31/05/2017

Cê diz que eu sou sua rainha,
mas vá com calma, rapaz
Por baixo dessa tua pele clara
Se esconde meu capataz

Elogia a preta gorda,
Faz de meu corpo seu projeto.
Mas me chama de escrota,
se lhe peço,
imploro,
afeto.

Da minha pele escura,
Se fala muito bem,
ms a minha mente surta,
pela compreensão que não tem.

Como é se descobrir negro,
como é poder querer?
Eu não pude dizer o que sou,
isso cabe a você.

Preta,
Preta,
Gorda,
Gorda,
Guerreira me gritas.

Mas minha alma, solitária solicita :
Me deixe em paz,
Saia daqui,
minha cabeça,
minha alma,
Estão cansadas de cair.

Não vou mais pedir
permissão,
Licença
Coração,
presença.

Vou me fazer rainha,
bem acompanhada,
ou sozinha.
Mas sem ladainha,
só tomando de assalto,
a coroa que é minha.

Escrito por: AZA

Imagem de destaque – Selected Poems, Hsiao-Ron Cheng

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não adianta, seja qual for o santo que se imponha na feitura é com ela que aprendo esse rir vencedor, que ofereço em lugar de qualquer tentativa (VÃ) de me diminuir, apagar ou derrotar é dela que vem essa pureza que me embala a gargalhada por essa doçura sem mágoas, que também é arma letal para inimigos com ela, que amo tanto, Oxum Menina