#BNcast 08 Zelinda Barros

E o nosso último episódio da segunda temporada do #BNCast tem a honra de conversar com a Professora e Ciberativista Zelinda Barros. 

Herdeira do Recôncavo Baiano, nascida em Pernambués, Zelinda Barros é formada em Ciências Sociais. É Doutora em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA) e Docente Adjunta da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB).

Tivemos o prazer de encerrar essa temporada com uma mulher negra que faz a ponte entre a ancestralidade e a tecnologia; a própria imagem de sankofa como tradução do afrofuturo. 

E no fim, ainda tem um surpresa arrepiante! Dá play e vem com a gente.

Este programa, assim como os anteriores, é uma realização de Blogueiras Negras, Rádio Aconchego e Coletivo Cabelaço. Apoio – Fundação Heinrich Böll.

Zelinda Barros traz no sangue a resistência de ser e nascer baiana. Professora-doutora, cientista social e ciberativista, sua trajetória nos encoraja a pensar criticamente como se deu a apropriação das tecnologias pelos movimentos.

Trazendo sua trajetória dentro da universidade – passando pelo NEIM/UFBA (Núcleos de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher), pelo CEAO (Centro de Estudos Afro Orientais) até chegar na UNILAB, Zelina aponta os caminhos pelos quais foi possível inovar na produção de conteúdo para os cursos de formação docente em cultura afro brasileira a distância lá pelos idos de 2007.

Com um olhar aguçado sobre o problema, a proposta de promover os cursos a distância acabou por incentivar a professora a produzir ainda mais conteúdos nos espaços digitais. “A internet propiciou um alcance maior das ações”. Segundo Zelina, a partir de então, a atuação militante no ciberespaço surge como um desdobramento daquilo que vinha sendo feito desde antes da popularização da internet no Brasil.

Componente da Rede de Ciberativistas Negra, Zelina Barros já era atuante na rede através de Blogagens desde 2008 – quando criou também o Blog Casos e Coisas do gênero, além do Blog Fazer Valer a Lei. Suas ações vão desde a criação de grupos de discussão no Facebook até a re-criação e adaptação para o contexto virtual dos Calendários Neegros e do projeto Infográficos – página no Facebook com uma linha do tempo da trajetória de personalidades negras e eventos importantes para a nossa comunidade.

A conversa nesse podcast é tão enriquecedora que a gente quer é deixar mesmo que vocês se surpreendam com essa que é mais uma das nossas potências dentro do legado de comunicação do movimento de mulheres negras.

Zelinda Barros, nossa camarada, nos brinda com sua história, atuação, análises e trocas, que costuram a tão longa linha da luta das mulheres negras brasileiras. Obrigada, professora! Por nos ensinar que é nesse movimento sankofa permanente que encontramos as saídas para o nosso povo negro. Obrigada por estar e ser nossa referência.

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Eu escrevo aqui do alto dos meus 27 anos, jornalista com uma graduação concluída com louvor, endereço fixo, telefone conhecido e público, registro profissional regular e algumas dúzias de seguidores pelas redes sociais. Só que o que me faz escrever não são meus quatro anos de estudo em comunicação social, mas os meus 27 anos de vida na minha pele de mulher preta e periférica, moradora de uma grande, cruel e desigual metrópole brasileira, país racista e machista por seus anos de história desigual.