privilegiados, em termos financeiros, o critério da fidedignidade na divulgação sobre o que ocorre e o que pensam determinadas populações é cada vez mais desacreditado, tendo-se em vista a subrepresentação ou representação estereotipada de, por exemplo, pessoas negras, indígenas, oriundas de comunidades periféricas ou carentes, nordestinos, mulheres, lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, entre outros seres humanos oprimidos.

O papel da democracia

Tendo em vista os últimos acontecimentos em relação às manifestações, é necessário lembrar-se sempre do papel da democracia; que não pode de forma alguma reprimir os grupos que lutam por reconhecimento e direito e mais que esse é um direito que esses grupos têm. Muitos desses grupos, como o movimento de mulheres negras, movimento negro que há décadas vêm lutando para que @s negr@s tenham acesso a cidadania; muito antes de um tal “despertar” tão exaltado agora.
Cleidiana Ramos é jornalista.

Quantos negros para cada dez personagens?

Agora vocês, bons de matemática, calculem por favor a probabilidade de Verônica de Amor à Vida ser negra e transexual. E médica, anotem. Na minha época de escola, zero multiplicado por quase nada sempre foi uma impossibilidade, mas não custa nada perguntar. Também é preciso aparecer em boas cenas. Dessas que são divertidas, emocionantes e tem final feliz para mostrar para a garotada que a gente também pode. Acho que não é pedir muito.
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Não recuem! Não se dispersem!

Tenho medo toda à vez que saio na rua para um novo protesto, mas mesmo assim meu grito não vai se calar tão facilmente, porque estamos acordando pouco a pouco, 100 mil no Rio de Janeiro, 65 mil em São Paulo, 35 mil em Belo Horizonte... Além de outras tantas cidades do Brasil e do mundo na luta também. Não vou me calar agora, estou muito extasiada para fazê-lo. Também não calo porque já sinto o cheiro de flores, a nossa primavera brasileira já começou e ela com certeza será próspera. Por isso não há mais lugar para o medo desse lado da luta.
A atriz Cris Vianna e seu namorado

Nós somos negrxs não importa o que haja!!

Essa talvez seja uma forma de superarmos machismo e racismo, ao menos entre nós. Para compreendermos realmente a dor de nossos irmãos e irmãs é preciso que nossas dores dialoguem entre si, é preciso avançar para além dos muros impostos pela sociedade que nos escraviza e exclui diariamente de suas relações e conquistas, é preciso fazer o caminho mais difícil, seguir abrindo trilhas na mata fechada do preconceito para que nossos descendentes possam vislumbrar com mais nitidez a igualdade que tanto sonhamos.
Lia de cabelo black, fotografia com a qual competiu e ficou em segundo lugar no concurso modelo black.

Seu cabelo black combina com qualquer roupa

Falei da minha irmã pois sei de algumas desculpas usadas para se alisar o cabelo e, desejo com a história da minha irmã desfazer de forma lógica essas desculpas. A primeira e mais fácil de destruir é a de que o black combina com alguns estilos, alternativas, hippies, dependendo de como a mulher se veste não fica bem. Pelo perfil da minha irmã, advogada impecável, que vive vestida para ir a fórum, escritório e audiências, o senso comum a imaginaria de cabelo alisado. Seu black combina com qualquer roupa que coloca.