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	Comentários sobre: Como se sente uma mulher negra, gorda e demonizada pela sociedade	</title>
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	<description>Informação para fazer a cabeça</description>
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		<title>
		Por: Juliana		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/como-se-sente-uma-mulher-negra-gorda-e-demonizada-pela-sociedade/#comment-8337</link>

		<dc:creator><![CDATA[Juliana]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Mar 2016 13:06:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Primeira vez que entrei aqui pra ler um texto na íntegra, confesso que sou displicente e até um tanto preguiçosa para textos grandes (uma vergonha, eu sei!) e seu texto, primeiro me deu um alívio, era como se uma luz em neon enorme piscasse na minha timeline dizendo &quot;você não é a única!&quot; , mas ao mesmo tempo me entristece. Primeiro porque você e nenhum ser humano precisa passar por isso, nunca! E em segundo lugar porque você está se prejudicando e adoecendo em função disso e isso é muito ruim. 
Sinta-se abraçada e te desejo força pra lutar pela sua vida, pelo seu bem estar e pela sua felicidade! 
Beijos!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeira vez que entrei aqui pra ler um texto na íntegra, confesso que sou displicente e até um tanto preguiçosa para textos grandes (uma vergonha, eu sei!) e seu texto, primeiro me deu um alívio, era como se uma luz em neon enorme piscasse na minha timeline dizendo &#8220;você não é a única!&#8221; , mas ao mesmo tempo me entristece. Primeiro porque você e nenhum ser humano precisa passar por isso, nunca! E em segundo lugar porque você está se prejudicando e adoecendo em função disso e isso é muito ruim.<br />
Sinta-se abraçada e te desejo força pra lutar pela sua vida, pelo seu bem estar e pela sua felicidade!<br />
Beijos!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lu P.		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/como-se-sente-uma-mulher-negra-gorda-e-demonizada-pela-sociedade/#comment-8336</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lu P.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Mar 2016 06:35:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu sinto muito que você tenha que passar por tudo isso.
E eu desejo do fundo do meu coração que você crie forças para sair mais de casa e expandir seu círculo de amigos. E que os novos amigos sejam tão ou mais legais quanto os que ignoraram a piada imbecil merda que os playboys fizeram.
E que, nesse processo, que sua auto-estima vá melhorando, vá aumentando.
Desejo também que você consiga o emprego que você tanto deseja.
E eu te desejo muito amor.
Muito amor de amigos e de você para você mesma.
E, sim, eu desejo que você encontre alguém com quem se relacionar física e emocionalmente.

Talvez você leia esse comentário todo cheio de &quot;desejo&quot; e pense &quot;Mais uma com a vida boa me desejando coisas que só acontecem pros outros, coisas que não acontecem pra mim.&quot;
Mas não é isso. Tirando a parte de ser gorda (e os relacionados), tudo que você disse são coisas que eu também estou enfrentando (poucos amigos, emprego ruim, depressão, falta de amor, auto-estima inexistente, vontade de me matar).
Tudo que eu te desejei mais acima é o que eu desejo para mim.
Então é o que eu vou desejar para você também.

Boa sorte pra gente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sinto muito que você tenha que passar por tudo isso.<br />
E eu desejo do fundo do meu coração que você crie forças para sair mais de casa e expandir seu círculo de amigos. E que os novos amigos sejam tão ou mais legais quanto os que ignoraram a piada imbecil merda que os playboys fizeram.<br />
E que, nesse processo, que sua auto-estima vá melhorando, vá aumentando.<br />
Desejo também que você consiga o emprego que você tanto deseja.<br />
E eu te desejo muito amor.<br />
Muito amor de amigos e de você para você mesma.<br />
E, sim, eu desejo que você encontre alguém com quem se relacionar física e emocionalmente.</p>
<p>Talvez você leia esse comentário todo cheio de &#8220;desejo&#8221; e pense &#8220;Mais uma com a vida boa me desejando coisas que só acontecem pros outros, coisas que não acontecem pra mim.&#8221;<br />
Mas não é isso. Tirando a parte de ser gorda (e os relacionados), tudo que você disse são coisas que eu também estou enfrentando (poucos amigos, emprego ruim, depressão, falta de amor, auto-estima inexistente, vontade de me matar).<br />
Tudo que eu te desejei mais acima é o que eu desejo para mim.<br />
Então é o que eu vou desejar para você também.</p>
<p>Boa sorte pra gente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Viviane souza		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/como-se-sente-uma-mulher-negra-gorda-e-demonizada-pela-sociedade/#comment-8193</link>

		<dc:creator><![CDATA[Viviane souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2016 13:56:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lendo o seu texto fique surpresa, triste, admirada e finalmente chateada. Pegando uma deixa do que foi explanado por uma leitora do blog vou apresentar-me: Sou preta, meu cabelo é crespo, meu nariz é de batata e estou acima do peso. Sim, já sofri com comentários maldosos e depreciativos. Quando era mais nova isso me afetou deveras, inclusive tive algumas atitudes similares a sua, mas inconsciente me protegia, pois é difícil admitirmos para nós mesmo que fomos excluídos ou rejeitados por nossa cor, aparência ou classe social. Quando entrei na faculdade tinha certo receio de dizer que era bolsista, mas isso acabou no primeiro semestre, depois comecei a ter orgulho de dizer que o fruto meu esforço e conquista. Já fui a feia do grupo, a estranha, desajeitada,  a que se escondia. O  autoconhecimento e o respeito a me mesma me fizeram mudar, não de personalidade, mas de perspectiva. Deixei meu cabelo crescer crespo (SE FOR PRA SER FELIZ E SE SENTI MELHOR ALISE), pintei de vermelho (QUE CHOQUE PARA ALGUMAS PESSOAS) e comecei usar batom de cor (ANTERIORMENTE ISSO NUNCA ACONTECIA, AINDA MAIS COM MEUS LÁBIOS GROSSOS, VERMELHO NEM PENSA. PARA UMA SOCIEDADE MACHISTA É COISA DE PUTA E SE FOR NEGRA, DEUS ME LIVRE). Parei de reclamar de quem eu era e passei a exercer o papel de que eu quero ser, a me mostrar, a incomoda e aceitar como eu sou. Cheia de falha limitações, mas uma pessoa dedicada, esforçada, bonita, corajosa e inteligente. O preconceito, o racismo e a intolerância não vão acaba da noite para o dia e talvez nunca acabe. VOCÊ FOI EXTREMAMENTE CORAJOSA , SEJA MAIS AINDA , OUSE. NÃO ACEITE ESSE PAPEL QUE A SOCIEDADE TE IMPÕE. MENINAS SEJAM CORAJOSAS, O OPRESSOR NUNCA ESTÁ CERTO E QUE TAL LUTAR CONTRA O PAPEL DE OPRIMIDO? SEI O QUE É CONVIVER COM O RACISMO.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo o seu texto fique surpresa, triste, admirada e finalmente chateada. Pegando uma deixa do que foi explanado por uma leitora do blog vou apresentar-me: Sou preta, meu cabelo é crespo, meu nariz é de batata e estou acima do peso. Sim, já sofri com comentários maldosos e depreciativos. Quando era mais nova isso me afetou deveras, inclusive tive algumas atitudes similares a sua, mas inconsciente me protegia, pois é difícil admitirmos para nós mesmo que fomos excluídos ou rejeitados por nossa cor, aparência ou classe social. Quando entrei na faculdade tinha certo receio de dizer que era bolsista, mas isso acabou no primeiro semestre, depois comecei a ter orgulho de dizer que o fruto meu esforço e conquista. Já fui a feia do grupo, a estranha, desajeitada,  a que se escondia. O  autoconhecimento e o respeito a me mesma me fizeram mudar, não de personalidade, mas de perspectiva. Deixei meu cabelo crescer crespo (SE FOR PRA SER FELIZ E SE SENTI MELHOR ALISE), pintei de vermelho (QUE CHOQUE PARA ALGUMAS PESSOAS) e comecei usar batom de cor (ANTERIORMENTE ISSO NUNCA ACONTECIA, AINDA MAIS COM MEUS LÁBIOS GROSSOS, VERMELHO NEM PENSA. PARA UMA SOCIEDADE MACHISTA É COISA DE PUTA E SE FOR NEGRA, DEUS ME LIVRE). Parei de reclamar de quem eu era e passei a exercer o papel de que eu quero ser, a me mostrar, a incomoda e aceitar como eu sou. Cheia de falha limitações, mas uma pessoa dedicada, esforçada, bonita, corajosa e inteligente. O preconceito, o racismo e a intolerância não vão acaba da noite para o dia e talvez nunca acabe. VOCÊ FOI EXTREMAMENTE CORAJOSA , SEJA MAIS AINDA , OUSE. NÃO ACEITE ESSE PAPEL QUE A SOCIEDADE TE IMPÕE. MENINAS SEJAM CORAJOSAS, O OPRESSOR NUNCA ESTÁ CERTO E QUE TAL LUTAR CONTRA O PAPEL DE OPRIMIDO? SEI O QUE É CONVIVER COM O RACISMO.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ana Cristina Santos		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/como-se-sente-uma-mulher-negra-gorda-e-demonizada-pela-sociedade/#comment-8158</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ana Cristina Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2016 04:42:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em muitos momentos do seu texto achei que estivesse falando de mim. Sou filha de um negro e uma loira de olhos azuis, ambos já falecidos. Minha mãe morreu quando eu era criança e, depois que meu pai também se foi, passei a ser tratada como lixo pela família dela, pessoas com quem sempre convivi. Até expulsa da casa onde cresci eu fui. Hoje percebo que era discriminada por eles desde a mais tenra idade como quando um tio me oferecia insistentemente um par de brincos para que eu aceitasse cortar meu cabelo africano, mesmo ele estando SEMPRE trançado. E os comentários sobre meu físico? Eles tentaram, mas, não sei por que, nunca conseguiram matar minha autoestima. Um dia, quando não tinha mais nada, nem família, nem casa, nem trabalho, nem dinheiro, conheci um homem que me trouxe um pouco de emoção e prazer. Em seis meses estava grávida e meu filho está hoje com 1 ano e 10 meses. Não sou casada, afinal mulheres como nós não são para casar, não é? Mas isso é o de menos. Tenho minha casa, meu filho e a distância daqueles que me magoaram. Meu bebê é loiro de olhos azuis como o pai e todos os dias me pergunto como farei para que ele reconheça, respeite e ame suas raízes negras. Ainda tenho muito que lutar, mas meu Miguel me salvou do vazio, me tirou da beira do abismo. Foi um presente que Deus me deu e que salvou a minha vida. Tenha FÉ. Foi o que me fez ficar viva.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em muitos momentos do seu texto achei que estivesse falando de mim. Sou filha de um negro e uma loira de olhos azuis, ambos já falecidos. Minha mãe morreu quando eu era criança e, depois que meu pai também se foi, passei a ser tratada como lixo pela família dela, pessoas com quem sempre convivi. Até expulsa da casa onde cresci eu fui. Hoje percebo que era discriminada por eles desde a mais tenra idade como quando um tio me oferecia insistentemente um par de brincos para que eu aceitasse cortar meu cabelo africano, mesmo ele estando SEMPRE trançado. E os comentários sobre meu físico? Eles tentaram, mas, não sei por que, nunca conseguiram matar minha autoestima. Um dia, quando não tinha mais nada, nem família, nem casa, nem trabalho, nem dinheiro, conheci um homem que me trouxe um pouco de emoção e prazer. Em seis meses estava grávida e meu filho está hoje com 1 ano e 10 meses. Não sou casada, afinal mulheres como nós não são para casar, não é? Mas isso é o de menos. Tenho minha casa, meu filho e a distância daqueles que me magoaram. Meu bebê é loiro de olhos azuis como o pai e todos os dias me pergunto como farei para que ele reconheça, respeite e ame suas raízes negras. Ainda tenho muito que lutar, mas meu Miguel me salvou do vazio, me tirou da beira do abismo. Foi um presente que Deus me deu e que salvou a minha vida. Tenha FÉ. Foi o que me fez ficar viva.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Maria Antonia		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/como-se-sente-uma-mulher-negra-gorda-e-demonizada-pela-sociedade/#comment-8019</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria Antonia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2016 02:06:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Emocionada, indentificada e abatida... Sinto muito por tudo isso, por todas nós.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Emocionada, indentificada e abatida&#8230; Sinto muito por tudo isso, por todas nós.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mariana		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/como-se-sente-uma-mulher-negra-gorda-e-demonizada-pela-sociedade/#comment-8004</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mariana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jan 2016 09:17:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Procurei algo sobre gordas empoderadas e estrias (sim, ainda tenho problemas com isso), acabei caindo aqui e me interessei pelo texto, portanto terminei de o ler. E, poxa, sua carga emocional de vida é muito parecida com a minha. 
Quando eu estava na sexta série, comecei a participar de um programa social que na oitava série me colocou num colégio particular. Foram 4 anos de tortura e estilhaçamento emocional. Primeiramente, dentro de casa, a linguagem foi sempre ódio, minha mãe nunca fez a linha amorosa. Depois, a psicóloga do programa veio com uma conversa de que eu deveria emagrecer, pois se não ia perder todos os processos que uma garota &quot;normal&quot; (porque sim, eu era o et) passaria, tipo primeiro beijo, meninos e afins. 
Eu sabia que era gorda, mas eu amava cada centímetro do meu corpo e me relacionava muito bem com as pessoas. Sem neuras. Eu já havia dado meu primeiro beijo aos 11 anos, inclusive. Foi ela dar o recado e as aulas começarem, que minha autoimagem foi desmoronando. No meio dos riquinhos (maioria plásticos e misóginos - só não digo todos não porquê ainda) que eu comecei a sentir que eu estava errada em ser quem eu era. Ninguém conversava comigo naquele lugar, ninguém demonstrava um mísero interesse. Eu comecei a me isolar, e mudei bruscamente com as pessoas. Eu me transformei em puro ódio e apatia. 
No primeiro ano, surgiram uns boatos de mim numa festa, algo como sexo (o que pra aqueles misóginos era demais), e eu sabia que devia desmentir tudo, porém aproveitei a mentira pra manter a bolha ao meu redor. E assim, foram 3 anos de total isolamento.
Depois que saí do colégio, entrei na universidade. Estou no segundo ano ainda, era pra eu estar no terceiro. Ano passado, meu computador quebrou e como não me dou bem com ninguém (era em dupla), fiquei sem entregar meus trabalhos, além de deixar de ir às aulas de um professor por atitudes grosseiras da parte dele - problemas comigo mesma também. 
Eu moro em uma cidade pequena, com uma mentalidade conservadora, e lotada de brancos racistas. Dessa forma, sofri não apenas por ser gorda, como também pela minha pele. Eu só não fui mais motivo de piada, por causa do meu casulo.
Tipo, hoje, eu percebo que tenho que mudar, ser positiva. As críticas vem pra todo mundo. Ninguém recebe só elogios. E isso tem mudado o mundo pra mim. Eu olho pra tudo que eu vivi, e embora enquanto eu estivesse vivendo isso tudo tenha sido penoso, eu faria tudo igualmente.
Eu olho pro meu corpo e embora ele não seja a projeção ideal da sociedade, eu sei valorizar cada pedaço dele. E quem me diz que ele não é legal, assim como eu, eu digo massa. E saio andando. Nem me dar ao trabalho de trocar xingamento eu me dou mais. Eu sou perfeita e preciso de amor. Você não pode me dar? Pois bem, dane-se. 
Ahh, a palavra foda-se mudou meu mundo também. Hahaha. E eu queria dizer pra você, que não importa o quão desajustada você pareça aos outros, ninguém tem o direito de lhe dizer que não merece ser amada. A começar por você! Ame muito seu corpo negro, sua barriga redondinha, seus pés de pãozinho, seu queixo duplo, porque você é um dna único na Terra, e sua história vale muito. Linda &#060;3]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Procurei algo sobre gordas empoderadas e estrias (sim, ainda tenho problemas com isso), acabei caindo aqui e me interessei pelo texto, portanto terminei de o ler. E, poxa, sua carga emocional de vida é muito parecida com a minha.<br />
Quando eu estava na sexta série, comecei a participar de um programa social que na oitava série me colocou num colégio particular. Foram 4 anos de tortura e estilhaçamento emocional. Primeiramente, dentro de casa, a linguagem foi sempre ódio, minha mãe nunca fez a linha amorosa. Depois, a psicóloga do programa veio com uma conversa de que eu deveria emagrecer, pois se não ia perder todos os processos que uma garota &#8220;normal&#8221; (porque sim, eu era o et) passaria, tipo primeiro beijo, meninos e afins.<br />
Eu sabia que era gorda, mas eu amava cada centímetro do meu corpo e me relacionava muito bem com as pessoas. Sem neuras. Eu já havia dado meu primeiro beijo aos 11 anos, inclusive. Foi ela dar o recado e as aulas começarem, que minha autoimagem foi desmoronando. No meio dos riquinhos (maioria plásticos e misóginos &#8211; só não digo todos não porquê ainda) que eu comecei a sentir que eu estava errada em ser quem eu era. Ninguém conversava comigo naquele lugar, ninguém demonstrava um mísero interesse. Eu comecei a me isolar, e mudei bruscamente com as pessoas. Eu me transformei em puro ódio e apatia.<br />
No primeiro ano, surgiram uns boatos de mim numa festa, algo como sexo (o que pra aqueles misóginos era demais), e eu sabia que devia desmentir tudo, porém aproveitei a mentira pra manter a bolha ao meu redor. E assim, foram 3 anos de total isolamento.<br />
Depois que saí do colégio, entrei na universidade. Estou no segundo ano ainda, era pra eu estar no terceiro. Ano passado, meu computador quebrou e como não me dou bem com ninguém (era em dupla), fiquei sem entregar meus trabalhos, além de deixar de ir às aulas de um professor por atitudes grosseiras da parte dele &#8211; problemas comigo mesma também.<br />
Eu moro em uma cidade pequena, com uma mentalidade conservadora, e lotada de brancos racistas. Dessa forma, sofri não apenas por ser gorda, como também pela minha pele. Eu só não fui mais motivo de piada, por causa do meu casulo.<br />
Tipo, hoje, eu percebo que tenho que mudar, ser positiva. As críticas vem pra todo mundo. Ninguém recebe só elogios. E isso tem mudado o mundo pra mim. Eu olho pra tudo que eu vivi, e embora enquanto eu estivesse vivendo isso tudo tenha sido penoso, eu faria tudo igualmente.<br />
Eu olho pro meu corpo e embora ele não seja a projeção ideal da sociedade, eu sei valorizar cada pedaço dele. E quem me diz que ele não é legal, assim como eu, eu digo massa. E saio andando. Nem me dar ao trabalho de trocar xingamento eu me dou mais. Eu sou perfeita e preciso de amor. Você não pode me dar? Pois bem, dane-se.<br />
Ahh, a palavra foda-se mudou meu mundo também. Hahaha. E eu queria dizer pra você, que não importa o quão desajustada você pareça aos outros, ninguém tem o direito de lhe dizer que não merece ser amada. A começar por você! Ame muito seu corpo negro, sua barriga redondinha, seus pés de pãozinho, seu queixo duplo, porque você é um dna único na Terra, e sua história vale muito. Linda &lt;3</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Karin		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/como-se-sente-uma-mulher-negra-gorda-e-demonizada-pela-sociedade/#comment-7989</link>

		<dc:creator><![CDATA[Karin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2016 17:35:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Militante solitária, gostaria de te dizer que você é uma pessoa muito inteligente de grande valor e que não pode e não deve se deixar abater de maneira nenhuma. Tenho uma filha com problemas semelhantes aos seus. Gostaria muito que você me ajudasse e que nós criássemos um grupo para ajudar todas as pessoas que tem esse tipo de problema e as dificuldades que você encontrou na sua jornada diária. Por favor não desista de você mesma e pense com carinho na minha sugestão. Luto diariamente para que minha filha se aceite e não é fácil...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Militante solitária, gostaria de te dizer que você é uma pessoa muito inteligente de grande valor e que não pode e não deve se deixar abater de maneira nenhuma. Tenho uma filha com problemas semelhantes aos seus. Gostaria muito que você me ajudasse e que nós criássemos um grupo para ajudar todas as pessoas que tem esse tipo de problema e as dificuldades que você encontrou na sua jornada diária. Por favor não desista de você mesma e pense com carinho na minha sugestão. Luto diariamente para que minha filha se aceite e não é fácil&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Elisabete Santos		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/como-se-sente-uma-mulher-negra-gorda-e-demonizada-pela-sociedade/#comment-7931</link>

		<dc:creator><![CDATA[Elisabete Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Jan 2016 22:41:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Oi! Triste realidade que o seu texto desnuda de forma tão forte que dá vontade de que seja somente ficção :-( ... 
Não... Não sei o que você está passando ou passou, sou mulher, negra, pobre, nascida na baixada fluminense, gorda... mas aprendi cedo que cada dor é única!
Quando quiser... Quando precisar... Quando desacreditar... Me chama!!! Vamos chorar... sorrir... gritar... brigar por essa Vida... #sóderaiva]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi! Triste realidade que o seu texto desnuda de forma tão forte que dá vontade de que seja somente ficção 🙁 &#8230;<br />
Não&#8230; Não sei o que você está passando ou passou, sou mulher, negra, pobre, nascida na baixada fluminense, gorda&#8230; mas aprendi cedo que cada dor é única!<br />
Quando quiser&#8230; Quando precisar&#8230; Quando desacreditar&#8230; Me chama!!! Vamos chorar&#8230; sorrir&#8230; gritar&#8230; brigar por essa Vida&#8230; #sóderaiva</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Cléo		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/como-se-sente-uma-mulher-negra-gorda-e-demonizada-pela-sociedade/#comment-7884</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cléo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Dec 2015 07:23:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Idem!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Idem!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Aline Nery		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/como-se-sente-uma-mulher-negra-gorda-e-demonizada-pela-sociedade/#comment-7881</link>

		<dc:creator><![CDATA[Aline Nery]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Dec 2015 23:59:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Que força e que lição suas palavras expressam. Sinto uma afinidade imensa com a situação, mas ao mesmo tempo cresce em mim um desejo de empoderamento, uma vontade imensa de exigir respeito por nossos corpos, pela nossa individualidade, por nossa diferença. Precisamos lutar e reagir frente a esse abuso e a essa violência simbólica que cada vez mais nos ceifa a vontade de viver]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que força e que lição suas palavras expressam. Sinto uma afinidade imensa com a situação, mas ao mesmo tempo cresce em mim um desejo de empoderamento, uma vontade imensa de exigir respeito por nossos corpos, pela nossa individualidade, por nossa diferença. Precisamos lutar e reagir frente a esse abuso e a essa violência simbólica que cada vez mais nos ceifa a vontade de viver</p>
]]></content:encoded>
		
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