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Se essa rua fosse minha. Morte e morte nas grandes cidades.

A calçada por si só não é nada. É uma abstração. Ela só significa alguma coisa junto com os edifícios e os outros usos limítrofes a ela ou a calçadas próximas. Pode-se dizer o mesmo das ruas, no sentido de servirem a outros fins, além de suportar o trânsito sobre rodas em seu leito. As ruas e suas calçadas, principais locais públicos de uma cidade, são seus órgãos mais vitais. Ao pensar numa cidade, o que lhe vem à cabeça?
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Mais um caso de racismo na infância

Evidentemente todos os detalhes de mais um episódio de racismo nos causam revolta e indignação, mas também esperança pela profundidade e determinação demonstradas por N., uma menina de 11 anos, uma criança negra, que está dando uma aula de como é importante que a gente não se cale. Não importa com que intensidade o racismo tente nos derrubar. A gente vai reagir.
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Outubro Rosa – Falar de câncer de mama também é falar de racismo

No exato momento em que escrevo, incontáveis mulheres negras estão em tratamento de um câncer de mama. Talvez você ou alguém próxima também esteja passando por uma situação parecida. Então, antes de mais nada, deixo aqui meus sinceros votos de sucesso. Que todas as mulheres, em especial as negras, que passam ou passarão pela doença sobrevivam. Sem racismo, com cuidado e acolhimento que todas precisamos nesse momento.
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Um Egito Negro incomoda muita gente

Usurpar patrimônio africano não basta, também é necessário embranquecer seus sujeitos. Tanto na série José do Egito (atualmente em reprise pela Record) quanto em Êxodo: Deuses e Reis as personagens são majoritariamente brancas. Os realizadores são incapazes de reconhecer que todo um complexo sistema de crenças, filosofia, arte, arquitetura, astronomia e medicina são coisas de preto. Qualquer movimento diferente disso, mesmo a simples hipótese de que os antigos egípcios era negros, é vandalismo demais para aguentar.
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Até o ano que vem, Latinidades!

Nosso muito obrigada às Pretas Candangas, na pessoa de Ana Flávia Magalhães Pinto, jornalista, historiadora, mulher negra de grande sensibilidade e generosidade. Alguém que, apenas com sua presença, nos fazer aprender tanta coisa sobre a vida. Alguém que fala sobre sermos seres gregários, de compartilhar a batalha, de não esmorecer, de fazermos do afeto nossa grande ferramenta de combate. Alguém que é forte e ao mesmo tempo é muito mais que isso. É farol de dignidade, de conhecimento e de ancestralidade.