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	Comentários sobre: Trabalho doméstico: &#8216;ela é da família&#8217; não é amor, é navalha na carne	</title>
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	<description>Informação para fazer a cabeça</description>
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		<title>
		Por: joao		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/trabalho-domestico-ela-e-da-familia/#comment-6535</link>

		<dc:creator><![CDATA[joao]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2015 13:29:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Taina Aparecida Silva Santos		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/trabalho-domestico-ela-e-da-familia/#comment-5433</link>

		<dc:creator><![CDATA[Taina Aparecida Silva Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2014 03:22:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Depois da abolição da escravidão no Brasil, a história da inserção das mulheres negras e pobres no mercado de trabalho vem incorporando um fator comum: o lugar que as mulheres negras foram condicionadas a ocupar foi o do trabalho doméstico e dos postos de trabalhos de extrema precarização, como o trabalho terceirizado.
A dificuldade do acesso à educação e à saúde pública de qualidade são dois exemplos, dos quais podemos extrair algumas pistas para tentar entender as condições da maioria das mulheres negras na sociedade contemporânea.

A negligência do governo, no que diz respeito ao oferecimento de educação de qualidade nas periferias, por exemplo, é um fator determinante no processo de inserção da mulher negra e pobre no mercado de trabalho. A falta de qualificação, acesso ao ensino superior, etc., submete as mulheres pretas aos cargos mais precarizados e que não são contemplados por políticas públicas eficientes, no que diz respeito ao acesso ao trabalho e boas condições para o cumprimento do ofício.

A ausência de políticas de saúde pública, por mais que tenham tido certo avanço nos últimos anos, não mudaram tanto a realidade das mulheres negras. Estas, geralmente, além de terem pouco acesso a orientações sobre educação sexual, tanto na escola, como nas unidades de saúde pública, se depararam com uma concepção de saúde pública conservadora, cristã e criminalizadora do aborto.

Estes fatores que condicionam que, estas mulheres tenham mais filhos, mais bocas para alimentar, o que as reforça a falta de opções, senão se submeter a postos de nos quais as relações terríveis;

A discussão sobre a inserção das mulheres negras no mercado de trabalho, no período pós abolição, é fundamental para entendermos o quanto o Estado brasileiro é responsável não só pelo genocídio da população negra, mas também pela reprodução do racismo institucional, entre as outras formas que o racismo se manifesta sobre as mulheres negras do nosso país.

&quot;Nós mulheres, passamos de escravas que trabalhavam na casa-grande para criadas, hoje nos chamam de empregadas domésticas. Nós lutamos para sermos reconhecidas como classe trabalho, ou seja, trabalhadoras domésticas ou trabalhadoras em residência. Formamos uma das maiores categorias de mão-de-obra feminina.&quot;

Muito bom Charô!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois da abolição da escravidão no Brasil, a história da inserção das mulheres negras e pobres no mercado de trabalho vem incorporando um fator comum: o lugar que as mulheres negras foram condicionadas a ocupar foi o do trabalho doméstico e dos postos de trabalhos de extrema precarização, como o trabalho terceirizado.<br />
A dificuldade do acesso à educação e à saúde pública de qualidade são dois exemplos, dos quais podemos extrair algumas pistas para tentar entender as condições da maioria das mulheres negras na sociedade contemporânea.</p>
<p>A negligência do governo, no que diz respeito ao oferecimento de educação de qualidade nas periferias, por exemplo, é um fator determinante no processo de inserção da mulher negra e pobre no mercado de trabalho. A falta de qualificação, acesso ao ensino superior, etc., submete as mulheres pretas aos cargos mais precarizados e que não são contemplados por políticas públicas eficientes, no que diz respeito ao acesso ao trabalho e boas condições para o cumprimento do ofício.</p>
<p>A ausência de políticas de saúde pública, por mais que tenham tido certo avanço nos últimos anos, não mudaram tanto a realidade das mulheres negras. Estas, geralmente, além de terem pouco acesso a orientações sobre educação sexual, tanto na escola, como nas unidades de saúde pública, se depararam com uma concepção de saúde pública conservadora, cristã e criminalizadora do aborto.</p>
<p>Estes fatores que condicionam que, estas mulheres tenham mais filhos, mais bocas para alimentar, o que as reforça a falta de opções, senão se submeter a postos de nos quais as relações terríveis;</p>
<p>A discussão sobre a inserção das mulheres negras no mercado de trabalho, no período pós abolição, é fundamental para entendermos o quanto o Estado brasileiro é responsável não só pelo genocídio da população negra, mas também pela reprodução do racismo institucional, entre as outras formas que o racismo se manifesta sobre as mulheres negras do nosso país.</p>
<p>&#8220;Nós mulheres, passamos de escravas que trabalhavam na casa-grande para criadas, hoje nos chamam de empregadas domésticas. Nós lutamos para sermos reconhecidas como classe trabalho, ou seja, trabalhadoras domésticas ou trabalhadoras em residência. Formamos uma das maiores categorias de mão-de-obra feminina.&#8221;</p>
<p>Muito bom Charô!</p>
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		Por: Buca		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/trabalho-domestico-ela-e-da-familia/#comment-5423</link>

		<dc:creator><![CDATA[Buca]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2014 14:01:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[nossa, que texto ótimo! adorei a forma como você mostrou que machismo, racismo e classismo andam juntos. esse feminismo branco, de classe média, ganhou força novamente com a Sheryl Sandberg, COO do Facebook que lançou um livro que fez bastante sucesso &quot;Learn in&quot; (&quot;Faça acontecer&quot; no Brasil). nele, ela dá dicas de como as mulheres podem ascender na carreira profissional. o problema é que, assim como a Betty Friedan, a a autora não vê problema em contratar outras mulheres pra cuidar da casa e filhos para que ela possa ter sucesso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>nossa, que texto ótimo! adorei a forma como você mostrou que machismo, racismo e classismo andam juntos. esse feminismo branco, de classe média, ganhou força novamente com a Sheryl Sandberg, COO do Facebook que lançou um livro que fez bastante sucesso &#8220;Learn in&#8221; (&#8220;Faça acontecer&#8221; no Brasil). nele, ela dá dicas de como as mulheres podem ascender na carreira profissional. o problema é que, assim como a Betty Friedan, a a autora não vê problema em contratar outras mulheres pra cuidar da casa e filhos para que ela possa ter sucesso.</p>
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		Por: Letícia Roberto Dos Santos		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/trabalho-domestico-ela-e-da-familia/#comment-2676</link>

		<dc:creator><![CDATA[Letícia Roberto Dos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2013 01:15:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma dessas feministas famosinhas na internet veio me perguntar se eu conhecia uma faxineira (minha mãe fazia faxina na época) &quot;mais barata&quot; do que ela tinha. É lindo escrever sobre sororidade enquanto outra mulher se mata para limpar a nossa sujeira ¬¬]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma dessas feministas famosinhas na internet veio me perguntar se eu conhecia uma faxineira (minha mãe fazia faxina na época) &#8220;mais barata&#8221; do que ela tinha. É lindo escrever sobre sororidade enquanto outra mulher se mata para limpar a nossa sujeira ¬¬</p>
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		<title>
		Por: Mylena		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/trabalho-domestico-ela-e-da-familia/#comment-2672</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mylena]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2013 20:36:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom!! Lembrei também que, de outra forma, alguns ainda insistem em chamar professoras de tias, desconstruindo a professora enquanto profissional da educação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom!! Lembrei também que, de outra forma, alguns ainda insistem em chamar professoras de tias, desconstruindo a professora enquanto profissional da educação.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Keli Alexandre		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/trabalho-domestico-ela-e-da-familia/#comment-2671</link>

		<dc:creator><![CDATA[Keli Alexandre]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2013 19:08:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É nesse feminismo que acredito! Parabéns. Feminismo com classes, não é feminismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É nesse feminismo que acredito! Parabéns. Feminismo com classes, não é feminismo.</p>
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