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	Comentários sobre: &#8220;Minha empregada é como se fosse da família&#8221;	</title>
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	<description>Informação para fazer a cabeça</description>
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		<title>
		Por: SAMUEL TOJEIRO SÁ		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-6409</link>

		<dc:creator><![CDATA[SAMUEL TOJEIRO SÁ]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2015 18:24:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E VIVA O POPULISMO POLITICAMENTE CORRETO!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E VIVA O POPULISMO POLITICAMENTE CORRETO!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Bianca		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-4264</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bianca]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2014 03:24:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-222&quot;&gt;luisasilvaufsc&lt;/a&gt;.

Eu te entendo, Luisa. Eu e meu pai morávamos com minha avó desde que nasci, pois perdi minha mãe ainda bebê e como minha avó já era idosa, tínhamos uma empregada doméstica, mas sempre tivemos por ela um carinho enorme. E não entendo porquê, só por ter grande carinho e tratá-la bem, significaria que não a pagávamos corretamente. Meu pai fazia questão de dar todos os direitos trabalhistas dela. Inclusive, quando ela começou aqui, ela nem sabia o que eram estes direitos, mas o pai fez questão de explicar à ela, pagar tudo corretamente e anotar tudinho na carteira de trabalho dela. Graças à isso, ela pode se aposentar pelo INSS e hoje usufrui os benefícios da aposentadoria. Ainda assim, ela quis continuar a trabalhar conosco até minha avó partir deste mundo, em 2008. Ela ganhava presentes de Natal, Páscoa, aniversário e os filhos dela também, como todos os filhxs da minha avó. Ela foi à minha festa de 15 anos e formaturas de colégio e faculdade, como convidada, como qualquer outro convidado, mesmo que quando formei-me na faculdade ela não mais trabalhasse conosco. Ajudamos ela a dar uma festa de 15 para a filha dela. Ajudamos no tratamento do esposo dela com câncer. Eu e meu pai fomos ao velório do pai dela quando este faleceu e ela foi no do meu tio quando ele faleceu, em ambos os casos ela não mais trabalhava aqui. Até hoje ela nos visita e trás presentes para mim, crochês que ela mesma faz, com muito carinho, para mim. Ela me cuidou desde que eu era pequena. Aqui ela cozinhava, lavava a louça, roupa e cuidava de mim, quando eu era pequena, e de minha avó, especialmente quando ela ficou bem debilitada pela doença. Ela mesma fazia questão de ficar no hospital com minha avó quando ela estava lá e ficou até o final. Como quando a vó faleceu não precisávamos mais de cuidados especiais e ela tinha o esposo para cuidar e já estava aposentada (mas, é claro, enquanto trabalhando aqui recendo por isto), ela pediu demissão. Acho que é possível sim que haja esse carinho, ela é uma grande amiga de todos na família. Inclusive, na partilha das coisinhas que restou de minha avó, ela recebeu roupas, sapatos e bens da minha avó junto com minhas tias e as esposas dos meus tios. Enfim, acho que existem casos e casos. Eu não acho um trabalho humilhante. Desculpe-me se parece um pensamento errado, mas não foi graças à esse emprego, digno como qualquer outro, que sua mãe conseguiu pagar seu primeiro ano no ensino particular? Ela prestava um serviço digno, como qualquer outro, e recebia por isso. Acho absurdo quando não pagam, ou quando tratam as domésticas mal, como inferiores e com desrespeito. Acho que o que algumas pessoas querem dizer com o famigerado &quot;são como da família&quot; é uma forma, às vezes ingênua e mal expressada, de dizer que não tratam as domésticas com preconceito, que as tratam como igual. Claro que existem muitos casos em que não é assim, mas eu não acho que só porque algumas famílias tratam suas domésticas como se fossem da família e com carinho, queira dizer que, por isso, não as pagam de forma justa e legal. Desculpe-me se tudo isso é ingenuidade minha... É apenas meu entendimento do assunto, talvez porque aqui em casa tenha sido assim...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-222">luisasilvaufsc</a>.</p>
<p>Eu te entendo, Luisa. Eu e meu pai morávamos com minha avó desde que nasci, pois perdi minha mãe ainda bebê e como minha avó já era idosa, tínhamos uma empregada doméstica, mas sempre tivemos por ela um carinho enorme. E não entendo porquê, só por ter grande carinho e tratá-la bem, significaria que não a pagávamos corretamente. Meu pai fazia questão de dar todos os direitos trabalhistas dela. Inclusive, quando ela começou aqui, ela nem sabia o que eram estes direitos, mas o pai fez questão de explicar à ela, pagar tudo corretamente e anotar tudinho na carteira de trabalho dela. Graças à isso, ela pode se aposentar pelo INSS e hoje usufrui os benefícios da aposentadoria. Ainda assim, ela quis continuar a trabalhar conosco até minha avó partir deste mundo, em 2008. Ela ganhava presentes de Natal, Páscoa, aniversário e os filhos dela também, como todos os filhxs da minha avó. Ela foi à minha festa de 15 anos e formaturas de colégio e faculdade, como convidada, como qualquer outro convidado, mesmo que quando formei-me na faculdade ela não mais trabalhasse conosco. Ajudamos ela a dar uma festa de 15 para a filha dela. Ajudamos no tratamento do esposo dela com câncer. Eu e meu pai fomos ao velório do pai dela quando este faleceu e ela foi no do meu tio quando ele faleceu, em ambos os casos ela não mais trabalhava aqui. Até hoje ela nos visita e trás presentes para mim, crochês que ela mesma faz, com muito carinho, para mim. Ela me cuidou desde que eu era pequena. Aqui ela cozinhava, lavava a louça, roupa e cuidava de mim, quando eu era pequena, e de minha avó, especialmente quando ela ficou bem debilitada pela doença. Ela mesma fazia questão de ficar no hospital com minha avó quando ela estava lá e ficou até o final. Como quando a vó faleceu não precisávamos mais de cuidados especiais e ela tinha o esposo para cuidar e já estava aposentada (mas, é claro, enquanto trabalhando aqui recendo por isto), ela pediu demissão. Acho que é possível sim que haja esse carinho, ela é uma grande amiga de todos na família. Inclusive, na partilha das coisinhas que restou de minha avó, ela recebeu roupas, sapatos e bens da minha avó junto com minhas tias e as esposas dos meus tios. Enfim, acho que existem casos e casos. Eu não acho um trabalho humilhante. Desculpe-me se parece um pensamento errado, mas não foi graças à esse emprego, digno como qualquer outro, que sua mãe conseguiu pagar seu primeiro ano no ensino particular? Ela prestava um serviço digno, como qualquer outro, e recebia por isso. Acho absurdo quando não pagam, ou quando tratam as domésticas mal, como inferiores e com desrespeito. Acho que o que algumas pessoas querem dizer com o famigerado &#8220;são como da família&#8221; é uma forma, às vezes ingênua e mal expressada, de dizer que não tratam as domésticas com preconceito, que as tratam como igual. Claro que existem muitos casos em que não é assim, mas eu não acho que só porque algumas famílias tratam suas domésticas como se fossem da família e com carinho, queira dizer que, por isso, não as pagam de forma justa e legal. Desculpe-me se tudo isso é ingenuidade minha&#8230; É apenas meu entendimento do assunto, talvez porque aqui em casa tenha sido assim&#8230;</p>
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		<title>
		Por: CarlaMarcondes		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-4257</link>

		<dc:creator><![CDATA[CarlaMarcondes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2014 21:45:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá, achei o seu texto esclarecedor. Não acho que ele negue que se possa ter sentimento, gostar ou ter a &quot;impressão&quot; de que a empregada faz parte da família. É da família, mas até que ponto, não é? Isso pode sim e de fato é usado como argumento por muitas pessoas para não pagar os direitos trabalhistas. Minha mãe sempre pagou. Como você disse, é uma herança não querida bem mais antiga.
Seu artigo me lembrou a música &quot;A mão da limpeza&quot; do Gilberto Gil. Não acha que lembra?
https://www.youtube.com/watch?v=bne1Y-fPUSQ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, achei o seu texto esclarecedor. Não acho que ele negue que se possa ter sentimento, gostar ou ter a &#8220;impressão&#8221; de que a empregada faz parte da família. É da família, mas até que ponto, não é? Isso pode sim e de fato é usado como argumento por muitas pessoas para não pagar os direitos trabalhistas. Minha mãe sempre pagou. Como você disse, é uma herança não querida bem mais antiga.<br />
Seu artigo me lembrou a música &#8220;A mão da limpeza&#8221; do Gilberto Gil. Não acha que lembra?<br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=bne1Y-fPUSQ" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=bne1Y-fPUSQ</a></p>
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		<title>
		Por: Glaucia Macedo		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-4256</link>

		<dc:creator><![CDATA[Glaucia Macedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2014 20:53:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Só discordo da parte do serviço ser degradante. Serviço doméstico não é degradante, tão pouco prestar serviços domésticos. A grande demanda de serviços domésticos é mais herança da &quot;monarquia&quot; do que da escravidão, mais herança da migração do que da escravidão, principalmente, essa questão de &quot;ser da família&quot;, já que as moças vinham para São Paulo e outras cidades como &quot;favor&quot;... ajudar nos serviços domésticos para morar em outro lugar, com outra família. Esse, é um costume, quem diria, europeu. &quot;Trocar&quot; pessoas da família para prestar serviços domésticos como parte da criação, principalmente, fluindo da parte mais pobre para a parte com mais recursos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só discordo da parte do serviço ser degradante. Serviço doméstico não é degradante, tão pouco prestar serviços domésticos. A grande demanda de serviços domésticos é mais herança da &#8220;monarquia&#8221; do que da escravidão, mais herança da migração do que da escravidão, principalmente, essa questão de &#8220;ser da família&#8221;, já que as moças vinham para São Paulo e outras cidades como &#8220;favor&#8221;&#8230; ajudar nos serviços domésticos para morar em outro lugar, com outra família. Esse, é um costume, quem diria, europeu. &#8220;Trocar&#8221; pessoas da família para prestar serviços domésticos como parte da criação, principalmente, fluindo da parte mais pobre para a parte com mais recursos.</p>
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		<title>
		Por: Nadja Pereira		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-4255</link>

		<dc:creator><![CDATA[Nadja Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2014 16:27:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sinceramente, as pessoas contratam o serviço doméstico o fazem porque se acham qualificado demais para fazê-lo - seja pra tirar o copo da mesa ou pra passar um pano na sua TV de plasma que custa mais que o serviço que paga. Na Europa, por exemplo, o hábito não é tão comum e as pessoas são menos escravas desta relação que só cabe se você mora numa mansão de 20 quartos ou tem idosos em casa (caso da minha mãe). Tirar 2h da sua semana pra limpar a sua casa não é nenhum sacrifício. Ao mesmo tempo, esses &quot;agradinhos&quot; indicam uma enorme culpa e vontade de pagar menos do que a profissão merece. Esta cultura da empregada o dia todo em casa, pode criar ainda uma classe media preguiçosa. As pessoas criam os filhos para que eles dependam sempre de uma força de trabalho que faça tudo pra eles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sinceramente, as pessoas contratam o serviço doméstico o fazem porque se acham qualificado demais para fazê-lo &#8211; seja pra tirar o copo da mesa ou pra passar um pano na sua TV de plasma que custa mais que o serviço que paga. Na Europa, por exemplo, o hábito não é tão comum e as pessoas são menos escravas desta relação que só cabe se você mora numa mansão de 20 quartos ou tem idosos em casa (caso da minha mãe). Tirar 2h da sua semana pra limpar a sua casa não é nenhum sacrifício. Ao mesmo tempo, esses &#8220;agradinhos&#8221; indicam uma enorme culpa e vontade de pagar menos do que a profissão merece. Esta cultura da empregada o dia todo em casa, pode criar ainda uma classe media preguiçosa. As pessoas criam os filhos para que eles dependam sempre de uma força de trabalho que faça tudo pra eles.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Andrea Estevam		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-4253</link>

		<dc:creator><![CDATA[Andrea Estevam]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2014 14:35:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Imoral a resignificação das relações escravocratas...o quartinho de empregada cuja porta sai na cozinha é a arquitetura do terror...releitura da senzala.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imoral a resignificação das relações escravocratas&#8230;o quartinho de empregada cuja porta sai na cozinha é a arquitetura do terror&#8230;releitura da senzala.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Méle		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-4249</link>

		<dc:creator><![CDATA[Méle]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2014 01:04:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-222&quot;&gt;luisasilvaufsc&lt;/a&gt;.

Luisa, até entendo o que você coloca. Aqui em casa não temos empregada há muito tempo, mas criamos vínculos com muitas do passado. Mas a questão é: como botamos alguém &#039;da nossa família&#039; para fazer trabalhos que caracterizam uma relação de submissão?. Falo isso porque o trabalho doméstico é algo que todos somos capazes de fazer, mas muitas vezes não gostamos, não achamos que é trabalho pra gente etc, e colocamos outra pessoa pra fazer isso. Isso, pra mim, é relação de submissão. Então, pode-se amar a empregada do jeito que for, mas que tipo de relação está envolvida aí? Concordo com a autora do texto: essa é uma profissão que não deveria mais existir. E há de chegar o dia que nossas empregadas poderão ser o que quiserem :)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-222">luisasilvaufsc</a>.</p>
<p>Luisa, até entendo o que você coloca. Aqui em casa não temos empregada há muito tempo, mas criamos vínculos com muitas do passado. Mas a questão é: como botamos alguém &#8216;da nossa família&#8217; para fazer trabalhos que caracterizam uma relação de submissão?. Falo isso porque o trabalho doméstico é algo que todos somos capazes de fazer, mas muitas vezes não gostamos, não achamos que é trabalho pra gente etc, e colocamos outra pessoa pra fazer isso. Isso, pra mim, é relação de submissão. Então, pode-se amar a empregada do jeito que for, mas que tipo de relação está envolvida aí? Concordo com a autora do texto: essa é uma profissão que não deveria mais existir. E há de chegar o dia que nossas empregadas poderão ser o que quiserem 🙂</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eni		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-4248</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eni]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2014 23:57:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Texto de uma coerência fantástica, incrível mas parte dos comentários vem de mulheres pretas que assim como eu, que são filhas de empregadas domésticas e que de alguma forma conseguiram ascender profissionalmente, a grande maioria dentro da área educacional. Acredito que isto não é por acaso. Mas tirando os méritos do texto li acima um texto resposta de uma moça chamada Luisa e algo no texto dela me deixou bastante incomodada: minha empregada é dá família. A pessoa em questão não se deu ao trabalho de mudar o termo &quot;empregada&quot;: o que recebe paga por trabalhos. Palavras tem um poder marcante para dizer em que terrenos estamos caminhando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de uma coerência fantástica, incrível mas parte dos comentários vem de mulheres pretas que assim como eu, que são filhas de empregadas domésticas e que de alguma forma conseguiram ascender profissionalmente, a grande maioria dentro da área educacional. Acredito que isto não é por acaso. Mas tirando os méritos do texto li acima um texto resposta de uma moça chamada Luisa e algo no texto dela me deixou bastante incomodada: minha empregada é dá família. A pessoa em questão não se deu ao trabalho de mudar o termo &#8220;empregada&#8221;: o que recebe paga por trabalhos. Palavras tem um poder marcante para dizer em que terrenos estamos caminhando.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: fernana		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-2290</link>

		<dc:creator><![CDATA[fernana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Nov 2013 02:05:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-222&quot;&gt;luisasilvaufsc&lt;/a&gt;.

olha, luisa, eu entendo sua colocação, eu fui criada especialmente pela minha empregada/babá, já que minha mãe trabalhava todo dia, foi com ela que eu aprendi escrever, ela que me ajudava com o dever de casa, ela que lia livros pra mim(sim, minha empregada era uma pessoa inteligentissima, talvez se eu tivesse sido criada pelos meus pais meu habito de ler nao teria sido tão forte) enfim, eu e toda minhha família tinhamos um vinculo muito forte, posso dizer que sem dúvida alguma ela foi uma das pessoas mais influentes da minha vida  e por isso eu  entendo voce porque é impossivel nao envolver afeto em algumas relações, especialmente em uma profissão que a pessoa fica um bom periodo na sua casa. A questão principal, é que nao é porque voce a ama e trata ela como uma parente, que pode tratar o trabalho dela com menos profissionalismo, o nosso afeto nao nos da direito a pagar menos pra ela, ou nao dar dreito trabalhistas  (sim, mesmo antes de ser exigido minha mae sempre achou isso justo). Enfim, já saindo do assunto, quando minha mae perdeu o emprego não ia dar mais pra pagar e ela escolheu sair do emprego,as vezes ainda vem nos visitar e eu sempre fico muito feliz de reve-lá, mas gosto de saber que ela tomou seu rumo,  hoje ela é professora e adivinha, eu estou me formando pra ser professora, quem sabe um dia não comecemos a trabalhar juntas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-222">luisasilvaufsc</a>.</p>
<p>olha, luisa, eu entendo sua colocação, eu fui criada especialmente pela minha empregada/babá, já que minha mãe trabalhava todo dia, foi com ela que eu aprendi escrever, ela que me ajudava com o dever de casa, ela que lia livros pra mim(sim, minha empregada era uma pessoa inteligentissima, talvez se eu tivesse sido criada pelos meus pais meu habito de ler nao teria sido tão forte) enfim, eu e toda minhha família tinhamos um vinculo muito forte, posso dizer que sem dúvida alguma ela foi uma das pessoas mais influentes da minha vida  e por isso eu  entendo voce porque é impossivel nao envolver afeto em algumas relações, especialmente em uma profissão que a pessoa fica um bom periodo na sua casa. A questão principal, é que nao é porque voce a ama e trata ela como uma parente, que pode tratar o trabalho dela com menos profissionalismo, o nosso afeto nao nos da direito a pagar menos pra ela, ou nao dar dreito trabalhistas  (sim, mesmo antes de ser exigido minha mae sempre achou isso justo). Enfim, já saindo do assunto, quando minha mae perdeu o emprego não ia dar mais pra pagar e ela escolheu sair do emprego,as vezes ainda vem nos visitar e eu sempre fico muito feliz de reve-lá, mas gosto de saber que ela tomou seu rumo,  hoje ela é professora e adivinha, eu estou me formando pra ser professora, quem sabe um dia não comecemos a trabalhar juntas?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: letthyssia		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-2285</link>

		<dc:creator><![CDATA[letthyssia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Nov 2013 21:43:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-215&quot;&gt;Joice Andrade Fontes&lt;/a&gt;.

A ideia é bem essa… hehe]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/minha-empregada-e-como-se-fosse-da-familia/#comment-215">Joice Andrade Fontes</a>.</p>
<p>A ideia é bem essa… hehe</p>
]]></content:encoded>
		
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