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Ubuntu para quem é de ubuntu

Sobre o argumento de que a série é o espaço onde as atrizes e atores negrxs teriam a ocupar e que a não renovação de contrato para produção da mesma diminuiria o espaço da comunidade negra na teledramaturgia brasileira, a pergunta principal é: o espaço dx negrx na teledramaturgia brasileira já não é limitado a realizar papéis segundo alguns esteriótipos?
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Um Egito Negro incomoda muita gente

Usurpar patrimônio africano não basta, também é necessário embranquecer seus sujeitos. Tanto na série José do Egito (atualmente em reprise pela Record) quanto em Êxodo: Deuses e Reis as personagens são majoritariamente brancas. Os realizadores são incapazes de reconhecer que todo um complexo sistema de crenças, filosofia, arte, arquitetura, astronomia e medicina são coisas de preto. Qualquer movimento diferente disso, mesmo a simples hipótese de que os antigos egípcios era negros, é vandalismo demais para aguentar.
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Da Tia Nastácia à Globeleza

Lutar por uma representação real na TV passa, também, por lutar para que nossas demandas sejam debatidas nas redes nacionais. Não basta atribuir papéis importantes e fortes para as mulheres negras (embora isso seja de extrema importância), é preciso que as produções destinem um espaço para se problematizar a posição social dessas mulheres.
Sérgio Cardoso (Tomás) e Ruth de Souza (Cloé) em A Cabana do Pai Tomás.
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O negro na tv brasileira. Onde está?

Encontramos uma participação maior do negro na televisão, é fato, porém continua a vinculação do estereótipo do negro que samba, gosta de pagode, é malandro ou exerce profissões subalternas e quase imperceptíveis. Muitos negros não gostam de samba, alguns nem sabem sambar, curtem outros estilos, mas esses nunca são representados na televisão. A sociedade mudou e ainda não conseguimos ver o reflexo disso na telinha. Não existe o que os mais modernos chamam de “democracia racial”, embora muitos projetos levantem a bandeira. Somos mais de cem milhões de brasileiros, representamos mais de 50% da população e o instrumento mais popular, que é a televisão, não nos representa.