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Tornar-se uma mulher negra: uma identidade em processo.

O mito da democracia racial, aliado ao ideal de branqueamento, remodelado, sustentado e difundido por aparelhos ideológicos como escola, família e mídia, que veiculam valores que reforçam uma suposta superioridade racial e cultural branca, torna um desafio o processo de afirmação de uma identidade negra em uma sociedade racista como o Brasil.
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Onde estão as bailarinas negras

O fato de nossas bailarinas não serem reconhecidas pelo grande público me faz pensar em Amarildo, cujo paradeiro é desconhecido após ter sido levado para averiguação pela PMERJ. Ele que denuncia o perigo histórico de sermos nada mais que um recurso barato, renovável, descartável para que a supremacia brasileira branca funcione perfeitamente bem. Desaparecemos concreta e imageticamente.
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Poéticas do gueto

Estamos escrevendo uma nova realidade para o povo preto. É absolutamente contagiante ver o orgulho nos olhos dos nossos irmãos se sentindo cada vez mais bonitos, admirando sua quebrada sem perder a consciência de que a luta pela dignidade e pela liberdade é todo dia. Se alguém ainda tem muita dificuldade para entender essa dinâmica, para acompanhar a diversidade criada pela criatividade de nosso povo, não se preocupem, para isso estamos nas suas universidades, para tentar explicar pra ver se vocês entendem e conseguem deixar de separar a luta, a politica, a militância da sensibilidade, da beleza, do lirismo.

Uma carta de amor aberta para o meu filho: Sobre luto, amor e maternidade negra

Eu, uma mãe negra de um menino negro, entendia e conhecia a dor que Sybrina Fulton (a mãe de Trayvon Martin) estava experienciando através de um intenso sentido de empatia diaspórica que atravessava/cruzava o tempo e o espaço. E eu estava petrificada pelo pensamento de perder você, ou ser mais uma mulher negra perdendo mais um filho negro. Novamente, outro assassinato de outra criança negra mal interpretado como um homicídio justificável me forçou a a confrontar o pânico secreto e tendencioso com relação ao gênero sobre maternidade negra que eu tinha carregado comigo desde que eu era uma criança.

A carne mais exótica do mercado

Meninas e mulheres dos mais diversos contextos sociais sofrem com a sexualização exercida pela sociedade. As mulheres negras, no entanto, precisam lidar com estereótipos raciais que hipersexualizam seus corpos não somente por seu gênero, mas também por sua cor. Quando a mulher negra não é considerada indesejável e respulsiva devido a sua pele, acaba se tornando alvo de objetificação racista, que a exotifica sexualmente. Esses estereótipos acabam naturalizando a violência sexual contra as mulheres negras e limitando sua existência a um limbo de rejeição e indesejabilidade.
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De Mucama a Doméstica, um breve relato da mulher negra contemporânea

Eu, mulher negra filha de uma mãe negra e trabalhadora doméstica me senti profundamente atingida por esse estereotipo profissional, mesmo não comprovando ele na prática. Dentro de onde cresci sempre fui coagida pelos meus pais a ter um futuro diferente do que eles tiveram, a estudar, ter um emprego que me fizesse feliz, dentre outras coisas que todos os pais desejam para os seus filhos. Mas mesmo assim, passando por escolas públicas precárias e um ensino ruim, sempre dentro de mim ficava aquele receio de um dia não conseguir o que eu sonhava e aceitar o destino que me era dado e colocado desde o meu nascimento aos meus pés.
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Convite à I Blogagem Coletiva 25 de julho, Dia da mulher afro-latina-americana e caribenha

Mulheres negras de todos os cantos do Brasil, no dia 25 de julho, próxima quinta-feira, comemoramos o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. Essa data foi criada em 1992, após o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Este dia, mais do que celebrar nossa existência, é um modo de lembrar e de consolidar a luta e a resistência histórica da mulher negra, que continua, majoritariamente, ocupando os espaços mais marginalizados na nossa sociedade racista e machista.
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Convite à I Blogagem Coletiva 25 de julho, Dia da mulher afro-latina-americana e caribenha

Mulheres negras de todos os cantos do Brasil, no dia 25 de julho, próxima quinta-feira, comemoramos o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. Essa data foi criada em 1992, após o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Este dia, mais do que celebrar nossa existência, é um modo de lembrar e de consolidar a luta e a resistência histórica da mulher negra, que continua, majoritariamente, ocupando os espaços mais marginalizados na nossa sociedade racista e machista.

Um texto pra mãe que tem uma filha lésbica

Você nunca quis que eu fosse lésbica. Você nunca quis que eu fosse jornalista (ainda não, mas estou indo de encontro para.). Você nunca quis que eu fosse gorda. Você nunca quis que eu morasse longe. Você nunca quis que eu tivesse cabelo colorido e curtinho. E veja só você no que foi que eu me tornei: naquilo que você não queria. E isso não foi escrito com ironia, mãe. Eu sou subversiva por natureza, percebe? Não faço de propósito, é que eu acredito em mim dessa forma, só assim me sinto bem, forte suficiente pra vencer toda essa muralha de desafios que eu tenho pela frente.