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	Comentários sobre: Feminismo e periferia: Invisibilidade e dedo na ferida	</title>
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	<description>Informação para fazer a cabeça</description>
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		Por: Brígida		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/feminismo-periferia-invisibilidade-dedo-ferida/#comment-7639</link>

		<dc:creator><![CDATA[Brígida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2015 04:47:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Aprendi sobre feminismo quando as mulheres da minha familia foram abandonas e tiveram os filhos abortados pelo pai, que sumiu e nao deu nem um litro d leite. Quando minha mãe acordava cedo p me criar e eu criança olhava minha prima menor pq a mãe dela tambem tinha q ir p centro limpar csa d madame. E hj estudei e estudo p ajudar as mulheres da favela, da leste a se libertar!!!!!! Aprendi sobre feminismo pq chegava tarde do curso e subia correndo a quebrada com medo d ser estuprada, e chegava em csa e via minha mãe acordada preocupada me esperando a meia noite mesmo tendo q levantar as 4 da manhã p ganhar um salário mínimo numa fabrica d roupa d grife, onde passava mal com o calor pq o patrão não queria ligar o ventilador p economizar luz. Essa é a parte do feminismo q não me vejo representada no centro da cidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aprendi sobre feminismo quando as mulheres da minha familia foram abandonas e tiveram os filhos abortados pelo pai, que sumiu e nao deu nem um litro d leite. Quando minha mãe acordava cedo p me criar e eu criança olhava minha prima menor pq a mãe dela tambem tinha q ir p centro limpar csa d madame. E hj estudei e estudo p ajudar as mulheres da favela, da leste a se libertar!!!!!! Aprendi sobre feminismo pq chegava tarde do curso e subia correndo a quebrada com medo d ser estuprada, e chegava em csa e via minha mãe acordada preocupada me esperando a meia noite mesmo tendo q levantar as 4 da manhã p ganhar um salário mínimo numa fabrica d roupa d grife, onde passava mal com o calor pq o patrão não queria ligar o ventilador p economizar luz. Essa é a parte do feminismo q não me vejo representada no centro da cidade.</p>
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		Por: Silvana		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/feminismo-periferia-invisibilidade-dedo-ferida/#comment-2758</link>

		<dc:creator><![CDATA[Silvana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Dec 2013 23:39:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente texto texto! Também sou mulher negra e periférica, e encontro muita resistência para levar o movimento feminista elitizado para a periferia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto texto! Também sou mulher negra e periférica, e encontro muita resistência para levar o movimento feminista elitizado para a periferia.</p>
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		Por: gilson rego		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/feminismo-periferia-invisibilidade-dedo-ferida/#comment-2755</link>

		<dc:creator><![CDATA[gilson rego]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Dec 2013 15:51:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/feminismo-periferia-invisibilidade-dedo-ferida/#comment-2215&quot;&gt;Eduardo Viveiros de Sousa&lt;/a&gt;.

muito bom]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/feminismo-periferia-invisibilidade-dedo-ferida/#comment-2215">Eduardo Viveiros de Sousa</a>.</p>
<p>muito bom</p>
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		Por: Bianka		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/feminismo-periferia-invisibilidade-dedo-ferida/#comment-2749</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bianka]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Dec 2013 02:40:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Descobri hoje (agora) esse blog e só queria dizer que, começando por esse texto, já me fez parar, questionar e auto criticar muitos pontos da minha própria atuação enquanto ativista feminista que anda bastante decepcionada com o posicionamento do feminismo atual. Também sou mulher periférica, não dizem ao me olhar, mas tenho sangue negro correndo nas veias também (todo mundo tem) e me identifico com tudo que li. É preciso se posicionar, é preciso mostrar a voz da mulher na periferia, e é preciso repensar o feminismo que, sem querer, tem se tornado um defensor de privilegiados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Descobri hoje (agora) esse blog e só queria dizer que, começando por esse texto, já me fez parar, questionar e auto criticar muitos pontos da minha própria atuação enquanto ativista feminista que anda bastante decepcionada com o posicionamento do feminismo atual. Também sou mulher periférica, não dizem ao me olhar, mas tenho sangue negro correndo nas veias também (todo mundo tem) e me identifico com tudo que li. É preciso se posicionar, é preciso mostrar a voz da mulher na periferia, e é preciso repensar o feminismo que, sem querer, tem se tornado um defensor de privilegiados.</p>
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		<title>
		Por: Renata Winning		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/feminismo-periferia-invisibilidade-dedo-ferida/#comment-2748</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renata Winning]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Dec 2013 02:35:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Luma, maravilhoso o seu texto. Você propôs algo que só na aparência é simples: ouvir. Ouvir  no lugar de  vomitar teorias, propor receitas de salvação ou tentar o impossível de falar por todas as mulheres ignorando as diferenças de classe e de raça. Eu, mulher, &quot;branca do centro&quot; ouvi sua voz e o seu texto me emocionou. Parabéns!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Luma, maravilhoso o seu texto. Você propôs algo que só na aparência é simples: ouvir. Ouvir  no lugar de  vomitar teorias, propor receitas de salvação ou tentar o impossível de falar por todas as mulheres ignorando as diferenças de classe e de raça. Eu, mulher, &#8220;branca do centro&#8221; ouvi sua voz e o seu texto me emocionou. Parabéns!</p>
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		Por: Eduardo Viveiros de Sousa		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/feminismo-periferia-invisibilidade-dedo-ferida/#comment-2215</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Viveiros de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2013 18:21:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esse problema é extremamente amplo. Com efeito, o conflito centro x periferia é muito mais fundo, histórica, econômica e socialmente do que muitas vezes pensamos. Talvez a situação da mulher favelada reflita de modo extremamente fiel esse conflito, mas do que outros campos, porque é muito mais visível a discriminação, porque a mulher sofre de pelo menos três preconceitos, todos ao mesmo tempo: ser pobre, ser mulher e ser negra. O base é que a sociedade brasileira é uma sociedade fortemente hierarquizada entre ricos e pobres, os ricos mandam, os pobres obedecem. Nisso, são associados estereótipos a cada um deles: os ricos são vistos como inteligentes, cultos, refinados, brancos, homens (basta contar quantas mulheres em posições-chave como donas de empresas, empreendedoras etc existem em comparação com os homens), possuidores de boas casas, &quot;bem localizadas&quot; (centro), bons carros etc. Os pobres são vistos como analfabetos, burros, grosseiros, sem modos, negros, mulheres (aqui em Brasília, na minha periferia, pelos menos uns 80% dos trabalhadores que pegam ônibus cedo pra trabalhar são mulheres), moradores de cortiço etc. A partir disso, estabelecem-se então os estereótipos: negros são todos favelados, mulheres só trabalham em subempregos, são incapazes etc. A periferia sofre de uma enorme invisibilidade, mas concordo contigo, não é porque faltam cabeças pensantes, então é preciso alguém do centro vier e fazer tudo por nós, como crianças, não, é porque a periferia é tão ou até mais rica intelectualmente falando do que o centro, mas toda essa riqueza é invisibilizada pela mídia. Eles estão lá, nós simplesmente não os vemos. Temos nossa própria filosofia, nossa própria ética, nossa própria forma de organização social, temos tudo. Nesse sentido, infelizmente os movimentos sociais também estão sujeitos a esse conflito: o feminismo também sofre a divisão periferia x centro, tenta-se ignorar as tensões raciais e sociais sob a capa da &quot;união&quot;, mas quem deve liderar essa união são as pessoas do centro, pois a liderança é uma &quot;característica natural&quot; deles. Talvez esteja aí uma das causas dos frequentes ataques que estes movimentos sofrem de grupos ultraconservadores, que não tem quaisquer pudores em defender toda essa concepção de mundo ridícula e atrasada. Eles exploram essa brecha de se negar uma representação realmente democrática que, muitas vezes, os movimentos dizem ter, mas na prática, agem como se não tivessem, e cooptam para seu lado aqueles que veem isso e se frustram. Meios eles têm, e muitos, para fazer isso. É preciso continuar a lutar por igualdade de gêneros, etnias etc para todos, mas não se pode esquecer que é preciso antes implantar isso dentro delas mesmas para que, então tenhamos alguma chance de ver este mundo mais justo e democrático um dia. Boa tarde.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse problema é extremamente amplo. Com efeito, o conflito centro x periferia é muito mais fundo, histórica, econômica e socialmente do que muitas vezes pensamos. Talvez a situação da mulher favelada reflita de modo extremamente fiel esse conflito, mas do que outros campos, porque é muito mais visível a discriminação, porque a mulher sofre de pelo menos três preconceitos, todos ao mesmo tempo: ser pobre, ser mulher e ser negra. O base é que a sociedade brasileira é uma sociedade fortemente hierarquizada entre ricos e pobres, os ricos mandam, os pobres obedecem. Nisso, são associados estereótipos a cada um deles: os ricos são vistos como inteligentes, cultos, refinados, brancos, homens (basta contar quantas mulheres em posições-chave como donas de empresas, empreendedoras etc existem em comparação com os homens), possuidores de boas casas, &#8220;bem localizadas&#8221; (centro), bons carros etc. Os pobres são vistos como analfabetos, burros, grosseiros, sem modos, negros, mulheres (aqui em Brasília, na minha periferia, pelos menos uns 80% dos trabalhadores que pegam ônibus cedo pra trabalhar são mulheres), moradores de cortiço etc. A partir disso, estabelecem-se então os estereótipos: negros são todos favelados, mulheres só trabalham em subempregos, são incapazes etc. A periferia sofre de uma enorme invisibilidade, mas concordo contigo, não é porque faltam cabeças pensantes, então é preciso alguém do centro vier e fazer tudo por nós, como crianças, não, é porque a periferia é tão ou até mais rica intelectualmente falando do que o centro, mas toda essa riqueza é invisibilizada pela mídia. Eles estão lá, nós simplesmente não os vemos. Temos nossa própria filosofia, nossa própria ética, nossa própria forma de organização social, temos tudo. Nesse sentido, infelizmente os movimentos sociais também estão sujeitos a esse conflito: o feminismo também sofre a divisão periferia x centro, tenta-se ignorar as tensões raciais e sociais sob a capa da &#8220;união&#8221;, mas quem deve liderar essa união são as pessoas do centro, pois a liderança é uma &#8220;característica natural&#8221; deles. Talvez esteja aí uma das causas dos frequentes ataques que estes movimentos sofrem de grupos ultraconservadores, que não tem quaisquer pudores em defender toda essa concepção de mundo ridícula e atrasada. Eles exploram essa brecha de se negar uma representação realmente democrática que, muitas vezes, os movimentos dizem ter, mas na prática, agem como se não tivessem, e cooptam para seu lado aqueles que veem isso e se frustram. Meios eles têm, e muitos, para fazer isso. É preciso continuar a lutar por igualdade de gêneros, etnias etc para todos, mas não se pode esquecer que é preciso antes implantar isso dentro delas mesmas para que, então tenhamos alguma chance de ver este mundo mais justo e democrático um dia. Boa tarde.</p>
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