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	Comentários sobre: Doenças mentais e a mulher negra	</title>
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	<description>Informação para fazer a cabeça</description>
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		<title>
		Por: mabiabarros		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-5487</link>

		<dc:creator><![CDATA[mabiabarros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2014 23:01:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4584&quot;&gt;Juliana Ferrari&lt;/a&gt;.

Interessantíssimo, Juliana! Obrigada!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4584">Juliana Ferrari</a>.</p>
<p>Interessantíssimo, Juliana! Obrigada!</p>
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		<title>
		Por: Juliana Ferrari		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4584</link>

		<dc:creator><![CDATA[Juliana Ferrari]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2014 19:39:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mábia, lembrei de você, acho que pode te interessar:http://www.iasbflc.org/old/nobles.htm. bj]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mábia, lembrei de você, acho que pode te interessar:<a href="http://www.iasbflc.org/old/nobles.htm" rel="nofollow ugc">http://www.iasbflc.org/old/nobles.htm</a>. bj</p>
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		<title>
		Por: Bruna		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4536</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bruna]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Aug 2014 19:38:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Oi Mabia, ótimo seu texto. 
Eu sou estudante de Psicologia em uma federal do sul do país, sou negra e tenho me deparado com muitas questões que me inquietam e muitas vezes assustam. 
Infelizmente em muitos cursos de psicologia não são considerados o impacto da questão  racial na constituição do sujeito, e muito menos nas consequências deste na saúde psíquica do indivíduo. 
É comum aqui na minha universidade falarmos pouco nesse assunto, e muitos colegas preferem nem falar sobre questões étnico-raciais por sentirem que se não são negros não precisam falar disso. Eles desconhecem e ignoram que profissionalmente não poderão fazer distinção no momento de um atendimento, por exemplo, e que a formação de psicóloga deve ser plural e conseguir abarcar todos os tipos de discussões. 
Eu sinto e espero confiante que com as cotas vários negr@s entrem nas universidades e em cursos como os de Psicologia, que é ainda um curso muito elitista. e possa agir diferente diante de problemáticas como essa. 
Eu pelo menos estou fazendo esse movimento, inspirada em outras que vieram antes de mim na intenção de trazer à tona essas questões e olhar com mais carinho e cuidado para o nosso povo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Mabia, ótimo seu texto.<br />
Eu sou estudante de Psicologia em uma federal do sul do país, sou negra e tenho me deparado com muitas questões que me inquietam e muitas vezes assustam.<br />
Infelizmente em muitos cursos de psicologia não são considerados o impacto da questão  racial na constituição do sujeito, e muito menos nas consequências deste na saúde psíquica do indivíduo.<br />
É comum aqui na minha universidade falarmos pouco nesse assunto, e muitos colegas preferem nem falar sobre questões étnico-raciais por sentirem que se não são negros não precisam falar disso. Eles desconhecem e ignoram que profissionalmente não poderão fazer distinção no momento de um atendimento, por exemplo, e que a formação de psicóloga deve ser plural e conseguir abarcar todos os tipos de discussões.<br />
Eu sinto e espero confiante que com as cotas vários negr@s entrem nas universidades e em cursos como os de Psicologia, que é ainda um curso muito elitista. e possa agir diferente diante de problemáticas como essa.<br />
Eu pelo menos estou fazendo esse movimento, inspirada em outras que vieram antes de mim na intenção de trazer à tona essas questões e olhar com mais carinho e cuidado para o nosso povo.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: mabiabarros		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4521</link>

		<dc:creator><![CDATA[mabiabarros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Aug 2014 18:21:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4496&quot;&gt;Aline&lt;/a&gt;.

Eu que agradeço pelo comentário, Aline! Escrevi sobre mim, mas sei que falo de muitas. :)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4496">Aline</a>.</p>
<p>Eu que agradeço pelo comentário, Aline! Escrevi sobre mim, mas sei que falo de muitas. 🙂</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: mabiabarros		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4516</link>

		<dc:creator><![CDATA[mabiabarros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2014 23:02:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4498&quot;&gt;Juliana Ferrari&lt;/a&gt;.

Pois é, Juliana. É uma coisa que tenho me perguntado, também. Eu tenho procurado psicólogos para me atender e esbarro nessa dificuldade. Da última vez a menina (era bem novinha a psi) ficou chocada com as coisas que eu ia contando e não fazia muita ideia do que dizer. 

Acho que vou procurar entre estudantes de psicologia e profissionais alguém que queira falar sobre o assunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4498">Juliana Ferrari</a>.</p>
<p>Pois é, Juliana. É uma coisa que tenho me perguntado, também. Eu tenho procurado psicólogos para me atender e esbarro nessa dificuldade. Da última vez a menina (era bem novinha a psi) ficou chocada com as coisas que eu ia contando e não fazia muita ideia do que dizer. </p>
<p>Acho que vou procurar entre estudantes de psicologia e profissionais alguém que queira falar sobre o assunto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: mabiabarros		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4515</link>

		<dc:creator><![CDATA[mabiabarros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2014 21:50:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4499&quot;&gt;Neusa Maria Pereira&lt;/a&gt;.

Amém.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4499">Neusa Maria Pereira</a>.</p>
<p>Amém.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Neusa Maria Pereira		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4499</link>

		<dc:creator><![CDATA[Neusa Maria Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2014 23:43:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Seu texto é extremamente providencial. Obriga-me a pensar no significado da loucura. Em como devo encará-la, se como doença ou libertação. Alguma mulheres negras estão se livrando do fardo  de serem o que não  para encontrar uma outra existência.
Perto de minha casa tem uma assim. Ela circula pelas ruas, suja, falando sozinha, pés descalços, cabeça raspada, olhos avermelhados e vidrados. Outro dia, ela estava dormindo num banco de ônibus toda suja de menstruação. O motorista de ônibus(negro como eu) que passava pelo local e precisou parar o veículo para eu descer, em frente ao banco, olhou enojado. Senti um certo incomodo. Por mim, pela moça e pelo motorista. Eu e o motorista somos vitimas da não aceitação da loucura. Somos integrantes da sociedade hipócrita, na qual a lucidez é uma exigência para aceitação. O medo da exclusão, nos força a sermos a parecer sadios mentalmente.
Quando vejo esta moça, ela parece ser jovem, sinto um pouco de receio. Seus modos são bravios. Ela tem medo de mim e eu dela. O medo nos iguala mais que nossa identidade racial. Nunca entendi bem a loucura. Comecei a entende-la depois de ler algumas coisas do filósofo Michel Foucault. Os chamados loucos são  pessoas sem compromisso com o estabelecido, convivem a seu modo com a negação dele, por isto incomodam. O preço a pagar pela descoberta é alto. É o isolamento, a incompreensão dos ditos &quot;normais&quot;, mas que na verdade são mais psicologicamente desajustados dos que perambulam pelas ruas, indiferentes a toda sorte de intempéries. Salvos pela falta de crenças e princípios falidos. Seu estado de espirito os mantêm vivos. A loucura é um pressuposto humano do que todos deveriam experimentar  para libertar seus demônios.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seu texto é extremamente providencial. Obriga-me a pensar no significado da loucura. Em como devo encará-la, se como doença ou libertação. Alguma mulheres negras estão se livrando do fardo  de serem o que não  para encontrar uma outra existência.<br />
Perto de minha casa tem uma assim. Ela circula pelas ruas, suja, falando sozinha, pés descalços, cabeça raspada, olhos avermelhados e vidrados. Outro dia, ela estava dormindo num banco de ônibus toda suja de menstruação. O motorista de ônibus(negro como eu) que passava pelo local e precisou parar o veículo para eu descer, em frente ao banco, olhou enojado. Senti um certo incomodo. Por mim, pela moça e pelo motorista. Eu e o motorista somos vitimas da não aceitação da loucura. Somos integrantes da sociedade hipócrita, na qual a lucidez é uma exigência para aceitação. O medo da exclusão, nos força a sermos a parecer sadios mentalmente.<br />
Quando vejo esta moça, ela parece ser jovem, sinto um pouco de receio. Seus modos são bravios. Ela tem medo de mim e eu dela. O medo nos iguala mais que nossa identidade racial. Nunca entendi bem a loucura. Comecei a entende-la depois de ler algumas coisas do filósofo Michel Foucault. Os chamados loucos são  pessoas sem compromisso com o estabelecido, convivem a seu modo com a negação dele, por isto incomodam. O preço a pagar pela descoberta é alto. É o isolamento, a incompreensão dos ditos &#8220;normais&#8221;, mas que na verdade são mais psicologicamente desajustados dos que perambulam pelas ruas, indiferentes a toda sorte de intempéries. Salvos pela falta de crenças e princípios falidos. Seu estado de espirito os mantêm vivos. A loucura é um pressuposto humano do que todos deveriam experimentar  para libertar seus demônios.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Juliana Ferrari		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4498</link>

		<dc:creator><![CDATA[Juliana Ferrari]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2014 21:41:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Oi Mábia,

Esta é uma questão que vem há muito tempo me tocando, no trabalho com a saúde mental e a formação na área psi, e devido a diversos laços pessoais e afetivos. A construção da doença mental é uma forma de exclusão muito clara, e obviamente que o grupo que atinge com mais força é o de mulheres negras. observamos facilmente, tanto nas ruas, quanto na violenta reclusão manicomial (inclusive infantil) que é um modo contundente de exclusão racial. 
Por outro lado, no atendimento clínico individual da classe média por exemplo, muitos poucos são os profissionais da área psi preparados para lidar com estas questões que trouxeste e outras tantas (até porque a maioria é de brancos ainda), o problema sempre é do paciente, mania de perseguição, interpretação pessoal de mundo, nunca um problema real e objetivo de perseguição racial que ele tenha sofrido (por exemplo). 
Num racismo cruel como o brasileiro fico sempre refletindo o quanto a perseguição de origem racista, disfarçada de uma certa dose de &#039;somos todos iguais, imagina se estou te tratando diferente&#039; não gera uma constante instabilidade emocional, entre a sensação clara de constrangimento e perseguição, e o ocultamento destas atitudes por parte do perseguidor, que leva sempre a algo do tipo &#039;será que eu estou ficando louca?&#039;. Enfim, muitas e duras questões. Teu texto é lindo, obrigada por ele!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Mábia,</p>
<p>Esta é uma questão que vem há muito tempo me tocando, no trabalho com a saúde mental e a formação na área psi, e devido a diversos laços pessoais e afetivos. A construção da doença mental é uma forma de exclusão muito clara, e obviamente que o grupo que atinge com mais força é o de mulheres negras. observamos facilmente, tanto nas ruas, quanto na violenta reclusão manicomial (inclusive infantil) que é um modo contundente de exclusão racial.<br />
Por outro lado, no atendimento clínico individual da classe média por exemplo, muitos poucos são os profissionais da área psi preparados para lidar com estas questões que trouxeste e outras tantas (até porque a maioria é de brancos ainda), o problema sempre é do paciente, mania de perseguição, interpretação pessoal de mundo, nunca um problema real e objetivo de perseguição racial que ele tenha sofrido (por exemplo).<br />
Num racismo cruel como o brasileiro fico sempre refletindo o quanto a perseguição de origem racista, disfarçada de uma certa dose de &#8216;somos todos iguais, imagina se estou te tratando diferente&#8217; não gera uma constante instabilidade emocional, entre a sensação clara de constrangimento e perseguição, e o ocultamento destas atitudes por parte do perseguidor, que leva sempre a algo do tipo &#8216;será que eu estou ficando louca?&#8217;. Enfim, muitas e duras questões. Teu texto é lindo, obrigada por ele!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Aline		</title>
		<link>https://blogueirasnegras.org/doencas-mentais-e-a-mulher-negra/#comment-4496</link>

		<dc:creator><![CDATA[Aline]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2014 18:06:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ai, Mabia!

Suas palavras me tocam de uma maneira, estou passando por isso, mas com ajuda profissional. O peso da responsabilidade de ter que honrar todos os nossos ancestrais é demais às vezes. Depois de mais de trinta anos eu resolvi, parar para começar a fazer o que eu quero, o que eu preciso. Obrigada pelo seu texto! &#060;3]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ai, Mabia!</p>
<p>Suas palavras me tocam de uma maneira, estou passando por isso, mas com ajuda profissional. O peso da responsabilidade de ter que honrar todos os nossos ancestrais é demais às vezes. Depois de mais de trinta anos eu resolvi, parar para começar a fazer o que eu quero, o que eu preciso. Obrigada pelo seu texto! &lt;3</p>
]]></content:encoded>
		
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