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O aborto das escravas: um ato de resistência

Não raro penso no aborto como uma medida genocida contra todas as mulheres: o controle é ineficaz, as mulheres não deixam de fazer um aborto por ele ser proibido. O que elas fazem é adiar a busca por auxílio da saúde pública depois de abortar; significa que as mulheres procuram assistência médica quando estão com hemorragia grave ou infecções alastradas. Manter essa medida criminalizadora só atesta o fato de que o Estado quer as mulheres (todas, sem exceção) pagando com sangue seus atos. Até a última gota.
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28 de setembro, Cortejo da Mulher Negra Morta em Aborto Clandestino – Ato pela legalização do aborto – São Paulo

Nós, feministas autônomas e organizações feministas, convidamos a todas as mulheres e lésbicas a participarem do “Cortejo da mulher negra morta em aborto clandestino”, onde velaremos o corpo que representa todas as clandestinas que abortaram e morreram, desapareceram, foram maltratadas, extorquidas e julgadas. Nosso clima é de LUTO quando nossos direitos são moeda de troca. Portanto, pedimos que venham vestidas com uma roupa que represente luto.
Imagem - Agência Apublica.
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Aborto e ilegalidade: a violência do Estado contra as mulheres negras

É importante referenciarmos, que o Estado brasileiro, garante em sua constituição, o direito à vida e à saúde como inalienáveis, que não podem ser negados a ninguém, pela sua cor, raça, gênero ou orientação sexual. É dever então, do Estado Brasileiro, zelar pelo bem-estar de todos os seus cidadãos e também de suas cidadãs, atentando-se as demandas especificas de saúde possuída por cada grupo. Isto é que se chama de princípio da equidade, que a grosso modo pode ser resumido como, tratar os iguais como iguais e os diferentes como diferentes.