Não vamos parar #25WebNegras 2020

A nossa luta é essa e temos que andar.

MARIA DE NAZARÉ REIS

Esse foi um dos anos mais desafiadores de nossa trajetória como Blogueiras Negras e ter a possibilidade de construir mais uma vez essa lista tem um grande significado para nós. Sobretudo em um momento em que nos dedicamos a pensar quais serão os nossos próximos passos, coisa que não seria possível se não caminhássemos junto ao movimento de mulheres negras brasileiras.

Ao longo dos anos, as #25webnegras se tornaram cada vez mais coletivas, cada vez mais interessadas em outros projetos de mundo além das vias oferecidas pela lógica do capitalismo neoliberal e seus arranjos neocoloniais. E, justamente por isso, não poderíamos deixar embaixo do tapete pontos de tensões e aproximações que caracterizam os muitos modos de ser mulher negra. 

As lives também foram uma descoberta para nós. Participamos junto de Alice Pataxó e Selma Dealdina falando sobre Povos tradicionais e as instituições de poder: resistência e representatividade ou discutimos Cuidados Digitais para Mulheres Negras. E o mais importante, nos debruçamos sobre O legado da Comunicação do Movimento de Mulheres Negras.

E junto com as mulheres aqui celebradas foram essenciais para que a gente também desse esse salto do texto para as telinhas. E por isso agradecemos a cada organização e mulher envolvidas na tarefa de compartilhar com todas nós estórias, saberes e tecnologias de vida durante um ano que insiste em não acabar. Sabendo que todas as que estão aqui representam outras mais, nem sempre nomeadas e, muitas vezes, sem acesso às telinhas.  E naquele mesmo esquema, com 30 mulheres , desta vez juntas e misturadas.

A lista desse ano tão incomum também celebra mulheres negras que não acreditavam que podiam se envolver com tecnologias e redes sociais. Só há uma saída diante do obstáculo: ultrapassá-lo.

Obrigada por mais um ano juntas. Ano que vem tem mais.

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ancestralidade, cultura

‘Para mim, a vida é a mesma que era antigamente.”

DONA DALVA DAMIANA DE FREITAS

A live Contos do Samba de Roda teve a participação de Dona Dalva Damiana de Freitas e sua filha Mestra Any. Dona Dalva nasceu em 27 de setembro de 1927, em Cachoeira, BA. É uma tradicional sambadeira, cantora e compositora. Integrante da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte é a primeira Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, homenageada por sua trajetória dedicada à cultura popular, especialmente o Samba de Roda. O trabalho de Dona Dalva está no blog Samba de Dalva, no seu instagram e página no facebook.

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ancestralidade, cultura


“Até quando deus me der essa permissão de tocar. Eu vou no mundo, até o fim do mundo, se for pra tocar caixa eu vou no fim do mundo.”

DONA ANUNCIAÇÃO MENEZES

Com a live Pé no Terreiro – Os caminhos que a música nos leva  temos uma janela para ouvir estórias preciosas da ancestralidade afro ludovicense com a participação de Dindinha como é chamada Dona Anunciação Menezes e Dona Zezé Menezes, a primeira Ekedi confirmada no Maranhão. A mediação foi feita por Henrique Menezes. E a gente não conta mais pois tem coisas que você tem que descobrir. Você pode acompanhar seu trabalho com o Grupo Pé no Terreiro em sua página no facebook.

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ancestralidade, poder

A história do Brasil passa muito por essa irmandade, pouco conhecida no Brasil, muito conhecida lá fora.

MÃE DORA DE OYA

Uma conversa que a gente assiste e nem vê o tempo passar sobre ancestralidade, poder e história da Irmandade da Boa Morte. Participam da live Empreendedorismo decolonial: o legado da Irmandade da Boa Morte Dona Dalva Damiana de Freitas, que também está nessa lista; Mãe Dora de Oyá, Yalorisá do Ilê Axé Tojú Lábá (Brasília), fisioterapeuta de formação, com especialização em dermato funcional, mestre de Saberes Tradicionais pelo o INCTI, ligado à área de Antropologia da Universidade de Brasília; Sacerdotisa com casa aberta a 16 anos em Brasília e noviça da Irmandade da Boa Morte  e a Yálaxé Juçara Lopes, da Coordenação Nacional de mulheres de Axé do Brasil e Noviça da Irmandade da Boa Morte.

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maternidade, pandemia, trabalho

Quando a gente tem um filho a gente já pensa nisso, no perigo desse filho. Como é que vai ser? Ainda mais o que a gente vê um bando de crianças e adolescentes, a gente perdendo eles para esse processo do estado criminoso.

NAZARé CRUZ

Como estão as mães pretas da periferia? Como estamos arrumando tempo nas nossas agenda para essa jornada tripla? Como temos educado as nossas crianças, sua educação e os afazeres de casa? Uma conversa com a paraense Wellingta Macedo que é jornalista, atriz, educadora popular, integrante do Quilombo Raça e Classe-Pa e Nazaré Cruz que é trançadeira no bairro Terra Firme, afro religiosa, integrante da Conen-Pa. Mediação da professora Lília Melo, direto de Belém na live Mãe, mulher, militante: o corre das pretas na pandemia.

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literatura, escrita

Nada que está escrito em Becos da memória é verdade. Nada do que está em Becos da memória é mentira.

CONCEIÇÃO EVARISTO

Conceição Evaristo nos advertiu que faria poucas lives, está escrevendo o romance Flores de Mulungu, dar prosseguimento a um terceiro livro de contos e iniciar um livro de ensaios. Além de inventar moda o tempo inteiro, junto com Ainá. Mas que faria algumas livezinhas, sempre às terças. Becos da memória 1 com a presença de Ludmilla Lis foi uma delas. E não se esqueça de visitar seu blog, Nossa escreviência.

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ancestralidade, samba

Mais uma vez, essa lista saúda o samba. Ducineia Cardoso ou Nega Duda é Sambadeira, Cantora, Compositora, Makota, Escritora e Cozinheira. A gente sabe que você não perdeu, mas gostaríamos de rever juntas o Samba de Roda Nega Duda, direto de sua casa.

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samba, entretenimento

Não posso deixar vocês sem a loba.

ALCIONE

Alcione Dias Nazareth, a Marrom, é absoluta. Esse ano, ela comprou a briga pelo respeito ao Nordeste e se posicionou contra os desmandos da Fundação Palmares. Durante a pandemia, fez diversas lives solidárias, aquecendo nossos corações com seus sucessos e homenageando grandes nomes de nossa música. E, de quebra, no intervalo, curtimos o talento de Silvinha. A diversão continua no seu insta.

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saúde da mulher negra, políticas públicas

Estamos propondo uma outra forma de lidar com a sociedade, do bem comum, só que isso precisa ser transmutado em um projeto político e isso implica em disputas.

MARIA INÊS DA SILVA BARBOSA

A troca e o aprendizado sobre Políticas públicas e saúde das mulheres negras tem sido mais que essencial no período pandêmico. Essa live nos ofereceu uma verdadeira aula sobre o tema e quais os obstáculos que temos enfrentado historicamente para de fato implementarmos essa política pública. A live teve a participação de: Maria Inês da Silva Barbosa, Drª em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública/USP; Amanda Arlete, Médica de família e comunidade, Coordenadora do GT Saúde da População Negra da SBMFC e Integrante do Coletivo Negrex; Alva Helena de Almeida, Enfermeira, Mestra em Saúde Pública e Doutora em Ciências pela USP; e Giselle dos Anjos Santos, Doutoranda em História Social pela USP, consultora do CEERT na mediação.

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afroveganismo

Primeiramente, precisamos fazer esse recorte para entender que, sim, somos mulheres negras e veganas, e o racismo vai estar presente em todos os movimentos, em todos os espaços. A gente precisa falar sobre isso, mas do lugar de fala de um corpo negro. Sem isso a gente não vai conseguir fazer esse debate do ponto de vista de corpos racializados.

DAIANA LIMA

O que é Afroveganismo? Entender as intersecções entre raça e especismo é um debate complexo mas incontornável que precisa ser feito inclusive do ponto de vista das religiões de matriz africana. E, ao mesmo tempo, discutindo o confronto com a branquitude nesse campo. Participaram dessa live, as pretas afroveganas: Carla Candace, comunicóloga social, que se dedica ao estudo e ativismo no afroveganismo, buscando um veganismo mais acessível popular e representativo; Caroline Silva, turismóloga pela UFRRJ, consultora de viagem na @bem.afrobrasi e cozinheira abusada na @afro.sou; e Daiana Lima, baiana, administradora, afroempreendedora e veg há 10 anos, do Movimento Afro Vegano.

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quilombolas, território

Nós somos mulheres negras, negros, que defendemos nossa luta, que lutamos pelos nossos territórios.

FRANCILEIDE BEZERRA

Seguindo os passos de Tereza de Benguela, assim caminham as mulheres quilombolas jovens foi organizada pela Conaq no #JulhoDasPretas. Mulheres negras, jovens e quilombolas conversaram sobre seus territórios e sua luta com Bianca Cristina de Cruz da Menina (PB); Débora Gomes Lima, Pé do Morro (TO); e Francileide Bezerra, Gameleiras (RN). Contribuíram com o debate sobre a resistência na pandemia e o impacto do turismo nas comunidades.

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capacitismo

Eu quero muito que o mundo venha trazendo outros e outras para representar.

JOSY BRASIL

Falar sobre A mulher negra com deficiência em diferentes espaços é capacitismo é urgente. Essa foi a única live em que vimos praticada a autodescrição, quando a pessoa que fala se descreve. A conversa foi mediada por Sabrina Nascimento, membra do  Coletivo de Pessoas Pretas com Deficiência no Brasil na Luta por Direitos e professora da rede pública de ensino, especialista em deficiências múltiplas e sensoriais, pós-graduanda em metodologias ativas. E a convidada mais que especial foi Josy Brasil que é comunicóloga, artista da dança, empresária, mãe, idealizadora do projeto roda comigo. Eleita 1° pessoa com deficiência a ser rainha do bloco Muzenza – 2019.

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bem viver, território

Saindo desse território eu vou falar da onde? A partir de que referencial? Das minhas memórias. Nós precisamos também voltar. O sankofa, ele precisa estar presente na nossa racionalidade. Voltar. Aprender com os mais velhos e as mais velhas, com os griôs. E procurar consultá-los: o que vocês fariam diante desse caos que está sendo colocado?”

MARIA LUIZA NUNES

A Roda de Conversa: “A Luta da Mulher Negra Pelo Território e o Bem Viver” transmitida pela página do Centro de Cultura Negra MA assim como outras lives que trouxemos também integrou a programação do 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Afro-Caribenha, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (Lei Federal 129871/2014). Recebendo a força e ancestralidade vindas das palavras de nossas mulheres negras convidadas: Durica Almeida, mestra em Desenvolvimento Sustentável pela UNB, integrante do Grupo de Estudo e Pesquisa de Povos e Comunidades Tradicionais – CAUIM, do Instituto de Mulheres Negras do Amapá – IMENA e da Rede Fulanas – Negras da Amazônia Brasileira; Celia Cristina Pinto, líder quilombola, integrante da equipe do Projeto Vida de Negro executado pelo Centro de Cultura Negra do Maranhão e atual coordenadora executiva da Coordenação Nacional e Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ); Maria Luiza Nunes, militante do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará CEDENPA, da Articulação de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB e da Rede Mulheres Negras da Amazônia; Claudia Gouveia, mestre em Antropologia Social, integra a Coordenação Executiva e a Comissão de Formação da Rede de Mulheres Negras do Maranhão – REMNEGRA; e Josanira Luz, graduada em Administração com especialização em Políticas públicas pela UEMA, militante do Grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa – GMNMA, conselheira consultiva e membro da coordenação do CCN. A mediação coube a Silvia Leite, uma das fundadoras do Centro de Cultura Negra do Maranhão, Presidente do Conselho Municipal da Condição Feminina de São Luís – CMFM, fundadora e coordenadora do Setor de Atividades Especiais Espaço Mulher (SAEEM) do Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão II).A realização foi feita pelo Centro de Cultura Negra do Maranhão – CCN-MA; o Grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa – GMNMA, a Rede de Mulheres Negras do Maranhão – REMNEGRA e o Conselho Municipal da Condição Feminina – CMCF, em parceria com a Rede Fulanas e a Articulação de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB.

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territótio, periferia

A cidade não cuida com educação, não cuida com o respeito às mães dando creche pra colocar os filhos, não cuida com salário digno, com emprego digno, mas se coloca enquanto colonial, se mantendo na monarquia, de pai pra filho, de avô pra neto e não larga o osso.

DONA MIRA ALVES

Dona Mira Alves é educadora popular, ativista dos direitos humanos e coordenadora do Movimento Sem Teto da Bahia (MSTB). Ela conversou com Fernanda Moscoso, militante do Movimento Sem Teto, educadora social, atuando junto a políticas públicas especialmente com a assistência social. O encontro em Mulheres negras discutem a gestão das cidades contribuiu com o debate sobre participação das mulheres negras nas decisões sobre a gestão da estrutura dos bairros, especialmente, bairros periféricos.

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política, enfrentamento


Nós temos imensos desafios para 2021, para 2022. Porque mesmo com a vacina nós sabemos que uma boa parcela da nossa população essa vacina não vai chegar nem no início do segundo semestre de 2021.Os nossos desafios são como utilizar as ferramentas das redes sociais a gente se aproxima mais ainda de nossas irmãs lideranças que não tem acesso a esse mecanismo que nós temos.

LINDINALVA DE PAULA

A Rede Nacional de Mulheres Negras no Combate a Violência promoveu um encontro para tratar das estratégias de enfrentamento ao racismo, em especial, a partir da pandemia. Mulheres negras e as estratégias para o enfrentamento de 2021 envolveu a Ifádayíìsi, Angela dos Santos, sacerdotisa do culto Ọ̀rúnmìlà/Ifá e doutora em Educação; Lindinalva de Paula, da Rede de Mulheres Negras da Bahia, professora, militante e política; Carmen Faustino, educadora, gestora sociocultural, poeta, pesquisadora das culturas negras periféricas; e Silvana Veríssimo, fundadora do Grupo de Mulheres Negras Nzinga Mbandi; integrante do Fórum Nacional de Mulheres Negras. A mediação foi feita por Antonieta Costa, pedagoga e geógrafa, presidente do Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune).

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lbt, interseccionalidades

É necessário dizer qual é o nosso papel nessa sociedade. Essa sociedade racista, lgbtfóbica, ainda neoliberal com modelo eurocêntrico.

MARTA ALMEIDA

As mulheres pretas LBT dando a letra certeira – Enquanto Houver Racismo Não Haverá Democracia – A luta das LBTQI+ sobre organização e ação política com a participação de Marta Almeida, Ekedi da tradição Nagô Vodun, pedagoga e integrante do MNU e da Rede Sapatá; Livia Ferreira, atriz, administradora, poeta e integrante dos coletivos LESBIBAHIA e Rede Sapatá; Laurianne de Miranda, educadora social e diretora colegiada da Associação Lésbica Feminista de Brasilia Coturno de Vênus; Lucia Castro, produtora cultural e educadora social, integrante da Rede Sapatá; Dandara Rudsan, assessora advocacy e coordenadora do Coletivo Amazônico LESBITRANS; com mediação de Darlah Farias, advogada, ativista do Movimento Negro pelo Coletivo Sapato Preto, CEDENPA e Coalizão Negra Por Direitos.

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tecnologia

A Mesa Redonda Remota – Mulheres Negras nas Ciências reuniu um timaço de superpoderosas.

Sônia Guimarães é PhD em Física da Matéria Condensada pelo Instituto de Ciência e Tecnologia The University of Manchester, Inglaterra; Mestre em Física Aplicada USP campus São Carlos e Licenciada em Física pela Universidade Federal de São Carlos. Profa. do ITA.

Mychelle Alves, doutora em Tecnologia de Processos Químicos/UFRJ; Chefe do Laboratório de Medicamentos, Cosméticos e Saneantes do INCQS/Fiocruz e vice-presidente do Sindicato dos trabalhadores da Fiocruz (Asfoc/SN).

A mestre em Química pela UFF (2011), Claudiane Canuto, que é bacharel e licenciada em química; perita Criminal, vinculada à Secretaria de Estado de Polícia Civil – RJ e também ativista da Rede de Mulheres Negras RJ, diante de suas vivências profissionais, enriquecerá o debate.

Rosalia de Oliveira Lemos, professora titular do IFRJ campus Nilópolis; Coord. do NEABI campus Nilópolis. Dra. em Política Social (UFF); Bacharel e Licenciada em Química (UFF); Elaborou e coordenou o Projeto Diálogos sobre Diversidade e a Lei 10639/03 (IFRJ/COGED/PROEXT/2011); Profa. do Curso Esp. Avaliação de Políticas para a População Negra (UFF); ativista da Rede de Mulheres Negra RJ e Feminista Negra.

Na mediação, a coordenadora do NEABI campus Volta Redonda, Jacqueline Gomes Vicente, doutora em Letras pelo Programa Interdisciplinar de Linguística Aplicada (UFRJ); Profa. do IFRJ campus Volta Redonda.

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encarceramento, abolição penal

Manter a juventude negra em idade de produzir no cárcere é a forma mais brutal de racismo que o nosso país tem.

MARIA TERESA DOS SANTOS

O  Brasil é um dos países que mais encarcera pessoas no mundo. Durante uma pandemia, Nem Senzala, nem prisão: abolição! foi uma das lives mais urgentes do ano. A Frente pelo Desencarceramento da Bahia organizou o ato pela Agenda Nacional pelo Desencarceramento no estado com a participação de Bruna Araújo (de quem a gente adoraria saber mais, pois não encontramos sobre ela e por isso não fizemos a arte do grupo pois iiria ficar incompleta), Monique Cruz, pesquisadora na Justiça Global, Priscila Serra da Agenda Nacional pelo DesencarceramentoMaria Teresa dos Santos, coordenadora da agenda estadual pelo desencarceramento e presidente da Associação de Amigos e Familiares de Pessoas Privadas de Liberdade de Minas Gerais.

Durante a transmissão ao vivo, defensores pelos direitos humanos do Desencarcera Ceará entraram na live para denunciar o tratamento violento com que foram reprimidos pela polícia militar do Ceará durante uma manifestação.

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tecnologia, racismo

“É muito verdade quando você entra na tecnologia, as primeiras referências que colocam para você são Bill gates e Steve Jobs.Isso sempre me incomodou.

NINA DA HORA

Esse nós discutimos as redes através de seus algoritmos racistas através da discussão desde o reconhecimento facial até como as plataformas distribuem os conteúdos de criadores negros. Racismo e Algoritmos com Nina da Hora discute tudo isso e muito mais, E não perca o Ogunhe Podcast, vai falar sobre suas pesquisas e como a tecnologia busca conformar e controlar nossos corpos.

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mulheres negras, mnu

A mulher negra é sempre vanguarda de toda a movimentação na história desse país.

REGINA LÚCIA DOS SANTOS

Nossos passos vem de longe e As Mulheres pretas no processo revolucionário: Tereza de Benguela, Thereza Santos, Beatriz Nascimento e Lélia Gonzalez fala exatamente disso. Como chegam até nós e como nos apontam caminhos? Ocasião em que celebraram também os 42 anos do MNU. 
Regina Lucia Santos, Geógrafa, especialista em educação para relações étnicos raciais, educadora popular, coordenadora estadual do MNU SP, colaboradora da Amparar – Associação de Familiares e amigos de presos e integrante da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo; Priscila Lira, Assistente Social, atuante no Centro de Referência da Mulher na cidade de São Paulo, Mestre em Serviço Social e Políticas Sociais (UNIFESP-BS), pesquisadora e militante dos Movimentos de Mulheres Negras, com mediação de Lilian Sankofa que é  professora, atriz, poeta, tendo o hip hop como forma de resistência e enfrentamento às opressões de classe.

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educação, política

CEAFRO comemora 25 anos de ações em prol da igualdade racial e de gênero. Essa é uma dos seminários mais especiais do ano pois marca a comemoração de uma organização que completa 25 anos. Conhecido pela formação de jovens, com seus etnométodos, novos modos de aprender e ver o mundo. Uma grande escola que levou a juventude negra para a universidade, estudando a mídia, a história da África, o entendimento de uma nova cosmovisão civilizatória.

Foi responsável por exemplo pelos primeiros cursos de informática em 1995.Muitas das pessoas que estiveram na instituição acabaram levando esse modo de fazer e criticar as estruturas para outras instituições, como por exemplo o Fundo Baobá. 

É uma referência no campo da Igualdade Racial e de Gênero incontornável por promover um outro modo de viver, tendo a educação como direito, uma educação de qualidade que entendia a ancestralidade e à resistência, um dos seus princípios inegociáveis. Seu Comitê Pró-Cotas pensava uma reserva de 40% de cotas para estudantes negros.

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literatura, periferia

As Lives Pretas são apresentadas com um dos nomes mais importantes da cena literária da quebrada e dos saraus, Raquel Almeida. E ela nunca anda só. Então não estamos falando de uma live mas de várias. Uma de suas grandes preocupações, para além das questões próprias à escrita, são a memória e a valorização das trajetórias de mulheres negras escritoras que abriram e abrem os caminhos como a escritora e jornalista Esmeralda Ribeiro, Luz Ribeiro parte um, Luz Ribeiro parte dois, Guiniver Santos, Jenyffer Nascimento. Miriam Alves, Elizandra Souza, Celinha Reis, Priscila Obaci, Dinha e Cidinha da Silva.

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racismo religioso, saberes trans

Pedagogia sa desobediência é esse movimento insurgente, não é só uma teoria acadêmica m\s é toda construção insurgente de deslocar o pensamento colonial, para um pensamento que possa dar conta de existências outras que essa colonialidade não dá conta. Essa desobediência tem qye travestilizar, transformar, modificar o processo educacional vigente.

THIFFANI ODARA

Ela é blogueira, youtuber e instagrammer. A doutura Jaqueline Gomes de Jesus também é  professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro, Assessora de Diversidade e Apoio aos Cotistas da Universidade de Brasilia – UnB,  Doutora em Psicologia social, do trabalho e das organizações pela mesma instituição e Pós-Doutora pela Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro.  Na live Pedagogia da desobediência conversa com a Pedagoga, Especialista em Gênero, liderança religiosa e comunitária e escritora, a Yalorixá Mãe Thiffany Odara, sobre o seu novo livro, e outros temas relevantes, ma conexão afetiva e intelectual do Rio de Janeiro com a Bahia.

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história

Quando eu ouvi falar de MarIa Raimunda Araújo, essa maranhense, a primeira vez foi em 2016. A trajetória dela me tocou bastante e mais ainda eu nunca ter ouvido falar dela, a gente deixa de ter essas referências como impunsionamento como exemplo.

GERALDYNE MENDONÇA

História de Mulheres Negras na sala de aula foi uma daquelas lives de tirar o fôlego. Dessa vez sobre os desafios que enfrentamos na sala de aula na hora de contar as nossas histórias.

Com os temas Luiza Mahin na encruzilhada: desafios e perspectivas para a pesquisa histórica na sala de aula – Profª Me. Aline Najara da Silva Gonçalves; Apaoká: um caminho para falar de mulheres negras nas aulas de História – Profª. Victória da Paixão e “A sua espada é a sua palavra. Oh! grande guerreira!” Desmistificando histórias, rompendo barreiras – Profª. Me. Geraldyne Mendonça. Com mediação da Profª. Drª. Ana Flávia Magalhães Pinto. 
E se você quiser saber uma pouco mais sobre esse projeto lindo, corre lá no Geledés para saber mais e acompanhar as escritas maravilhosas.

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comunicação, mulheres negras

A gente tem uma infeliz tradição no campo das violências coloniais, nós que estamos aqui mais pra cima, na Região Nordeste, na Região Amazônica, a gente não tem ainda os nossos conhecimentos, as nossas expertises valorizadas em ambiente nacional.

ALANE REIS

A nossa paixão é a comunicação. E a gente correu pra ver A importância das mulheres negras na comunicação para ouvirRita Batista, Jornalista, apresentadora de Jornais e Programas de TV na Bahia. Mulher, negra e comunicadora Com 17 anos de carreira; Alane Reis, jornalista e pesquisadora em Comunicação a nível de Mestrado pela UFRB, sonhadora no Odara Instituto da Mulher Negra e editora da Revista Afirmativa e Marta Ferreira (Marta Ti Oxum) – Historiadora e Pedagoga. Atualmente atuando na pós graduação em História e Cultura Africana e Afro brasileira do Instituto Pretos Novos/IPN – RJ.  Com mediação de Edmilla Sta Rita que é fisioterapeuta, doula, integrante da equipe terapretas e idealizadora do projeto e aplicativo Ilê materno.

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arte, música, poesia

Esse show maravilhoso com a participação de Bixarte MC, Dorot Ruanne e a Fúria Negra começa com a faixa Iemanjá da Poetisa, cantora, rapper, compositora, atriz, trans e negra. Nome Bixarte e sobrenome resistência! Sempre de cabeça erguida mesmo com a incerteza de sair na rua com a incerteza de voltar. Um debate mais que necessário sobre feminismos seletivos e de pura conveniência. Assiste o sucesso delas.

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saberes tradicionais, saúde

Há uma disputa muito grande em validar conhecimentos tradicionais, em validar conhecimento popular, em validar os saberes do povo mas a nossa luta é essa e temos que andar.

MARIA DE NAZARÉ REIS

Como as mulheres negras guardiãs e cuidadoras da memória biocultural e ancestral tem atuado no enfrentamento à Covid-19? A live Chás, Banhos Ungentos e Caribés: Conhecimento tradicional de Mulheres Negras da Amazônia no Enfrentamento à COVID-19 promoveu um encontro entre a farmacêutica Terezinha Santos, a Engenheira Agrônoma Nazaré Reis e a Professora Irmã Clemilda Andrade sobre os saberes tradicionais de mulheres negras da Amazônia. Obrigada às nossas griotes e Rede Fulanas.

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política

Nós íríamos marchar independentemente do número que a gente conseguisse.

NILMA BENTES

Quais foram os Impactos da Marcha das Mulheres Negras após 5 anos? O encontro áproxima Thiane Neves que é publicitária, docente, pesquisadora; Maria Malcher que é geógrafa e liderança do movimento negro e do CEDENPA, Nazaré Cruz que aparece mais de uma vez nessa lista; Mônica Brito Soares que é coordenadora do Coletivo de mulheres negras, especialista em etnico racial e coordenadora do Sintepp Regional e Nilma Bentes, a idealozadora da marcha, uma das fundadoras do CEDENPA e Rede Fulanas além de Negras da Amazônia Brasileira, NAB. Elas comentam sobre a construção da marcha, proposta e realização desde o Norte do país.

As mulheres negras enfrentaram a conjuntura política da época e sopraram novos ventos de mobilização política sobre a sociedade brasileira, atingindo negras jovens, grupos e coletivos autônomos e organizações das mais diversas atuações na militância negra brasileira.

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música

A pandemia nos trouxe a graça de poder ouvir uma das vozes mais lindas do samba brasileiro: Teresa Cristina nos presenteou em todas as madrugadas com duetos, conversas, homenagens e protestos. Foram as Jovens Lives de Domingo. Suas lives cresceram exponencialmente e ela foi capa de revistas e jornais, transformando sua rede social num espaço de cura, alívio e desabafo de tantos de nós. E finalizando o ano, ela emplacou o projeto, onde canta com sua mãe, Dona Hilda, canções antigas, sambas canção e tantas outras músicas incríveis.

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afeto, aquilombamento

O objetivo é que nós possamos nos sentir acolhidas e festejarmos a vida em prol da exaltação da beleza, da alegria e do bem-viver. A ideia é reunir mulheres negras, sobretudo, virtualmente, em prol do afeto e do aquilombamento, servido de fôlego para as nossas lutas diárias.

SOL MIRANDA

No dia 9 de agosto de 2020, Criola, organização com mais de 25 anos de atividade, reuniu uma verdadeira constelação numa verdadeira Ocupação do ciberespaço. Foram quase oito horas de programação, num sábado, com: cinema, performance, poesia, gastronomia e muita música. Criola-ON foi realizada no contexto da pandemia e diante das múltiplas funções que as mulheres negras exercem, a ONG teve a ideia de celebrar a vida, a beleza e o bem-viver. Com apresentação de Sol Miranda, o festival trouxe Lucia Xavier, Jurema Werneck, Juliana Alves, Mc Sofia, Yasmin Thayná, Fabíola Machado, Luiza Loroza, Negra Rosa, Luellem de Castro entre outras.

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ensino, pesquisa, defesa de direitos

A mesa coloca em debate o tema das tecnologias digitais um tema tão importante não só porque estamos em pandemia, mas tão recorrente quando a gente fala de Amazônia e Amazônia Negra.

MÔNICA CONRADO

A mesa 3 do webinário Amazônia Negra teve como tema As experiências de mulheres negras em tecnologias digitais e redes sociais” O evento foi com Zelinda Barros, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB/BA); Dulci Lima, da Universidade Federal do ABC e Centro de Pesquisa e Formação-SESC/SP (UFABC/CPF/São Paulo); e Thiane Neves, da Universidade Federal da Bahia (UFBA)/Coletiva Periféricas SSA. Além de mediação de Mônica Conrado, do grupo de Estudos e Pesquisas Nós Mulheres da UNFPA.

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Tolerância, Respeito e Aceitação: A Luta Diária da Pessoa Transgênera por Igualdade

Tolerância requer que você não me julgue em função da minha diferença, respeito requer que você me trate de maneira justa, e aceitação requer que você aceite que sou filha de Deus e que minha peculiaridade é ok. Pessoas que discriminam sempre tem alguma justificativa para seu ódio e intolerância, seja religião, as crenças sob as quais foram criados, ou ignorância. Mas em minhas mémórias registradas no livro I Rise [Eu me levanto], encorajo todos os irmãos e irmãs transgênerxs a superarem o medo, a derrota, a degradação e a discriminação. Minha vida tem sido de muitas frustrações, mas também tem sido uma vida de superação de obstáculos e elevação para atingir meus objetivos. Nós, a comunidade transgênera, somos criaturas divinas e precisamos de amor e aceitação, como qualquer outra criatura de Deus.

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Que fique enegrecido: nós Blogueiras Negras entendemos que o feminismo negro, mesmo em suas diversas manifestações, é absolutamente incompatível com a transfobia. Acreditamos que não seja complicado entender que nossas mulheres são atingidas por ela, tem sua existência negada, sua humanidade diminuída simplesmente por serem transexuais e por serem negras, uma superposição de identidades que cria um eixo único de violências. Às mulheres negras cis só existe uma possibilidade nesse sentido: sermos aliadas.