GRANA PRETA, documentário sobre negócios em favela e empreendedores negros estreia em setembro.

Dia 16 de setembro estreia o documentário Grana Preta na Casa Brota – Coworking de Favela no Complexo do Alemão. Além da exibição, vai rolar um bate-papo sobre Black Money com Marcelo Magano, ator e integrante da Casa Brota, Marcela Lisboa, jornalista e cineasta, Marcelo Ramos, criador da cerveja artesanal Complexo do Alemão e com a mediação de Thamyra Thâmara, criadora do GatoMIDIA, espaço de aprendizado em mídia e tecnologia para jovens negros e de espaços populares.

A ideia de produzir o documentário surgiu depois de uma pesquisa qualitativa desenvolvida, com comerciantes do Complexo do Alemão.

“O que mais nos chamou atenção foi perceber que grande parte dos comerciantes abriram seus negócios motivados pelo desejo de trabalhar perto de casa e pela possibilidade de organizar seu tempo, rotina”, destaca Thamyra Thâmara, jornalista e criadora do GatoMIDIA.

O documentário tem o objetivo de debater os métodos e formatos dos negócios  desenvolvidos nas favelas e  por empreendedores negros.  A partir do “se vira”, “nois por nois” e o “black money”, que são conceitos que perpassam esses empreendimentos.

 

Segundo o Data Favela,  as favelas do Rio de Janeiro movimentam 68,6 bilhões de reais por ano. Quatro em cada dez moradores de favelas têm vontade de empreender.  Entre os moradores que pretendem ter o próprio negócio, a maioria pretende empreender dentro do seu próprio território. Além disso, a maioria desses  desses futuros empreendedores das favelas brasileiras pertencem à classe C.

Grande parte desse dinheiro circula na economia local. Economia essa que ora se organiza por resistência, pela ausência do estado em proporcionar acesso a serviços básicos e qualificação profissional, e ora se organiza por insistência em acreditar que é possível viver dos seus próprios sonhos, ser seu próprio chefe e fortalecer a comunidade.

Saber produzir e criar em ambiente adversos é uma habilidade diferenciada que pode ser potencializada e replicada metodologicamente.

A lan house que compartilha espaço com o tio do bar, a barbearia que vende roupa, a tia que vende quentinha por 3 conto, a feira  de sábado, os brechó das igrejas, a padaria com pão a 20 centavos, o bistrô de cerveja artesanal, tudo isso apontam os novos rumos da economia colaborativa e dos negócios em tempos crise. O que vemos agora  é uma grande parcela da população que sempre viveu em “crise”, mas que vê na situação atual oportunidades para avançar.

Serviço:

→ 16.09 às 19h

→  Localização Casa Brota (Complexo do Alemão)