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	Comentários sobre: Existe algo mais execrável que o Movimento Estudantil?	</title>
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	<description>Informação para fazer a cabeça</description>
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	<item>
		<title>
		Por: Carolina		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6972</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carolina]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2015 18:12:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6837&quot;&gt;Violeta&lt;/a&gt;.

Concordo com você, Violeta. 
Se o que de mais execrável que existe no mundo fosse o ME, a gente estava bem.
Combatamos o que faz o ME execrável: o capitalismo e sus opressões.
Por isso, você tem razão, Mariana... o ME é não é a única trincheira. É um instrumento, que pela natureza da sociedade que vivemos está em disputa assim como outros. 
Apenas acho que desistir dele é entregar um instrumento importante - mas, não o único - nas mãos da burguesia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6837">Violeta</a>.</p>
<p>Concordo com você, Violeta.<br />
Se o que de mais execrável que existe no mundo fosse o ME, a gente estava bem.<br />
Combatamos o que faz o ME execrável: o capitalismo e sus opressões.<br />
Por isso, você tem razão, Mariana&#8230; o ME é não é a única trincheira. É um instrumento, que pela natureza da sociedade que vivemos está em disputa assim como outros.<br />
Apenas acho que desistir dele é entregar um instrumento importante &#8211; mas, não o único &#8211; nas mãos da burguesia.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Guaraciara Gonçalves		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6886</link>

		<dc:creator><![CDATA[Guaraciara Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2015 16:53:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nossa, faz mais de dez anos que eu sai da faculdade e o movimento estudantil continua assim? Outra coisa, acho que a Carolina está enganada sobre a relação entre movimento estudantil e política de cotas. A política de contas é uma conquista nossa, do movimento negro. Aliás a esquerda de início foi contra, tivemos que travar um longo diálogo para que entendessem a importância dessa política.
Na minha época (fui aluna da UFRJ) a saída foi nós negros e negras criarmos o nosso próprio movimento, o que deixou o ME tradicional muito incomodado, por sinal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa, faz mais de dez anos que eu sai da faculdade e o movimento estudantil continua assim? Outra coisa, acho que a Carolina está enganada sobre a relação entre movimento estudantil e política de cotas. A política de contas é uma conquista nossa, do movimento negro. Aliás a esquerda de início foi contra, tivemos que travar um longo diálogo para que entendessem a importância dessa política.<br />
Na minha época (fui aluna da UFRJ) a saída foi nós negros e negras criarmos o nosso próprio movimento, o que deixou o ME tradicional muito incomodado, por sinal.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jaqueline Gomes de Jesus		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6841</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jaqueline Gomes de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2015 23:38:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parabéns pelo texto corajoso, Mariana!

E o pior é que existe sim, algo mais execrável que o movimento estudantil. Compare o que boa parte das autoridades falam sobre inclusão (quaisquer que sejam, mesmo em instituições de ensino que se pretendem plurais), e o que de fato fazem a respeito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns pelo texto corajoso, Mariana!</p>
<p>E o pior é que existe sim, algo mais execrável que o movimento estudantil. Compare o que boa parte das autoridades falam sobre inclusão (quaisquer que sejam, mesmo em instituições de ensino que se pretendem plurais), e o que de fato fazem a respeito.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mariana Barbosa		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6840</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mariana Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2015 22:23:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blogueirasnegras.org/?p=8616#comment-6840</guid>

					<description><![CDATA[Olá Carolina!
Fico feliz que tenha lido meu texto. É sempre bom poder debater sobre os temas que me angustiam!
Então, não acho que a função do meu texto seja traçar novas estruturas para o ME. Essa tentativa, além de pretensiosa, seria bastante descabida; visto que há quase um ano eu não participo ativamente de nenhum grupo do ME.
A função desse texto é me livrar de várias coisas que estavam guardadas sobre a minha experiência pessoal, com o intuito de balançar estruturas existentes.
Concordo que haja uma compreensão equivocada. O ME se pretende policlassista, mas não consegue o ser, verdadeiramente. E os poucos grupos que observo que conseguem agregar um número maior de jovens da periferia, em sua maioria, não conseguem romper as estruturas de gênero, raça e classe pré-existentes. E não poderia ser diferente. O ME é feito por pessoas e pessoas falham, em muitos níveis. Minhas críticas se colocam justamente pela reafirmação de que não; o ME não se restringe a políticas partidárias.
Se me permite, como cotista, acredito que  a disputa desigual das vagas não é justificativa para a podridão das práticas dentro do ME. Tornar a universidade mais “plural” (com negras/os, indígenas, pobres, trabalhadoras/es), não é suficiente pra mudar as práticas universitárias hegemônicas. Como negra, não vim à UnB para colori-la. Vim para tomá-la e promover disputas epistemológicas reais.
O ME está podre, porque suas práticas são podres, antiquadas, machistas, racistas e LGBTfóbicas. Porque a auto construção é mais importante que o debate sobre privilégios. E este precisa ser individual e coletivo, simultaneamente.
Não nego a importância do ME. Mas é preciso escurecer, por exemplo, que quando do debate de cotas raciais na UnB, muitos grupos do ME se voltaram contra o Enegrecer, grupo de poucas negras e negros que realmente foram pra cima da UnB e levaram bastante “porrada” pela batalha pró cotas raciais. Vamos dar às/ao negras/os as batalhas que foram delas/es!
Sigamos em luta! Mas entendamos que o movimento estudantil não é; e nunca foi a única trincheira!

Abraços,
Mariana Barbosa.

PS: é preciso lembrar que não há ninguém inocente nessa história. E que eu só fui capaz de refletir sobre todas essas coisas, depois de sair do ME e perceber os erros e que eu havia cometido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Carolina!<br />
Fico feliz que tenha lido meu texto. É sempre bom poder debater sobre os temas que me angustiam!<br />
Então, não acho que a função do meu texto seja traçar novas estruturas para o ME. Essa tentativa, além de pretensiosa, seria bastante descabida; visto que há quase um ano eu não participo ativamente de nenhum grupo do ME.<br />
A função desse texto é me livrar de várias coisas que estavam guardadas sobre a minha experiência pessoal, com o intuito de balançar estruturas existentes.<br />
Concordo que haja uma compreensão equivocada. O ME se pretende policlassista, mas não consegue o ser, verdadeiramente. E os poucos grupos que observo que conseguem agregar um número maior de jovens da periferia, em sua maioria, não conseguem romper as estruturas de gênero, raça e classe pré-existentes. E não poderia ser diferente. O ME é feito por pessoas e pessoas falham, em muitos níveis. Minhas críticas se colocam justamente pela reafirmação de que não; o ME não se restringe a políticas partidárias.<br />
Se me permite, como cotista, acredito que  a disputa desigual das vagas não é justificativa para a podridão das práticas dentro do ME. Tornar a universidade mais “plural” (com negras/os, indígenas, pobres, trabalhadoras/es), não é suficiente pra mudar as práticas universitárias hegemônicas. Como negra, não vim à UnB para colori-la. Vim para tomá-la e promover disputas epistemológicas reais.<br />
O ME está podre, porque suas práticas são podres, antiquadas, machistas, racistas e LGBTfóbicas. Porque a auto construção é mais importante que o debate sobre privilégios. E este precisa ser individual e coletivo, simultaneamente.<br />
Não nego a importância do ME. Mas é preciso escurecer, por exemplo, que quando do debate de cotas raciais na UnB, muitos grupos do ME se voltaram contra o Enegrecer, grupo de poucas negras e negros que realmente foram pra cima da UnB e levaram bastante “porrada” pela batalha pró cotas raciais. Vamos dar às/ao negras/os as batalhas que foram delas/es!<br />
Sigamos em luta! Mas entendamos que o movimento estudantil não é; e nunca foi a única trincheira!</p>
<p>Abraços,<br />
Mariana Barbosa.</p>
<p>PS: é preciso lembrar que não há ninguém inocente nessa história. E que eu só fui capaz de refletir sobre todas essas coisas, depois de sair do ME e perceber os erros e que eu havia cometido.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mariana Barbosa		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6838</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mariana Barbosa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2015 22:20:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6826&quot;&gt;Carolina&lt;/a&gt;.

Olá Carolina!
Fico feliz que tenha lido meu texto. É sempre bom poder debater sobre os temas que me angustiam!
Então, não acho que a função do meu texto seja traçar novas estruturas para o ME. Essa tentativa, além de pretensiosa, seria bastante descabida; visto que há quase um ano eu não participo ativamente de nenhum grupo do ME.
A função desse texto é me livrar de várias coisas que estavam guardadas sobre a minha experiência pessoal, com o intuito de balançar estruturas existentes.
Concordo que haja uma compreensão equivocada. O ME se pretende policlassista, mas não consegue o ser, verdadeiramente. E os poucos grupos que observo que conseguem agregar um número maior de jovens da periferia, em sua maioria, não conseguem romper as estruturas de gênero, raça e classe pré-existentes. E não poderia ser diferente. O ME é feito por pessoas e pessoas falham, em muitos níveis. Minhas críticas se colocam justamente pela reafirmação de que não; o ME não se restringe a políticas partidárias.
Se me permite, como cotista, acredito que  a disputa desigual das vagas não é justificativa para a podridão das práticas dentro do ME. Tornar a universidade mais “plural” (com negras/os, indígenas, pobres, trabalhadoras/es), não é suficiente pra mudar as práticas universitárias hegemônicas. Como negra, não vim à UnB para colori-la. Vim para tomá-la e promover disputas epistemológicas reais.
O ME está podre, porque suas práticas são podres, antiquadas, machistas, racistas e LGBTfóbicas. Porque a auto construção é mais importante que o debate sobre privilégios. E este precisa ser individual e coletivo, simultaneamente.
Não nego a importância do ME. Mas é preciso escurecer, por exemplo, que quando do debate de cotas raciais na UnB, muitos grupos do ME se voltaram contra o Enegrecer, grupo de poucas negras e negros que realmente foram pra cima da UnB e levaram bastante “porrada” pela batalha pró cotas raciais. Vamos dar às/ao negras/os as batalhas que foram delas/es!
Sigamos em luta! Mas entendamos que o movimento estudantil não é; e nunca foi a única trincheira!

Abraços,
Mariana Barbosa.

PS: é preciso lembrar que não há ninguém inocente nessa história. E que eu só fui capaz de refletir sobre todas essas coisas, depois de sair do ME e perceber os erros e que eu havia cometido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6826">Carolina</a>.</p>
<p>Olá Carolina!<br />
Fico feliz que tenha lido meu texto. É sempre bom poder debater sobre os temas que me angustiam!<br />
Então, não acho que a função do meu texto seja traçar novas estruturas para o ME. Essa tentativa, além de pretensiosa, seria bastante descabida; visto que há quase um ano eu não participo ativamente de nenhum grupo do ME.<br />
A função desse texto é me livrar de várias coisas que estavam guardadas sobre a minha experiência pessoal, com o intuito de balançar estruturas existentes.<br />
Concordo que haja uma compreensão equivocada. O ME se pretende policlassista, mas não consegue o ser, verdadeiramente. E os poucos grupos que observo que conseguem agregar um número maior de jovens da periferia, em sua maioria, não conseguem romper as estruturas de gênero, raça e classe pré-existentes. E não poderia ser diferente. O ME é feito por pessoas e pessoas falham, em muitos níveis. Minhas críticas se colocam justamente pela reafirmação de que não; o ME não se restringe a políticas partidárias.<br />
Se me permite, como cotista, acredito que  a disputa desigual das vagas não é justificativa para a podridão das práticas dentro do ME. Tornar a universidade mais “plural” (com negras/os, indígenas, pobres, trabalhadoras/es), não é suficiente pra mudar as práticas universitárias hegemônicas. Como negra, não vim à UnB para colori-la. Vim para tomá-la e promover disputas epistemológicas reais.<br />
O ME está podre, porque suas práticas são podres, antiquadas, machistas, racistas e LGBTfóbicas. Porque a auto construção é mais importante que o debate sobre privilégios. E este precisa ser individual e coletivo, simultaneamente.<br />
Não nego a importância do ME. Mas é preciso escurecer, por exemplo, que quando do debate de cotas raciais na UnB, muitos grupos do ME se voltaram contra o Enegrecer, grupo de poucas negras e negros que realmente foram pra cima da UnB e levaram bastante “porrada” pela batalha pró cotas raciais. Vamos dar às/ao negras/os as batalhas que foram delas/es!<br />
Sigamos em luta! Mas entendamos que o movimento estudantil não é; e nunca foi a única trincheira!</p>
<p>Abraços,<br />
Mariana Barbosa.</p>
<p>PS: é preciso lembrar que não há ninguém inocente nessa história. E que eu só fui capaz de refletir sobre todas essas coisas, depois de sair do ME e perceber os erros e que eu havia cometido.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Violeta		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6837</link>

		<dc:creator><![CDATA[Violeta]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2015 20:40:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Companheira, 

compreendo todas as críticas e realmente acho que a linha parlamentarista que o movimento estudantil tem assumido nacionalmente com suas correntes majoritarias disputando as eleições do Estado assassino é um absurdo.

Mas sobre a pergunta de título: &quot;Existe algo mais execrável que o Movimento Estudantil?&quot;, bom te respondo com toda a certeza que sim: o capitalismo, o patriarcado, o racismo e tudo mais de horroroso que está aí para nos explorar e oprimir.

Seguimos em debate para avançarmos cada vez um passo a mais.

Abraços!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Companheira, </p>
<p>compreendo todas as críticas e realmente acho que a linha parlamentarista que o movimento estudantil tem assumido nacionalmente com suas correntes majoritarias disputando as eleições do Estado assassino é um absurdo.</p>
<p>Mas sobre a pergunta de título: &#8220;Existe algo mais execrável que o Movimento Estudantil?&#8221;, bom te respondo com toda a certeza que sim: o capitalismo, o patriarcado, o racismo e tudo mais de horroroso que está aí para nos explorar e oprimir.</p>
<p>Seguimos em debate para avançarmos cada vez um passo a mais.</p>
<p>Abraços!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carolina		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6826</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carolina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2015 22:35:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blogueirasnegras.org/?p=8616#comment-6826</guid>

					<description><![CDATA[Mariana,
Parabéns pelo texto. Por expor suas opiniões tão firmemente. 
Mas, eu li seu texto todo, duas vezes... E fiquei tentando entender o que havia nele que me incomodava tanto... E acho que consegui uma pista: ele não dá respostas. Me preocupa seriamente afirmações que tiram o pouco chão que temos e não bota outro no lugar.

Bom, acho que temos um problema de compreensão no movimento estudantil. Ele é um movimento policlassista e as pessoas confundem ele com um partido político. Ou seja, ele está lá para defender os estudantes EM GERAL. Pretos, brancos, indios, pobres, ricos... E a merda não está no ME, a merda está na disputa desigual pelas vagas nas universidades. Quanto mais burgueses temos na Universidade, mais apatia e manutenção de privilégios teremos no ME.
Então, é necessário entender o ME como espaço de disputa como qualquer sindicato no capitalismo. Ele não é por si só podre. Ele está podre por que o comando dele está podre, por que ele defende coisas diferentes do que eu e você acreditamos, já que somos mulheres, negras e oprimidas.

Mas, na minha opinião, o ME é um instrumento fundamental para conquistas ESTUDANTIS. Sobre as outras pautas, infelizmente, temos que ir pra porrada, organizar, mobilizar e forçar as direções a nos ouvirem.

A luta de classes é mais difícil para os trabalhadores mesmo... Mas, não podemos desistir dos poucos instrumentos que ainda temos... São poucos avanços, mas são importantes.
As cotas só foram conquistadas devido à articulação com o ME, a pressão realizada pelo ME também conseguiu vitórias importantes no combate contra a maioridade penal...

Sei que é uma batalha dura. Mas, ela não é perdida por natureza.
Lutemos!

Saudações fraternas,
Carolina Pinho]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mariana,<br />
Parabéns pelo texto. Por expor suas opiniões tão firmemente.<br />
Mas, eu li seu texto todo, duas vezes&#8230; E fiquei tentando entender o que havia nele que me incomodava tanto&#8230; E acho que consegui uma pista: ele não dá respostas. Me preocupa seriamente afirmações que tiram o pouco chão que temos e não bota outro no lugar.</p>
<p>Bom, acho que temos um problema de compreensão no movimento estudantil. Ele é um movimento policlassista e as pessoas confundem ele com um partido político. Ou seja, ele está lá para defender os estudantes EM GERAL. Pretos, brancos, indios, pobres, ricos&#8230; E a merda não está no ME, a merda está na disputa desigual pelas vagas nas universidades. Quanto mais burgueses temos na Universidade, mais apatia e manutenção de privilégios teremos no ME.<br />
Então, é necessário entender o ME como espaço de disputa como qualquer sindicato no capitalismo. Ele não é por si só podre. Ele está podre por que o comando dele está podre, por que ele defende coisas diferentes do que eu e você acreditamos, já que somos mulheres, negras e oprimidas.</p>
<p>Mas, na minha opinião, o ME é um instrumento fundamental para conquistas ESTUDANTIS. Sobre as outras pautas, infelizmente, temos que ir pra porrada, organizar, mobilizar e forçar as direções a nos ouvirem.</p>
<p>A luta de classes é mais difícil para os trabalhadores mesmo&#8230; Mas, não podemos desistir dos poucos instrumentos que ainda temos&#8230; São poucos avanços, mas são importantes.<br />
As cotas só foram conquistadas devido à articulação com o ME, a pressão realizada pelo ME também conseguiu vitórias importantes no combate contra a maioridade penal&#8230;</p>
<p>Sei que é uma batalha dura. Mas, ela não é perdida por natureza.<br />
Lutemos!</p>
<p>Saudações fraternas,<br />
Carolina Pinho</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Humberto Junior		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6819</link>

		<dc:creator><![CDATA[Humberto Junior]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2015 11:36:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blogueirasnegras.org/?p=8616#comment-6819</guid>

					<description><![CDATA[Também desconheço se existe algo mais execrável que o movimento estudantil. Durante minha graduação em Geografia Licenciatura na Universidade Federal de Sergipe, tive a oportunidade e privilégio de atuar e colabora com várias gestões do seu respectivo Diretório Acadêmico. Infelizmente as experiências positivas (curiosamente essas se deram quando duas mulheres - uma negra e depois uma branca - ocuparam sua presidência), foram bem inferiores se comparadas às negativas. Nessa época aprendi o quão podre e mesquinho o movimento acadêmico pode ser num porco reflexo do que há de mais baixo em nossa sociedade. Apesar de ter aprendido muito não posso dizer que me lembro com carinho dos períodos de maior militância. Talvez porque ninguém goste de se descobrir massa de manobra para fins egoístas e traiçoeiros.
Concordo plenamente com tudo quanto foi exposto em seu texto Mariana Barbosa. Mas confesso que adoraria discordar. Mas a época em que costumava tapar o sol com uma peneira já passou há muito em minha vida.
Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Também desconheço se existe algo mais execrável que o movimento estudantil. Durante minha graduação em Geografia Licenciatura na Universidade Federal de Sergipe, tive a oportunidade e privilégio de atuar e colabora com várias gestões do seu respectivo Diretório Acadêmico. Infelizmente as experiências positivas (curiosamente essas se deram quando duas mulheres &#8211; uma negra e depois uma branca &#8211; ocuparam sua presidência), foram bem inferiores se comparadas às negativas. Nessa época aprendi o quão podre e mesquinho o movimento acadêmico pode ser num porco reflexo do que há de mais baixo em nossa sociedade. Apesar de ter aprendido muito não posso dizer que me lembro com carinho dos períodos de maior militância. Talvez porque ninguém goste de se descobrir massa de manobra para fins egoístas e traiçoeiros.<br />
Concordo plenamente com tudo quanto foi exposto em seu texto Mariana Barbosa. Mas confesso que adoraria discordar. Mas a época em que costumava tapar o sol com uma peneira já passou há muito em minha vida.<br />
Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Miro Ssauro (@Mirossauro)		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/existe-algo-mais-execravel-que-o-movimento-estudantil/#comment-6813</link>

		<dc:creator><![CDATA[Miro Ssauro (@Mirossauro)]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2015 00:28:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blogueirasnegras.org/?p=8616#comment-6813</guid>

					<description><![CDATA[Fico feliz que uma jovem como você tenha idéias e opiniões tão bem colocadas e esclarecedoras ,deveriam ser replicadas aos quatro cantos deste País , elas tem força e clareza  da condição estudante/raça , principalmente quando nos deparamos com as &quot; subjetividades &quot; , em muitas situações um empecilho no avanço de nossas lutas . Parabéns]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fico feliz que uma jovem como você tenha idéias e opiniões tão bem colocadas e esclarecedoras ,deveriam ser replicadas aos quatro cantos deste País , elas tem força e clareza  da condição estudante/raça , principalmente quando nos deparamos com as &#8221; subjetividades &#8221; , em muitas situações um empecilho no avanço de nossas lutas . Parabéns</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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