Feminismo

“Liberdade para mim é isto: não ter medo”: 25 de julho é dia das outsider whithin

Este editorial, hoje, é uma tentativa de reforçar a importância do Feminismo Negro, é por meio dele que contamos as histórias das “mulheres forasteiras” da normatividade estabelecida pelo processo colonizatório dos países europeus. Ele é nossa ferramenta de luta para que possamos um dia viver a liberdade de não ter medo.

A mulher branca e o feminismo negro

O feminismo que não faz recortes, perece e falha. Se torna ineficaz e tão exclusivo quanto aquilo que combate. É alheio a realidades paralelas e segregacional. Como declarado por Grada Kilomba, artista interdisciplinar portuguesa, "O racismo é uma problemática branca", e a cada um deve ser dada suas responsabilidades.

Os privilegiados têm cor, classe, gênero e endereço certo!

Pois estou aqui pela resistência de minhas ancestrais, Vaulice, minha mãe, Zilma , minha vó, as Cláudias, as Dandaras e as Jandiras. Todos as minhas ancestrais negras que lutaram e resistiram a violência sexual, ao estupro, e lutaram como panteras para que hoje eu e minhas companheiras negras chegassem até aqui fortes e cientes de sua missão que é representar um ideal coletivo e não um ideal individualizado.