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	Comentários sobre: Movimentar-se para além da dor &#8211; bell hooks	</title>
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	<description>Informação para fazer a cabeça</description>
	<lastBuildDate>Wed, 18 May 2016 14:11:31 +0000</lastBuildDate>
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		<title>
		Por: Aline		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/movimentar-se-para-alem-da-dor-bell-hooks/#comment-8639</link>

		<dc:creator><![CDATA[Aline]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 May 2016 14:11:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Li num artigo esses dias que hoje em dia qualquer pessoa que escreve um livro já recebe o título de experto e isso serve para invisibilizar o trabalho de quem realmente merece esse título. E para ser experta uma pessoa tem que dedicar milhares de horas pesquisando sobre um assunto.
Eu iria mais longe e diria que hoje em dia, na internet, todos passamos a acreditar sermos expertos em algo e nos julgamos capazes de anular o trabalho de alguém, que se não fez uma pesquisa grande, no mínimo perguntou a quem sabia ou pesquisa sobre.
Sabendo disso, eu penso que discordar da crítica de bell hooks é possível, mas desqualificar a capacidade e o direito dela de falar sobre algo que não só faz parte da vivência dela, mas também tem sido a área de pesquisa dela há mais de 30 anos, não é possível. 
Dessa maneira perguntar &quot;quem ela pensa que é&quot;, demonstra falta de saber e acima de tudo de saber respeitar o trabalho dos outros. Até porque se a própria bell apesar das críticas, respeitou a obra, reconhecendo o seu significado e titulando-os, porque nós poderíamos nos furtar dessa responsabilidade? 
E por fim, pra quem não sabe &quot;Black Looks&quot;, foi escrito em 1992, quando Beyoncé tinha nove anos de idade. Não há como bell hooks ter escrito algo sobre a Beyoncé nesse livro!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li num artigo esses dias que hoje em dia qualquer pessoa que escreve um livro já recebe o título de experto e isso serve para invisibilizar o trabalho de quem realmente merece esse título. E para ser experta uma pessoa tem que dedicar milhares de horas pesquisando sobre um assunto.<br />
Eu iria mais longe e diria que hoje em dia, na internet, todos passamos a acreditar sermos expertos em algo e nos julgamos capazes de anular o trabalho de alguém, que se não fez uma pesquisa grande, no mínimo perguntou a quem sabia ou pesquisa sobre.<br />
Sabendo disso, eu penso que discordar da crítica de bell hooks é possível, mas desqualificar a capacidade e o direito dela de falar sobre algo que não só faz parte da vivência dela, mas também tem sido a área de pesquisa dela há mais de 30 anos, não é possível.<br />
Dessa maneira perguntar &#8220;quem ela pensa que é&#8221;, demonstra falta de saber e acima de tudo de saber respeitar o trabalho dos outros. Até porque se a própria bell apesar das críticas, respeitou a obra, reconhecendo o seu significado e titulando-os, porque nós poderíamos nos furtar dessa responsabilidade?<br />
E por fim, pra quem não sabe &#8220;Black Looks&#8221;, foi escrito em 1992, quando Beyoncé tinha nove anos de idade. Não há como bell hooks ter escrito algo sobre a Beyoncé nesse livro!</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: nadjapereira		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/movimentar-se-para-alem-da-dor-bell-hooks/#comment-8627</link>

		<dc:creator><![CDATA[nadjapereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 May 2016 22:19:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/movimentar-se-para-alem-da-dor-bell-hooks/#comment-8620&quot;&gt;Keila&lt;/a&gt;.

No livro &quot;Black Looks&quot; ela dá uma alfinetada forte em Beyoncé e acho que há muita cobrança em cima dela por conta sua visibilidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/movimentar-se-para-alem-da-dor-bell-hooks/#comment-8620">Keila</a>.</p>
<p>No livro &#8220;Black Looks&#8221; ela dá uma alfinetada forte em Beyoncé e acho que há muita cobrança em cima dela por conta sua visibilidade.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Thalita Thomé		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/movimentar-se-para-alem-da-dor-bell-hooks/#comment-8624</link>

		<dc:creator><![CDATA[Thalita Thomé]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 May 2016 13:57:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://blogueirasnegras.org/?p=10594#comment-8624</guid>

					<description><![CDATA[Bell Hooks mostra claramente que não sabe do que Beyoncé está falando em sua obra. Analisar uma obra artística apenas pelo viés do seu possível efeito na sociedade é descaracterizar e despersonificar uma obra que pertence à um artista, e não à sociedade. Beyoncé não tem obrigação sociológica ou acadêmica, embora sua obra influa sobre o imaginário coletivo, seu objetivo não é e não deve ser nunca educar ou transformar a sociedade, pois se este é o objetivo, já não é mais arte. O objetivo da arte é pura e unicamente expressivo e dizer que essa história é ficcional é de uma violência tamanha com Beyoncé que fico me perguntando qual é o problema de Bell Hooks. Ora, qual é a evidência de que essa história é ficcional? Qual é a evidência para a acusação de Beyoncé querer vender corpos femininos como se esse fosse o único objetivo de sua obra? Que pressuposto ridículo é esse de que Beyoncé não fala de si própria em sua obra, como se fosse possível uma criação com tantos detalhes, tantas referências sem experimentar o próprio fato. É reduzir tanto, mas tanto a complexidade humana, que a única coisa que posso dizer do texto de Bell Hooks é que ele fala muito mais de Bell Hooks do que de Beyoncé. Esse, aliás, é o objetivo da arte. Fazer com que, ao entrarmos em contato com alguma obra, algo aconteça internamente. Beyoncé foi tão feliz em Lemonade, criou algo tão dela, de uma fidedignidade artística tão grande, que serve de instrumento para a expressão das pessoas que entram em contato com a obra. Bell Hooks virou artista ao falar de Beyoncé, expôs a si própria e suas limitações (que não são poucas). Demonstrou, em um texto só, que não entende nada de relações humanas, não entende de sentir raiva e expressá-la SEM a utilização de violência (quando expressamos a raiva em arte, não estamos machucando ninguém logo, não é violência), não entende a transformação e o aprendizado humano quando diz que Jay-Z não faz nada para contribuir para o seu relacionamento (&quot;I made you cry when I walked away&quot;, &quot;If WE are gonna heal, let it be glorious&quot; &quot;you showed me your scars&quot; !!!!!) , não entende sobre como padrões familiares doentios repetem-se indefinidamente até que alguém tome consciência do que está acontecendo e quebre o ciclo, não entende sobre opressão intra-familiar, não entende sobre coerção de pessoas que supostamente devem nos proteger, não entende sobre estar em uma posição de reflexão de mãe que precisa mudar o curso da história para que sua filha não reproduza os mesmos padrões doentios à que essa própria mulher foi submetida e não entende nada sobre um processo criativo, não entende a diferença entre traição (cheating) e conspiração (betrayal). Ora Bell Hooks, vc critica Beyoncé por não agir conforme seu ideal de feminismo, mas como é possível que vc própria não utiliza sua empatia para  compreender a obra de outra mulher? A quem interessa que vc suba numa torre de marfim e finja que não é um ser humano dotado de emoções que são tocadas por uma obra de arte? Da próxima vez que decidir fazer uma análise acadêmica, não misture as coisas. Faça uma análise acadêmica de materiais acadêmicos, traga todo o seu ser pra análise de uma obra artística. Caso contrário, ao misturar as duas, o resultado é embaraçoso: um texto que se finge imparcial, mas demonstra toda a parcialidade do mundo; um texto que finge falar de uma obra, mas fala na verdade, da própria autora; um texto que finge fazer uma crítica relevante socialmente, mas só é relevante pra autora. Bell Hooks viu na obra de Beyoncé o que não existe e deixou de ver os aspectos presentes. Não somos obrigados à lidar com aquilo que é privado de Bell Hooks quando nem mesmo essa faz a distinção entre aquilo que lhe é privado e aquilo que deve ser público.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bell Hooks mostra claramente que não sabe do que Beyoncé está falando em sua obra. Analisar uma obra artística apenas pelo viés do seu possível efeito na sociedade é descaracterizar e despersonificar uma obra que pertence à um artista, e não à sociedade. Beyoncé não tem obrigação sociológica ou acadêmica, embora sua obra influa sobre o imaginário coletivo, seu objetivo não é e não deve ser nunca educar ou transformar a sociedade, pois se este é o objetivo, já não é mais arte. O objetivo da arte é pura e unicamente expressivo e dizer que essa história é ficcional é de uma violência tamanha com Beyoncé que fico me perguntando qual é o problema de Bell Hooks. Ora, qual é a evidência de que essa história é ficcional? Qual é a evidência para a acusação de Beyoncé querer vender corpos femininos como se esse fosse o único objetivo de sua obra? Que pressuposto ridículo é esse de que Beyoncé não fala de si própria em sua obra, como se fosse possível uma criação com tantos detalhes, tantas referências sem experimentar o próprio fato. É reduzir tanto, mas tanto a complexidade humana, que a única coisa que posso dizer do texto de Bell Hooks é que ele fala muito mais de Bell Hooks do que de Beyoncé. Esse, aliás, é o objetivo da arte. Fazer com que, ao entrarmos em contato com alguma obra, algo aconteça internamente. Beyoncé foi tão feliz em Lemonade, criou algo tão dela, de uma fidedignidade artística tão grande, que serve de instrumento para a expressão das pessoas que entram em contato com a obra. Bell Hooks virou artista ao falar de Beyoncé, expôs a si própria e suas limitações (que não são poucas). Demonstrou, em um texto só, que não entende nada de relações humanas, não entende de sentir raiva e expressá-la SEM a utilização de violência (quando expressamos a raiva em arte, não estamos machucando ninguém logo, não é violência), não entende a transformação e o aprendizado humano quando diz que Jay-Z não faz nada para contribuir para o seu relacionamento (&#8220;I made you cry when I walked away&#8221;, &#8220;If WE are gonna heal, let it be glorious&#8221; &#8220;you showed me your scars&#8221; !!!!!) , não entende sobre como padrões familiares doentios repetem-se indefinidamente até que alguém tome consciência do que está acontecendo e quebre o ciclo, não entende sobre opressão intra-familiar, não entende sobre coerção de pessoas que supostamente devem nos proteger, não entende sobre estar em uma posição de reflexão de mãe que precisa mudar o curso da história para que sua filha não reproduza os mesmos padrões doentios à que essa própria mulher foi submetida e não entende nada sobre um processo criativo, não entende a diferença entre traição (cheating) e conspiração (betrayal). Ora Bell Hooks, vc critica Beyoncé por não agir conforme seu ideal de feminismo, mas como é possível que vc própria não utiliza sua empatia para  compreender a obra de outra mulher? A quem interessa que vc suba numa torre de marfim e finja que não é um ser humano dotado de emoções que são tocadas por uma obra de arte? Da próxima vez que decidir fazer uma análise acadêmica, não misture as coisas. Faça uma análise acadêmica de materiais acadêmicos, traga todo o seu ser pra análise de uma obra artística. Caso contrário, ao misturar as duas, o resultado é embaraçoso: um texto que se finge imparcial, mas demonstra toda a parcialidade do mundo; um texto que finge falar de uma obra, mas fala na verdade, da própria autora; um texto que finge fazer uma crítica relevante socialmente, mas só é relevante pra autora. Bell Hooks viu na obra de Beyoncé o que não existe e deixou de ver os aspectos presentes. Não somos obrigados à lidar com aquilo que é privado de Bell Hooks quando nem mesmo essa faz a distinção entre aquilo que lhe é privado e aquilo que deve ser público.</p>
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		<title>
		Por: Keila		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/movimentar-se-para-alem-da-dor-bell-hooks/#comment-8620</link>

		<dc:creator><![CDATA[Keila]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 May 2016 18:07:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[bell hooks fez uma cobrança muito alta a Beyoncé. Fiquei aqui pensando como esta artista negra pode suprir a lacuna descrita pela escritora bell. Será que Beyoncé deve preencher tais lacunas cantando um feminismo de fato libertador? Mas esse feminismo que bell e algumas de nós pregamos é o caminho ou cada uma de nós o reinventamos conforme nossas experiências? 
Estou realmente incomodada com este texto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>bell hooks fez uma cobrança muito alta a Beyoncé. Fiquei aqui pensando como esta artista negra pode suprir a lacuna descrita pela escritora bell. Será que Beyoncé deve preencher tais lacunas cantando um feminismo de fato libertador? Mas esse feminismo que bell e algumas de nós pregamos é o caminho ou cada uma de nós o reinventamos conforme nossas experiências?<br />
Estou realmente incomodada com este texto.</p>
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		<title>
		Por: Aline Matos da Rocha		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/movimentar-se-para-alem-da-dor-bell-hooks/#comment-8617</link>

		<dc:creator><![CDATA[Aline Matos da Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 May 2016 14:21:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Obrigada pela tradução do texto da bell hooks!!!! Tinha lido o texto original em inglês e uma outra tradução feita pelo Rafael Whsg. Mas, é diferente (há um cuidado maior) a tradução feita por mulheres negras de uma escritora negra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigada pela tradução do texto da bell hooks!!!! Tinha lido o texto original em inglês e uma outra tradução feita pelo Rafael Whsg. Mas, é diferente (há um cuidado maior) a tradução feita por mulheres negras de uma escritora negra.</p>
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