Latinidades

Latinidades – A materialização da rede

A REDE está formada! O maior Festival de Mulheres Negras da América Latina - não é assim, Maria Paula? - tornou concreta a rede, renovou nossas energias, reconectou as mulheres negras brasileiras e se fixou no calendário feminista negro. Tem jeito não, quando a gente coloca na cabeça que vai ser A MELHOR ninguém nem nada consegue nos deter.

Até o ano que vem, Latinidades!

Nosso muito obrigada às Pretas Candangas, na pessoa de Ana Flávia Magalhães Pinto, jornalista, historiadora, mulher negra de grande sensibilidade e generosidade. Alguém que, apenas com sua presença, nos fazer aprender tanta coisa sobre a vida. Alguém que fala sobre sermos seres gregários, de compartilhar a batalha, de não esmorecer, de fazermos do afeto nossa grande ferramenta de combate. Alguém que é forte e ao mesmo tempo é muito mais que isso. É farol de dignidade, de conhecimento e de ancestralidade.

As griotes da Diáspora Negra. Relato do Latinidades 2014.

Reverência às irmãs Pretas Candangas e a Griô Produções. Mulheres negras de luta que concretizaram aquilo que antes era apenas uma sonho para muitas. Uma possibilidade que agora é uma realidade palpável de mudança e empoderamento. Durante esses dias tivemos amor, compartilhamos lutas e projetos. Mais uma vez possibilidades que, como disse uma companheira, falam de uma ancestralidade nova e ao mesmo tempo antiga. Obrigada a todas as mulheres da organização, palestrantes e da audiência. Essa é uma experiência de vida que será por nós sempre lembrada com todo carinho e afeto.
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Eu escrevo, tu falas, nós registramos

Nossas griôs modernas lapidam as palavras como ninguém, gravam em diferentes suportes - blogs, livros, redes sociais, cadernos, teses e zines - e escrevem suas estórias, seus pontos de vistas, suas alegrias e dores. E se deixam ler, interpretar e ser absorvidas por outras que vão partilhar, entender e se emocionar com essas palavras.

Somos afrolatinas, elas, tu e eu: vem pro festival Latinidades 2014!

Conosco todas as mulheres negras do lado de cá do meridiano e tantas vezes acima dele, combatendo os mesmos problemas, as mesmas violências. Mais que isso, partilhando conhecimento, arte, cultura, culinária, modos de fazer. Falar sobre o Latinidades não poderia ser que não sobre a celebração desse pertencimento, com a mente voltada para a valorização da oralidade, aquela que torna possível que sejamos ao mesmo tempo nossa própria ancestralidade e o futuro, tudo aqui e agora. Que sejamos, como temos feitos desde tantos séculos, nós as primeiras a contar e escrever nossa própria História.