Coronavrírus nas periferias 005 Maranhão: Mulheres negras jovens no combate ao Covid19

Áudio exclusivo de conversa comJuliana Costa, do Coletivo Mulheres Negras da Periferia, no Maranhão. Edição e parceria: Rádio Aconchego. Dá o play! #CoronaVirusNasPeriferias

Apesar do governo do Maranhão ter sido um dos primeiros do Nordeste a ter ações efetivas de prevenção e redução de danos ao Corona Vírus, a população deste estado tem sentido na pele os efeitos da pandemia.

Nós entrevistamos Juliana ainda no início de junho, e como este contexto tem mudado bastante, parece que estamos diante de um outro mundo. Não só São Luis mudou, como também mudou nossa percepção sobre a pandemia: lojas reabriram, o comércio e até as aulas estão em vias de reabertura e o que isso significa? Os casos continuam crescentes e quem de nós continua figurando os qaudros de morte e descaso?

Em São Luis, cidade com aproximadamente 75% de pessoas negras segundo o último censo, destacamos a voz da jovem liderança Juliana Costa, que aponta as saídas e os fazeres das mulheres negras frente as urgências. Mesmo institucionalmente, combatendo um discurso genocída como tem sido o do Governo Federal, o Maranhão permanece com situações precárias de atendimento e combate.

É quando, mais uma vezes, as comunidades se unem em torno da solidariedade e colocam em prática princípios tão antigos da ação dos movimentos negros e de mulheres negras. Nesse processo, re-descobrimos o protagonismo da juventude, que se coloca à frente das ações como acontece agora no bairro do Coroadinho, inclusive por serem as que resguardam e preservam seus mais velhos que podem se vitimizar mais fácil. As mulheres negras jovens continuam a mover as estruturas do Brasil, de fora a fora.

Ficha técnica | parceria e edição: Rádio Aconchego

Entrevistadora: Larissa Santiago

Trilha Sonora: Nasci no interior, Boi de Pindaré

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Quando já não há palavras que deem conta de expressar o que sentimos quando vemos nossas irmãs sofrerem, ou mesmo quando vemos em seus olhos o brilho de satisfação de alguma conquista (que nos é tão caro e precioso), quando não nos cabe no peito a dor que sentimos pelas nossas irmãs ofendidas, ou a alegria imensurável que nos toma o corpo quando uma outra preta chega onde muitas de nós não conseguiremos porque diariamente os grilhões do racismo tende a nos aprisionar, só nos restará a sororidade negra, laço este de irmandade que servirá como o nosso amuleto de sorte, e a bala de canhão necessária para proteger umas as outras, e nos protegermos do mundo.