Daniela Luciana, por Flavia Azevedo

Aos 42

não adianta, seja qual for o santo que se imponha na feitura é com ela que aprendo esse rir vencedor, que ofereço em lugar de qualquer tentativa (VÃ) de me diminuir, apagar ou derrotar é dela que vem essa pureza que me embala a gargalhada por essa doçura sem mágoas, que também é arma letal para inimigos com ela, que amo tanto, Oxum Menina

Mulher negra e universitária

Hoje sou universitária, mas antes disso sou mulher negra! Apesar de muitas vezes fraquejar e querer desistir de tudo, uma força maior me faz persistir e querer revolucionar junto xs companheirxs, aquele espaço, assim como fazemos aqui fora, nas nossas lutas diárias. Afinal, nossa militância não está só em espaço X ou Y: ela está presente no cotidiano, quando não nos calamos, quando resistimos, batemos o pé e lutamos juntxs para ocupar os espaços. Quero um dia poder escrever sobre a universidade que se pintou de negro, favelado, gay, trabalhador, travesti, transexual, mulher...