A atriz Cris Vianna e seu namorado

Nós somos negrxs não importa o que haja!!

Essa talvez seja uma forma de superarmos machismo e racismo, ao menos entre nós. Para compreendermos realmente a dor de nossos irmãos e irmãs é preciso que nossas dores dialoguem entre si, é preciso avançar para além dos muros impostos pela sociedade que nos escraviza e exclui diariamente de suas relações e conquistas, é preciso fazer o caminho mais difícil, seguir abrindo trilhas na mata fechada do preconceito para que nossos descendentes possam vislumbrar com mais nitidez a igualdade que tanto sonhamos.
Lia de cabelo black, fotografia com a qual competiu e ficou em segundo lugar no concurso modelo black.

Seu cabelo black combina com qualquer roupa

Falei da minha irmã pois sei de algumas desculpas usadas para se alisar o cabelo e, desejo com a história da minha irmã desfazer de forma lógica essas desculpas. A primeira e mais fácil de destruir é a de que o black combina com alguns estilos, alternativas, hippies, dependendo de como a mulher se veste não fica bem. Pelo perfil da minha irmã, advogada impecável, que vive vestida para ir a fórum, escritório e audiências, o senso comum a imaginaria de cabelo alisado. Seu black combina com qualquer roupa que coloca.
Daniela Luciana, por Flavia Azevedo

Aos 42

não adianta, seja qual for o santo que se imponha na feitura é com ela que aprendo esse rir vencedor, que ofereço em lugar de qualquer tentativa (VÃ) de me diminuir, apagar ou derrotar é dela que vem essa pureza que me embala a gargalhada por essa doçura sem mágoas, que também é arma letal para inimigos com ela, que amo tanto, Oxum Menina

Mulher negra e universitária

Hoje sou universitária, mas antes disso sou mulher negra! Apesar de muitas vezes fraquejar e querer desistir de tudo, uma força maior me faz persistir e querer revolucionar junto xs companheirxs, aquele espaço, assim como fazemos aqui fora, nas nossas lutas diárias. Afinal, nossa militância não está só em espaço X ou Y: ela está presente no cotidiano, quando não nos calamos, quando resistimos, batemos o pé e lutamos juntxs para ocupar os espaços. Quero um dia poder escrever sobre a universidade que se pintou de negro, favelado, gay, trabalhador, travesti, transexual, mulher...