#BNcast 04 Valdecir Nascimento

Ouça o quarto episódio da segunda temporada do BNcast, uma conversa com Valdecir Nascimento, historiadora e mestra em educação.

Dá o play! #BNcast

Realização – Blogueiras Negras e Rádio Aconchego e Coletivo Cabelaço.

Apoio – Fundação Heinrich Böll.

Valdecir Nascimento, historiadora e mestra em educação. Assim está sua descrição no site do Odara Instituto da Mulher Negra.

Na nossa conversa dentro do #BNCast Valdecir rememora sua origem e relação com o território: falar da Penísula de Itapagipe e como Salvador se desenvolveu a partir dali e como a maioria de sua população ainda alimenta aquele entorno, nos revela o quanto há de vida nas populações periféricas das cidades. Sua percepção aguçada os contextos, nos faz refletir como os movimentos negros e de mulheres negras tem sido, ao longo dos anos, importantes catapultas de sonhos.

Cria desses movimentos, a diretora executiva do Odara é também uma articuladora nata: compõe e faz circular a Rede de Mulheres Negras do Nordeste, a Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) e a Rede Afrolatino Americana Afro Caribenha e da Diáspora (ARMAAD) como coordenadora regional. 

A vivência de Valdecir e sua participação no movimento de mulheres negras reforça a nossa necessidade de resgate das mulheres da nossa época, que permanecem disputando espaço e continuando a história das mulheres negras – história essa que carrega, sobretudo, o legado de luta do povo negro.

Ouça também

Ouça todos os episódios da segunda temporada do #BNcast

You May Also Like
Leia mais

Por que a Militância Negra?

É escrever um texto para um blog e esperar que pelo menos alguém se sinta tocado por ele. É estudar, capacitar-se; pois o conhecimento é a maior arma que se tem contra a ignorância. Militar contra o racismo, em prol da igualdade racial, é bater de cabeça num grande bloco de gelo. Vai doer, vai parecer ineficiente durante um tempo, mas no momento em que você perceber uma mudança – por menor que ela seja – aquilo se tornará algo essencial em sua vida. Já não consigo mais ficar calada.
Leia mais

II Marcha Internacional Contra o Genocídio do Povo Negro: não vamos enterrar nossa dor.

Cansado, humilhado e revoltado, Seu Jurandy desabafou a um jornal da capital: “Pelo menos essa dor vai passar. Vou enterrar dedo, pé, o que me derem.(…) A gente nunca imagina que uma pessoa vai fazer uma crueldade dessa com o filho da gente. Vamos à luta. Meu pai enterrou os filhos lá (em Serra Preta, município perto de Feira de Santana), lá tem a carneira da família. Não vou querer enterrar meu filho aqui. Muita dor, muita crueldade…”
Leia mais

28 de setembro, Cortejo da Mulher Negra Morta em Aborto Clandestino – Ato pela legalização do aborto – São Paulo

Nós, feministas autônomas e organizações feministas, convidamos a todas as mulheres e lésbicas a participarem do “Cortejo da mulher negra morta em aborto clandestino”, onde velaremos o corpo que representa todas as clandestinas que abortaram e morreram, desapareceram, foram maltratadas, extorquidas e julgadas. Nosso clima é de LUTO quando nossos direitos são moeda de troca. Portanto, pedimos que venham vestidas com uma roupa que represente luto.