Well, aconteceu em Peckham

Hoje estive em Peckham e a ‘vivi’ diferente. Já lá estive diversas vezes, mas uma coisa é ir a um local específico, adquirir algo e nada mais. O foco está no movimento-aquisição e tal. Outra foi ir e ter estado lá a enxergar, tocar, vivenciar as coisas. Na verdade, a contemplar.
O olhar que me remetia sensações, o observar que me remetia a algo interessante; as cores; os toques; o tanto de África e os seus que ali, conhecida como ‘Little Lagos’, se encontram e fazem parte do que Peckham é; a vibe; a movimentação; aquele colorido todo a me inebriar e eu de expectadora…
Aqueles tecidos africanos que me encantam e eu a turistar no bairro.
Fui pela primeira vez à biblioteca daquele bairro, e que linda! Extasiei-me e uni os sentidos, o olhar, o tocar, e com isto, fiz um banquete de palavras. As palavras tantas, que traduzidas pelo olhar, tocar, sentir, e que tenho em mim, se conjugaram, quando à library adentrei. Nossa, quantas palavras que aqui me vejo envolta e envolvida por, pensei.
Logo após esta minha percepção e sentir sobre a localidade, estar aqui, me traduz. Me traduz em mim.
Sim, uma tradução que as vezes nós mesmas não fazemos de nós.
Foi diferente, foi tremendo.
O que hoje, aconteceu em Peckham…
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Queria casar, quer dizer, quero. E comprei, como toda aspirante a noiva uma revista que demonstram vestidos e penteados. Revista cara, doeu no bolso. Quando cheguei em casa, percebi que todos os vestidos eram para magras e todos os penteados para cabelos lisos. Fiquei arrasada, não era possível que nem mesmo em uma revista de noivas iam pensar que a mulher gorda e preta também casa e também quer festa, ué. Tive vontade de voltar na loja e pedir meu dinheiro de volta.