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Minha carne não é de carnaval, e nem de Copa do Mundo!

Há algumas semanas acabou o evento mais esperado do ano, a Copa do Mundo da FIFA de 2014. Muito se discute sobre o legado do mundial, que deixou milhares de pessoas desabrigadas em troca da construção de estádios, fez o governo federal investir milhões de reais em policiamento e armamento e mantém até hoje pessoas presas por se manifestarem. Nos estádios, apenas a elite branca e a classe média brasileira, ou seja, pagamos a conta mas quem viu a Copa de perto foram os estrangeiros e os mais ricos.
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Bem vindos ao Brasil colonial: a mula, a mulata e a Sheron Menezes

Sim, sabemos que 125 anos se passaram e a escravidão acabou, porém as suas práticas continuam bem vindas e são aplaudidas por muitos de nós na novela das nove e no programa do Faustão, “pouco original, mas comercial a cada ano”. No tempo da escravidão, as mulheres negras eram constantemente estupradas pelo senhor branco e carregavam o papel daquela que deveria servir sexualmente sem reclamar, nem pestanejar e ainda deveria fingir que gostava da situação, pois esse era o seu dever. Hoje nós, mulheres negras, continuamos atreladas àquela visão racista do passado que dizia que só servíamos para o sexo e nada mais.