Imagem: antifluor, flickr.
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Um olhar sobre o machismo e as consequências em saúde para militantes negras

Estou escrevendo sobre isso porque hoje, aos 33 anos, sei que a minha reconciliação com minha mãe e tias somente foi possível a partir deste aprendizado no movimento negro. Ouvindo com atenção as mulheres negras, curando-me de mágoas e repensando politicamente minhas relações afetivas com as demais mulheres. Lembro-me que desde os meus 13 anos, passando pelos 15, minhas tias, devido às alianças com seus seduzidos companheiros pela minha adolescência negra, me isolavam do convívio mútuo, não falavam comigo, ainda que a oralidade e a roda de diálogos sejam expressões singulares africanas, inclusive na diáspora, como terapia comunitária e reconstrução da espiritualidade e das emoções.
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Mulheres e Negros: que as leis não os separem!!

No cenário da opressão racial de gênero há mulheres livres, amordaçadas em laços afetivo-sexuais não mais ansiados por elas, com prisioneiros dispostos a sentenciar com morte a efetivação anunciada da ruptura de vínculos. Segundo IPEA (Instituto de Pesquisa Aplicada), das mulheres assassinadas no Brasil 31% têm entre 20 e 29 anos e 61% são negras. A taxa de mulheres negras mortas chega a 87% só no nordeste.