Levantes

NÃO ME VEJO, NÃO COMPRO

Preços baixos, descontos, promoções. O comércio brasileiro copiou esse modelo de vendas e passou a oferecer também o seu “Black Friday”, convocando clientes para um momento de vendas que beira uma catarse coletiva. Mas fica a pergunta, quão negra é essa sexta-feira?

Ah! Branco, dá um tempo! Carta aberta ao senhor Miguel Falabella.

Repudiamos suas palavras porque fomos estupradas nas senzalas e continuamos a ser na dramaturgia feita por brancos sobre nós através de imagens estereotipadas em seriados, novelas e minisséries. Esse é um dos mecanismos que a aliança entre o racismo usa para se perpetuar: hipersexualizando a mulher negra que se torna desprezível para outros papéis sociais. Você fala da mulata quente, gostosa, fogosa. Somos muito mais que isso. Precisamos ser mostradas como as mulheres do dia-a-dia, que trabalham, dançam, fazem festa e querem sexo sim, mas que não são apenas isso.

Manifesto de repúdio às ações truculentas e descaso com relação às ocupações urbanas de Isidóro

Nós, Blogueiras Negras, manifestamos nossa profunda repulsa quanto ao tratamento do Governo do Estado de Minas Gerais dado às ocupações por moradia em Isidoro, região metropolitana de Belo Horizonte. Apenas nas ocupações Vitória, Esperança e Rosa Leão são 8.000 famílias, em sua grande maioria formada por mães solteiras e seus respectivos filhos, com uma média de 3 crianças por família. Pessoas cujo maior “crime” é sua própria existência, seu resistir diante de tamanha injustiça social. É demonstrar que a ocupação também pode ser uma política habitacional viável e muito mais justa do que os modelos institucionalizados.