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	Comentários sobre: Discutir branquitude: o calo que me dói	</title>
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	<description>Informação para fazer a cabeça</description>
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	<item>
		<title>
		Por: Didica Vasconcelos		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-8594</link>

		<dc:creator><![CDATA[Didica Vasconcelos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 May 2016 14:44:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Obrigada pelos textos da página. Ouvi a palavra BRANQUITUDE ontem e não consigo para de ler sobre o assunto. Se puderem me indicar mais coisas pra ler vou adorar. Sou branca e reconheço os privilégios que tenho, mesmo sendo pobre e da periferia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigada pelos textos da página. Ouvi a palavra BRANQUITUDE ontem e não consigo para de ler sobre o assunto. Se puderem me indicar mais coisas pra ler vou adorar. Sou branca e reconheço os privilégios que tenho, mesmo sendo pobre e da periferia.</p>
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		<title>
		Por: Raquel Xavir		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-6269</link>

		<dc:creator><![CDATA[Raquel Xavir]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2015 02:31:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Larissa, ouvi muito pouco sobre a branquitude, mas isso porque estou num curso de humanas. Se você tiver material e puder me enviar, gostaria muito de ler maia a respeito. Sou branca, incomodada com o racismo, com os privilégios brancos, com a violência contra negros e sinto que, como branca, preciso me colocar melhor nesse debate, sem negar minha cor e minha ancestralidade, mas sem aceitar privilégios sociais por isso, recusando qualquer tentativa da valorar minha cor e minha ancestralidade como melhores ou superiores que a de quaisquer outros.
Se puder me enviar textos sobre branquitude, agradeço.  :)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Larissa, ouvi muito pouco sobre a branquitude, mas isso porque estou num curso de humanas. Se você tiver material e puder me enviar, gostaria muito de ler maia a respeito. Sou branca, incomodada com o racismo, com os privilégios brancos, com a violência contra negros e sinto que, como branca, preciso me colocar melhor nesse debate, sem negar minha cor e minha ancestralidade, mas sem aceitar privilégios sociais por isso, recusando qualquer tentativa da valorar minha cor e minha ancestralidade como melhores ou superiores que a de quaisquer outros.<br />
Se puder me enviar textos sobre branquitude, agradeço.  🙂</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Lala		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-1893</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lala]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Sep 2013 03:28:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acho q nunca ouvi falar sobre branquitude. Do que se trata?

Responder a um questionário de etnicidade(?)/cor pra mim é uma tortura, me da nó na garganta.
Minha mãe é descendente de italianos (que vieram pras colônias) e já ouvi ela falar q só não é italiana &quot;por acidente geográfico&quot;. Ela realmente se  identifica com a itália, , mas provavelmente a renascentista. rs
Meu pai é mestiço das 3 correntes formadoras do Brasil, por assim dizer. Passou por um processo de embranquecimento devido a ascensão(?) social.
Puxei ao fenótipo da minha mãe, mas nunca me considerei branca (até pq qnd me colocava do lado dela ela era &quot;mais branca&quot;, então eu não podia ser branca). Morena clara me parecia uma boa definição.
Já com meu marido é o contrário: a mãe é mestiça (&quot;puxada pro índio&quot;) e o pai é descendente de português e meu marido puxou aos tios irmãos da mãe (&quot;puxados pros negros&quot;); eu o considerava como moreno, apenas. Então foi uma surpresa quando meus amigos negros e militantes o chamaram de negro, pois, ao lado deles, eu não o achava &quot;tão negro assim&quot;.

Foram esses amigos q me atentaram para o fato d q que a minha &#039;miscigenação&quot; não me traz problemas. Foi duro reconhecer isso qnd eles falaram, pois senti q isso me excluiu de um mundo em q eu me reconhecia e me jogou em outro em que eu não me reconheço; no meio deles, eu era &quot;a branca do grupo&quot;.

Dentro desses discursos, onde nos encaixamos?
Quais os caminhos possíveis?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho q nunca ouvi falar sobre branquitude. Do que se trata?</p>
<p>Responder a um questionário de etnicidade(?)/cor pra mim é uma tortura, me da nó na garganta.<br />
Minha mãe é descendente de italianos (que vieram pras colônias) e já ouvi ela falar q só não é italiana &#8220;por acidente geográfico&#8221;. Ela realmente se  identifica com a itália, , mas provavelmente a renascentista. rs<br />
Meu pai é mestiço das 3 correntes formadoras do Brasil, por assim dizer. Passou por um processo de embranquecimento devido a ascensão(?) social.<br />
Puxei ao fenótipo da minha mãe, mas nunca me considerei branca (até pq qnd me colocava do lado dela ela era &#8220;mais branca&#8221;, então eu não podia ser branca). Morena clara me parecia uma boa definição.<br />
Já com meu marido é o contrário: a mãe é mestiça (&#8220;puxada pro índio&#8221;) e o pai é descendente de português e meu marido puxou aos tios irmãos da mãe (&#8220;puxados pros negros&#8221;); eu o considerava como moreno, apenas. Então foi uma surpresa quando meus amigos negros e militantes o chamaram de negro, pois, ao lado deles, eu não o achava &#8220;tão negro assim&#8221;.</p>
<p>Foram esses amigos q me atentaram para o fato d q que a minha &#8216;miscigenação&#8221; não me traz problemas. Foi duro reconhecer isso qnd eles falaram, pois senti q isso me excluiu de um mundo em q eu me reconhecia e me jogou em outro em que eu não me reconheço; no meio deles, eu era &#8220;a branca do grupo&#8221;.</p>
<p>Dentro desses discursos, onde nos encaixamos?<br />
Quais os caminhos possíveis?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Larissa Santiago		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-1843</link>

		<dc:creator><![CDATA[Larissa Santiago]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2013 04:25:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-1683&quot;&gt;Pâmela Luciene Paiva&lt;/a&gt;.

Pamela, teno alguns artigos sobre. Me passa seu email pra que eu possa te enviar?

beijos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-1683">Pâmela Luciene Paiva</a>.</p>
<p>Pamela, teno alguns artigos sobre. Me passa seu email pra que eu possa te enviar?</p>
<p>beijos</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pâmela Luciene Paiva		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-1683</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pâmela Luciene Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2013 14:55:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Larissa vc pode me passar algumas referências de livros que tratam disso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Larissa vc pode me passar algumas referências de livros que tratam disso?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manuela Chagas		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-1681</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manuela Chagas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2013 14:22:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Já tinha visto falar sobre branquitude e me interessei bastante,pretendo iniciar estudos sobre o tema aqui no Brasil. Concordo quando Larissa fala que a discussão sobre relações raciais tem que engoblar negros e brancos na resolução do racismo. Já que enquanto um grupo sofre o racismo o outro grupo se beneficia. Enfim, vou acompanhar a discussão. E deixo meus parabéns pelo blog. Comento com uma colega que  depois de um tempo percebendo as contradições da sociedade racista brasileira vc passa a questionar porque coisas óbvias não são percebidas e de certa forma nos desestimulamos na discussão.Muito bom o blog, parabéns.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já tinha visto falar sobre branquitude e me interessei bastante,pretendo iniciar estudos sobre o tema aqui no Brasil. Concordo quando Larissa fala que a discussão sobre relações raciais tem que engoblar negros e brancos na resolução do racismo. Já que enquanto um grupo sofre o racismo o outro grupo se beneficia. Enfim, vou acompanhar a discussão. E deixo meus parabéns pelo blog. Comento com uma colega que  depois de um tempo percebendo as contradições da sociedade racista brasileira vc passa a questionar porque coisas óbvias não são percebidas e de certa forma nos desestimulamos na discussão.Muito bom o blog, parabéns.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Juliana Mesomo		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-1676</link>

		<dc:creator><![CDATA[Juliana Mesomo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2013 05:10:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[oi Larissa! adorei seu texto! Eu estudo Antropologia e, pelo menos nessa área, tenho a mesma sensação que a sua: parece que para falar do tema racial se recorre sempre aos negros, como se a ideia de &quot;branquitude&quot; não fosse central para a construção da ideia de &quot;negritude&quot;. Eu sou branca, a maioria dos meus colegas e a quase totalidade dos professores também, e alguns estudam sobre questões étnico-raciais (incluindo racismo) a partir das questões que afetam os negros - sem estudar brancos, o que os incluiria também. E, segundo algumas coisas que li também, a identidade branca tende a se desmarcar, se apresentando como neutra ou &quot;sem cor&quot;.... ao não mencionar a branquitude se constrói ela como &quot;invisível&quot; de certa forma. Queria saber o que tu pensas disso! Pesquisadores brancos falando sobre negros acho que é válido, mas falando SEMPRE sobre negros (sem falar sobre brancos) não reproduz uma relação desigual ou colonial?

Fora isso, tenho outra inquietação. Tem um problema que sempre nos defrontamos, digo como mulheres, ao falar ou escrever, que é diminuir um pouco a seriedade do que estamos colocando. Nos deparamos com isso todos os dias, eu sinto isso pelo menos - então damos risadas ou dizemos &quot;eu acho,,,quem sabe&quot; com muita frequência. Por isso não entendi quando tu dizes &quot;Esperando contribuir para um mundo melhor [brinks]&quot; - a parte do &quot;brinks&quot; hehe. Não é a intenção contribuir para um mundo melhor? Talvez não seja mesmo, acho que nas nossas lutas não temos que ter essa carga toda, podemos estar pensando em melhorar nossas vidas e das pessoas que amamos/estão próximas - e acho isso muito justo. Mas se é tua/nossa intenção melhorar o mundo declaradamente, não tem porque o &quot;brinks&quot;. Mas digo isso como alguém que acaba fazendo isso várias vezes (dizer &quot;brinks&quot; pra coisas sérias) por isso pergunto pra refletirmos junto!

Beijos! Juliana]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>oi Larissa! adorei seu texto! Eu estudo Antropologia e, pelo menos nessa área, tenho a mesma sensação que a sua: parece que para falar do tema racial se recorre sempre aos negros, como se a ideia de &#8220;branquitude&#8221; não fosse central para a construção da ideia de &#8220;negritude&#8221;. Eu sou branca, a maioria dos meus colegas e a quase totalidade dos professores também, e alguns estudam sobre questões étnico-raciais (incluindo racismo) a partir das questões que afetam os negros &#8211; sem estudar brancos, o que os incluiria também. E, segundo algumas coisas que li também, a identidade branca tende a se desmarcar, se apresentando como neutra ou &#8220;sem cor&#8221;&#8230;. ao não mencionar a branquitude se constrói ela como &#8220;invisível&#8221; de certa forma. Queria saber o que tu pensas disso! Pesquisadores brancos falando sobre negros acho que é válido, mas falando SEMPRE sobre negros (sem falar sobre brancos) não reproduz uma relação desigual ou colonial?</p>
<p>Fora isso, tenho outra inquietação. Tem um problema que sempre nos defrontamos, digo como mulheres, ao falar ou escrever, que é diminuir um pouco a seriedade do que estamos colocando. Nos deparamos com isso todos os dias, eu sinto isso pelo menos &#8211; então damos risadas ou dizemos &#8220;eu acho,,,quem sabe&#8221; com muita frequência. Por isso não entendi quando tu dizes &#8220;Esperando contribuir para um mundo melhor [brinks]&#8221; &#8211; a parte do &#8220;brinks&#8221; hehe. Não é a intenção contribuir para um mundo melhor? Talvez não seja mesmo, acho que nas nossas lutas não temos que ter essa carga toda, podemos estar pensando em melhorar nossas vidas e das pessoas que amamos/estão próximas &#8211; e acho isso muito justo. Mas se é tua/nossa intenção melhorar o mundo declaradamente, não tem porque o &#8220;brinks&#8221;. Mas digo isso como alguém que acaba fazendo isso várias vezes (dizer &#8220;brinks&#8221; pra coisas sérias) por isso pergunto pra refletirmos junto!</p>
<p>Beijos! Juliana</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Raquel Moreira		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-1675</link>

		<dc:creator><![CDATA[Raquel Moreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2013 05:04:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Oi Larissa,

Sim, já ouvi falar de branquitude, mas deve ser porque estou na academia estadounidense há três anos. Eu acho muito importante o tema ter chegado ao Brasil em forma de discussão teórica/filosófica/acadêmica, já que é um assunto novo, pois nasceu da percepção, das experiências das &quot;pessoas de cor&quot; (aqui nos EUA, como você deve saber, existem outras categorias de raça que são consideradas--e são--oprimidas pela maioria branca). E olha que coisa, nos estudos de gênero, parece que esse reconhecimento de que existe um grupo se beneficiando da opressão alheia já rola há um tempo, até mesmo antes dos estudos da masculinidade--e, olha, eu já ouvi críticas pesadíssimas feitas por feministas das antigas sobre esse tipo de pesquisa. O medo parece ser o mesmo de quem está agora se familiarizando com os estudos sobre a branquitude, pelo menos pra quem tem um ponto de vista crítico: como falar sobre o opressor sem re-centralizar sua opressão e seu domínio? Porque o que começou a acontecer aqui nos EUA durante congressos, debates, etc. é que os espaços de discussão sobre privilégio viraram divã para gente (mulheres) branca(s) chorar as mágoas da opressão involuntária. E essas lágrimas comovem mais do que a opressão em si. As mulheres negras, especialmente, mas também as latinas, continuaram a ser tratadas como &quot;angry&quot;. A conclusão a que muita gente que estuda whiteness aqui chega é: aprendam a ouvir quem sofre com racismo estrutural. E eu aprendi e aprendo muito com as mulheres negras da minha vida, acadêmica e pessoal. Ainda assim, pessoas brancas são vistas como se tivessem mais credibilidade quando o assunto é whiteness (na verdade, quando o assunto é qualquer coisa, né? Aí vem de novo a questão da branquitude como símbolo de neutralidade, imparcialidade, como a não-raça), e isso me deixa pra morrer. 

Enfim, fico feliz que você e outras estejam conseguindo introduzir os temas nas rodas de debate. Mas ó, força aí. Reconhecer privilégio é uma das tarefas auto-reflexivas mais trabalhosas. 

Um beijo e parabéns pelo texto.

Raquel]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Larissa,</p>
<p>Sim, já ouvi falar de branquitude, mas deve ser porque estou na academia estadounidense há três anos. Eu acho muito importante o tema ter chegado ao Brasil em forma de discussão teórica/filosófica/acadêmica, já que é um assunto novo, pois nasceu da percepção, das experiências das &#8220;pessoas de cor&#8221; (aqui nos EUA, como você deve saber, existem outras categorias de raça que são consideradas&#8211;e são&#8211;oprimidas pela maioria branca). E olha que coisa, nos estudos de gênero, parece que esse reconhecimento de que existe um grupo se beneficiando da opressão alheia já rola há um tempo, até mesmo antes dos estudos da masculinidade&#8211;e, olha, eu já ouvi críticas pesadíssimas feitas por feministas das antigas sobre esse tipo de pesquisa. O medo parece ser o mesmo de quem está agora se familiarizando com os estudos sobre a branquitude, pelo menos pra quem tem um ponto de vista crítico: como falar sobre o opressor sem re-centralizar sua opressão e seu domínio? Porque o que começou a acontecer aqui nos EUA durante congressos, debates, etc. é que os espaços de discussão sobre privilégio viraram divã para gente (mulheres) branca(s) chorar as mágoas da opressão involuntária. E essas lágrimas comovem mais do que a opressão em si. As mulheres negras, especialmente, mas também as latinas, continuaram a ser tratadas como &#8220;angry&#8221;. A conclusão a que muita gente que estuda whiteness aqui chega é: aprendam a ouvir quem sofre com racismo estrutural. E eu aprendi e aprendo muito com as mulheres negras da minha vida, acadêmica e pessoal. Ainda assim, pessoas brancas são vistas como se tivessem mais credibilidade quando o assunto é whiteness (na verdade, quando o assunto é qualquer coisa, né? Aí vem de novo a questão da branquitude como símbolo de neutralidade, imparcialidade, como a não-raça), e isso me deixa pra morrer. </p>
<p>Enfim, fico feliz que você e outras estejam conseguindo introduzir os temas nas rodas de debate. Mas ó, força aí. Reconhecer privilégio é uma das tarefas auto-reflexivas mais trabalhosas. </p>
<p>Um beijo e parabéns pelo texto.</p>
<p>Raquel</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Michelle		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-1671</link>

		<dc:creator><![CDATA[Michelle]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2013 02:37:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blogueirasnegras.wordpress.com/?p=1640#comment-1671</guid>

					<description><![CDATA[O que é branquitude ?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que é branquitude ?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Larissa Santiago		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-1670</link>

		<dc:creator><![CDATA[Larissa Santiago]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2013 02:13:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blogueirasnegras.wordpress.com/?p=1640#comment-1670</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-1389&quot;&gt;Thais&lt;/a&gt;.

Thais, esse debate me parece ser recente no Brasil, mas nos EUA, os estudos datam de 1890, chegando a 1920 e em 1993... Aos poucos, vamos conversando pelo Blogueiras Negras ;)

beijos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/discutir-branquitude-o-calo-que-me-doi/#comment-1389">Thais</a>.</p>
<p>Thais, esse debate me parece ser recente no Brasil, mas nos EUA, os estudos datam de 1890, chegando a 1920 e em 1993&#8230; Aos poucos, vamos conversando pelo Blogueiras Negras 😉</p>
<p>beijos</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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